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Dulce Dantas Marinho

Dulce Dantas Marinho

Listings and reviews (35)

BOP

BOP

4 out of 5 stars

Fomos de férias para um sítio remoto onde comer e dormir eram práticas diárias comuns entre os hóspedes. O calor abrasador,
 a parca oferta cultural (à
 parte dos animadíssimos arraiais para emigrantes) e 
os bons restaurantes da zona foram o cocktail ideal para regressarmos à base mais pesados. O fruto do meu excesso instalou-se nos quadris, o dele na barriga. Jurámos que voltaríamos
 ao ginásio e que nos próximos tempos só comeríamos verdes 
e grelhados. Projectadas as expectativas, fomos almoçar ao BOP e saímos de lá a rebolar, a amaldiçoar a gula desenfreada, e a fazer novas juras em cima das anteriores. O BOP tem poucas mesas. Em contrapartida tem uma colecção de vinis digna de reverência (a banda sonora é feita com a ajuda de um gira-discos e depende muito do estado de espírito do funcionário no dia). Também tem uma lista de cervejas simpática e serve um café 100% arábica. Chegámos com fome e fomos directos aos nachos, com um chili bem apurado, cheio de feijão e jalapeños, e queijo cheddar gratinado por cima. Saborosos e muito bem servidos. E antes que comecem a pensar que somos pessoas
 de pouca palavra, pedimos 
o cesto mais pequeno e para partilhar (8,50€). Depois, vieram as asinhas de frango que, apesar de serem um pouco pequenas, eram gulosas q.b., fritas e envoltas num molho de manteiga picante, mas não muito, e que se revelaram tenras, húmidas e viciantes (4,50€). Para compor o estômago (distendido durante as férias), trouxeram-nos um Satan’s Finest, um hambúrgue

Trattoria 179

Trattoria 179

4 out of 5 stars

Dos mesmos donos do BH Foz, o Trattoria 179 é inteiramente voltado para a cozinha italiana. Estão na carta algumas das famosas pizzas do BH, mas também há bons pratos de massa, boas sobremesas e uma completa carta de vinhos. Crítica  Não posso dizer que tenha sido um bom garfo desde o início. Que era uma criança cheia de refegos, bochechas proeminentes e um apetite voraz. Consta que era um martírio. Que a sopa escorria pelos azulejos da cozinha antes de ser deglutida a custo. Felizmente, fiz as pazes com a comida e essa relação prosperou, tornou-se natural e funcional. Mas como todos os grandes acontecimentos da vida exigem uma ruptura, a minha aconteceu quando fui viver para Itália sozinha. Foi lá que descobri que os pomodori podem ser maduros, vermelhos, de polpa doce (até então, os tomates em minha casa, do quintal da minha avó, tinham uma cor verde, de serem colhidos antes do tempo, e, por isso, demasiado ácidos. Uma moda que nunca entendi). Foi lá que provei um sem-número de pizzas de massa fina e estaladiça e quase todos os tipos de pasta fresca – do rigatoni à tagliatelle, dos ravioli recheados com ricota aos tortelloni com prosciutto di Parma. Por cima? Trufas e lascas de queijo parmesão, fios de azeite translúcido e acidulado, azeitonas carnudas, folhas de rúcula selvagem, rodelas de bresaola ou de provolone affumicato. Era e é impossível não gostar de uma culinária assim. Cheguei ao Trattoria 179 com as melhores referências e começou tudo muito bem. Um serviço impec

Trattoria 179

Trattoria 179

4 out of 5 stars

Dos mesmos donos do BH Foz, o Trattoria 179 é inteiramente voltado para a cozinha italiana. Estão na carta algumas das famosas pizzas do BH, mas também há bons pratos de massa, boas sobremesas e uma completa carta de vinhos. Crítica  Não posso dizer que tenha sido um bom garfo desde o início. Que era uma criança cheia de refegos, bochechas proeminentes e um apetite voraz. Consta que era um martírio. Que a sopa escorria pelos azulejos da cozinha antes de ser deglutida a custo. Felizmente, fiz as pazes com a comida e essa relação prosperou, tornou-se natural e funcional. Mas como todos os grandes acontecimentos da vida exigem uma ruptura, a minha aconteceu quando fui viver para Itália sozinha. Foi lá que descobri que os pomodori podem ser maduros, vermelhos, de polpa doce (até então, os tomates em minha casa, do quintal da minha avó, tinham uma cor verde, de serem colhidos antes do tempo, e, por isso, demasiado ácidos. Uma moda que nunca entendi). Foi lá que provei um sem-número de pizzas de massa fina e estaladiça e quase todos os tipos de pasta fresca – do rigatoni à tagliatelle, dos ravioli recheados com ricota aos tortelloni com prosciutto di Parma. Por cima? Trufas e lascas de queijo parmesão, fios de azeite translúcido e acidulado, azeitonas carnudas, folhas de rúcula selvagem, rodelas de bresaola ou de provolone affumicato. Era e é impossível não gostar de uma culinária assim. Cheguei ao Trattoria 179 com as melhores referências e começou tudo muito bem. Um serviço impec

Panda

Panda

3 out of 5 stars

Em 2013, Pedro Moura Bessa abriu o Munchie e pôs toda a cidade a adorar hambúrgueres. Seis anos depois abre as portas do Panda, um restaurante com pratos para partilhar, no antigo armazém da Velo Invicta Capas Peneda, a loja de bicicletas mais antiga do Porto. Críticas Não há mal nenhum em um artesão aprimorar a sua técnica num ofício só. Um sapateiro que trabalhe toda a vida a remendar solas e a fazer moldes, será, à priori, mais eficaz do que um outro que também se dedique a fazer meias. A ânsia de chegar a todo o lado e de querer dominar todas as coisas nem sempre traz os melhores resultados. Pedro Moura Bessa, dono deste Panda, é um jovem chef com uma carreira já promissora na cidade. Em 2013 abria o Munchie, a hamburgueria que deixou os portuenses em polvorosa à conta dos seus avantajados hambúrgueres. Conquistaram muitas barrigas, à conta, lá está, da tal experiência. E estava tudo bem só pelo simples facto de o Pedro fazer hambúrgueres. Mas o Pedro não quis ser “só” um sapateiro experiente (e ainda bem), quis mais. Mas fez mais do mesmo e foi uma pena. Este seu Panda tem canas de bambu e bonitas cestas pelas paredes. Mas também tem plantas de plástico e um panda de peluche absurdamente gigante e desnecessário a acumular pó. O espaço é bonito, mas sem alma. É uma espécie de pessoa encantadora mas com amnésia. O Pedro quis ser como os outros, quis apanhar um barco da moda como os outros, quando teria sido melhor ter ficado a vê-lo passar. À conta disso serviu-me o mesmo

Fava Tonka

Fava Tonka

5 out of 5 stars

A geração millennial não sabe muito bem o que há-de fazer com a vida. Anda assim para o descompensado. Pelo menos uma parte, aquela parte que sonha em ir viver para o campo e deixar de arrendar a casa, partilhada com desconhecidos, por um valor que há muito se tornou insuportável. Aquela parte que até gostaria de ter uma horta biológica no jardim, mas que por enquanto vai buscar um cabaz, por 3,50€, à Fruta Feia. Aquela que come menos carne vinda dos supermercados e que fica com pesadelos à noite à conta de documentários como o Cowspiracy. A que apoia a Greta e odeia o Trump. Do outro lado do balcão – um robusto, maciço e centenário tronco de árvore – está Nuno Castro, um desses millennials que parecem tão bem inserir-se naquele grupo de pessoas cheias de vontade de mudar o mundo. É o chef ao leme de uma cozinha aberta sobre uma bonita e acolhedora sala forrada a vegetação suspensa, ferro e madeira. No Verão de 2018, e
 depois de convencer Ricardo Rodrigues (o restaurateur 
por excelência em Leça da Palmeira, também dono do Esquina do Avesso, mesmo 
ao lado, e do Terminal 4450
 a poucos metros), de que o vegetarianismo era o caminho, o Fava Tonka abria as portas 
e posicionava-se, quase de imediato, na pole position. A ideia era ser, em pouco tempo, um dos melhores restaurantes do género no Grande Porto.
E apresentou-se como um espaço de matriz vegetariana, com uma forte aposta em produtos orgânicos e sazonais. A refeição começou, portanto, com um apetitoso couvert que seguia

Tasca Vasco

Tasca Vasco

4 out of 5 stars

Lembra-se da comida sul-americana do Panca? O conceito mudou e agora, este restaurante na Baixa tem uma carta virada para os pratos portugueses. Mão de vitela com grão, moelas estufadas e picadinho de carapau são alguns dos pratos que pode experimentar. Crítica: O portuense anda assustado com as rendas altas que não consegue pagar; anda aborrecido porque não consegue contornar as enchentes de turistas que formam filas nos passeios e impedem um fluxo pedonal tranquilo; anda esfomeado porque os restaurantes da Baixa parecem só responder a um outro sotaque. Aquela Rua de Sá de Noronha era um desses casos. Era. Em menos de um ano fecharam dois espaços. O Café Progresso, mesmo na esquina, em cuja parede pode ler- -se ostensivamente “O Café Mais Antigo do Porto” e que, apesar do grande investimento inicial na reabilitação do espaço, não passou de uma armadilha para turistas, com comida bastante fraca para o que seria de esperar. E, depois, o Panca Cevicheria & Pisco Bar, que apostou num atendimento mais virado para quem nos visitava, esquecendo-se de que por muito boa que seja a comida, um restaurante não vive só disso. O primeiro transformar-se-á em Cafeína Downtown e ficará nas mãos de José Avillez – aliás, o grupo do chef lisboeta comprou o grupo de Vasco Mourão, dono do extinto Panca. E o Panca transformou-se há uns meses na Tasca Vasco, também nas mãos do grupo de Vasco Mourão (está a conseguir acompanhar o enredo?). Esta, faz hoje uma agradável simbiose entre os petiscos p

The George Restaurant & Terrace

The George Restaurant & Terrace

3 out of 5 stars

Há sempre um coração que bate mais forte cá dentro. Que é maior do que todos os outros corações. Que é mais carnudo 
e suculento, mais doce e cheio de amor. 
É assim o coração de boi, o meu tomate favorito entre todos os tomates que existem na Terra. Não provei todos os tomates que existem na Terra, como devem imaginar, mas quando se gosta realmente de alguma coisa, assim é: o mundo deixa de existir. E, para mim, não há tomate como aquele. Podia dizer-vos que quando chegava o Verão comia cestos de tomates coração de boi vindos da quinta dos meus avós, mas vou passar essa reminiscência adiante e falar de uma outra coisa mais importante:
 o tomate coração de boi salva uma salada mista, embeleza-a, eleva-a, e se for regada com um fio de azeite, tanto melhor. Mas não lhe podemos atribuir o ónus da redenção se emparelhado com folhas verdes e tomate cereja sem graça e umas rodelas de queijo de cabra panadas já muito gastas (9€). Digamos que de “uau, que belo começo” pouco teve. O raio do tomate é bom, mas não faz milagres. Felizmente, a segunda entrada pedida neste restaurante da moda, instalado nas Caves Sandeman, em Gaia – que diz fazer uma viagem das montanhas do Douro até à Foz – apresentou-se mais apetitosa. Depois de comida, então, A curva do Peixe no Pinhão (8,50€), como
 é chamada, revelou-se bastante boa. Um tártaro de peixe branco misturado com barriga de porco seca ao sol e da qual fizeram uma emulsão suave que servia de ligação entre ambos, muito leve no sabor. Era um p

O Carniceiro

O Carniceiro

4 out of 5 stars

É tramado quando temos amigos um bocado metafísicos, com uma sensibilidade artística de tal forma apurada que se estende dos olhos ao palato e que conseguem ver num prato de atum um quadro de Kandinsky. Do outro lado da mesa fiz uma tentativa de imaginar um Rembrandt, olhando atentamente para a luz que incidia sobre os rabos de porco desfeitos numa moleza boa de carne, gordura e cartilagens, com muitos cominhos à mistura (5€). Mas lembraram-me mais uma pintura de Pollock, um tanto desajeitada, e desisti. A piada deste prato estava na simplicidade. Não são muitos os restaurantes que apostam em partes menos nobres dos animais – talvez com medo que 
a clientela torça o nariz (coisa que está a mudar e ainda bem) –, mas os rabos de porco acompanhados por um creme de amêndoa, pickles de couve flor e crocantes de amêndoa (havia doçura, sal e crocância, só senti falta de um elemento mais fresco para contrabalançar), foi um começo com graça. Menos engraçados foram os cornetos de carne maturada (5€). Esta carne é uma das especialidades deste restaurante, inserido no ZERO, o alojamento que o grupo lisboeta Mainside abriu na Rua do Ateneu Comercial do Porto. Dentro deste espaço desafogado de estilo retro-industrial há ainda um cofre, que deu assistência ao Banco Mello e à União de Bancos, que ali funcionaram, forrado 
a carpetes que custaram os olhos da cara, segundo o funcionário que nos atendeu. Voltando aos cornetos, uma ideia já gasta, a carne pecou pela falta de tempero, e a massa,

Muti

Muti

4 out of 5 stars

Vivi em Itália e por lá ficaria se não gostasse tanto de cá estar. Ainda não encontrei povo tão parecido connosco como aquele. Somos todos demasiado burocráticos, intrometidos na vida alheia e epicuristas por natureza, sobretudo quando o assunto é comida. Em suma, somos iguais. Por isso, uma tábua de queijos e enchidos para começar a refeição é sempre uma boa aposta. Aqui ou na terra do Papa. A de tamanho pequeno veio para a mesa com rodelas de salame picante, salame de Nápoles, presunto de Parma, mais queijo parmesão, pecorino e provolone (14€). Uns DOP, outros não. Tudo bom e acompanhado por um atendimento atencioso e vinho branco a copo. Ainda antes da pizza, um dos pratos do dia: raviólis de abóbora (17€). A massa estava al dente, cozinhada no ponto e, presumo, era caseira, dada a grossura. Um pouco mais fina, ficava melhor. Senti falta de mais recheio, soube pouco a abóbora, contudo, o molho de natas e manteiga, carregado de pimenta preta, estava bom, assim como a bresaola, uma espécie de carne seca bovina que abrilhantava o prato e equilibrava o doce com o salgado. O azeite de trufa por cima era desnecessário, o prato estava bem composto, mas pode sempre funcionar como sugestão à parte. Depois, uma bonita pizza, 
a da casa, com o mesmo nome (15€). Branca (ou seja, sem molho de tomate), tinha fior di latte, manjericão, uma burrata pornográfica, que se desfez ao toque e cuja languidez leitosa se misturou muito bem com
a salga do presunto de Parma bio com uma cura de 24 me

Tapisco

Tapisco

3 out of 5 stars

O meu primeiro contacto com a vizinha Espanha (do qual me recordo), foi através da minha avó que, volta e meia, gulosa como só ela, ia a Vigo comprar caramelos. Foi à conta de um desses caramelos que a Filosofia surgiu de rompante na minha vida e, com ela, a inevitabilidade de que não se pode ter tudo e que, por vezes, acabamos mesmo sem nada. Lembro-me de como aquela pasta de açúcar dura e cozinhada industrialmente se agarrou a um molar de leite periclitante. Nesse momento deu-se uma espécie de paradoxo de Schrödinger – já não era um dente, mas um dente com caramelo. Mas também não era bem um caramelo, era uma coisa repugnante cheia de cavidades enterrada em algo que era bom. Resultado? Um caramelo incomestível e uma miúda desdentada e inconsolável. Não me caiu nenhum dente quando fui ao Tapisco, o primeiro espaço de Henrique Sá Pessoa no Porto – que conjuga petiscos portugueses com tapas espanholas –, mas caiu-me o queixo porque estava à espera de melhor. Afinal, trata-se de uma carta pensada por um chef que conquistou, há uns anos, uma estrela Michelin para o seu Alma, em Lisboa. Ainda antes de avançar com esta crítica, é preciso fazer uma referência a Rui Sanches, também responsável pelo projecto e a máquina que põe a funcionar o império Multifood, que detém dezenas de restaurantes, como as cadeias Honorato e Vitaminas, e restaurantes de topo, como o Alma. Não sendo uma grande apreciadora de paelhas, levei comigo uma expert no assunto. Uma portuguesa com uma data de coste

Mood Restaurant & Sushi Bar

Mood Restaurant & Sushi Bar

3 out of 5 stars

Volta e meia acordo em sobressalto, sempre por causa do mesmo pesadelo.
 À minha frente, em cima de uma mesa de madeira corrida (cujo fim não consigo ver), tenho espumas. Espumas de tudo e de mais alguma coisa. Espumas de yuzu, de tomate seco, de ostra, de castanha do Pará, de tangerina, de cabeça de camarão. Bolhas
 de ar e líquido que quando assentam na língua, atingindo o zénite da sua existência, morrem sem glória, sem terem maravilhado ninguém. Nunca ouvi dizer: “Ai que espuma tão boa, tão incrível. Quero levar em saquinhos para casa”. Demasiado aparato para tão pouco proveito (além de que deixam quem as come com ar de parvo – “Devo continuar a fingir que estou a mastigar? Ainda tenho alguma coisa na boca?”). À quarta espuma que como, choro, e peço para me mandarem para o Inferno. Lá, certamente, haverá churrasco. Não comi espumas no Mood
 Restaurant & Sushi Bar, mas
 esta introdução tem uma razão
 de ser. Quando um ingrediente
 é bem cozinhado e apresenta 
uma boa textura, o prato
 melhora. Não há nada mais
 maçador do que obrigar a língua
 sempre ao mesmo processo de deglutição. Sempre aos mesmos 
movimentos mecânicos. Aquilo é um parque de diversões, gente, é uma rave. São milhares de papilas gustativas num festival à espera que o prato suba ao palco. Se lhes oferecem má comida, a malta desiste e assobia. Pedi o combinado de sushi do menu executivo do dia – infelizmente as opções da carta só estavam disponíveis à noite e eu ia com vontade de uma tábua de queijos, de u

Rei dos Queijos

Rei dos Queijos

3 out of 5 stars

Foi um bonito começo, mas nem todo o queijo do mundo me vai fazer esquecer que a refeição, infelizmente, descambou. E a coisa até tinha um potencial do caraças. Na Rua do Bonjardim, com uma invejável montra de queijos de todo o lado mesmo 
à entrada e uma carta pensada pelo chef João Pupo Lameiras, este espaço tinha tudo para dar certo. Mas não tinham o vinho que queríamos, não tinham o ovo escocês, não tinham o tártaro de beterraba. Tinham, sim, coisas que eu não queria comer mas que por força das circunstâncias (era domingo, o restaurante estava vazio e a cozinha pareceu-me um tanto ou quanto preguiçosa) lá tivemos forçosamente de pedir. A tábua de três queijos, com um São Jorge com 36 meses de cura, com aqueles cristaizinhos formados à superfície, cheios de umami; um de ovelha pastoso, vindo de Seia; e um de mistura, fez as honras (9,50€). Vinha com uma doce compota de cebola, bastante boa, nozes caramelizadas, a dar um toque crocante, e uma cesta de pão. O conjunto quase me fez esquecer o trôpego arranque. Os croquetes que se seguiram, recheados com o mesmo
 queijo de Seia, tinham um bom rácio entre este, que escorria à primeira dentada, ainda quente; bocadinhos de bacon a dar textura; e cebola refogada, a fazer lembrar os cozinhados de casa (5€). Gordos mas com uma fritura impecável. O resto não impressionou. O rosbife de boi com ervas e queijo parmesão, uma dose mínima mais parecida com uma entrada do
 que com um prato principal, não deixou grande memória (10,50€). Fati

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