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Joana Moreira

Joana Moreira

Jornalista

Articles (40)

As peças de teatro em Lisboa a não perder em Dezembro

As peças de teatro em Lisboa a não perder em Dezembro

Em Lisboa, não faltam opções para ir ao teatro, muitas delas com preços bem apetecíveis (olá, dia do espectador). Algumas estão tão pouco tempo em cena que, a bem dizer, é preciso correr, que isto nunca se sabe se (e quando) são repostas. Há de tudo nesta selecção, entre companhias históricas e emergentes, encenadores e actores conhecidos e outros ainda a esgravatar por um lugar, portugueses e estrangeiros, encontra-se um generoso conjunto de peças de teatro, incluindo alguns títulos que foram sendo adiados por causa da pandemia e que sobem, finalmente, a palco. Abra a agenda e tome nota: estas são as peças de teatro para ver em Dezembro. Recomendado: Exposições em Lisboa para visitar este fim-de-semana

Alkantara Festival. Três espectáculos para repensar o mundo

Alkantara Festival. Três espectáculos para repensar o mundo

Olhar para a actualidade a partir do palco é a proposta do Alkantara Festival, que regressa a Lisboa e à margem sul do Tejo entre 11 e 27 de Novembro, com espectáculos que investigam crises ou questionam identidades. O festival internacional de artes performativas ocupa as principais salas de espectáculos lisboetas com dança, teatro, performances e conversas que “propõem encontros com histórias que precisamos de rever – nos palcos e fora deles”.  O programa deste ano, com direcção artística de Carla Nobre Sousa e David Cabecinha, distribui-se pelos palcos da Culturgest, do Centro Cultural de Belém, do São Luiz Teatro Municipal, do Teatro do Bairro Alto e do Teatro Nacional D. Maria II, e ainda pelo Espaço Alkantara, os Estúdios Victor Córdon e a Casa da Dança, em Almada – três sítios onde os artistas partilharão os seus processos de criação para futuros espectáculos, numa iniciativa chamada Portas Abertas. Nascido há quase três décadas pelas mãos da bailarina e coreógrafa Mónica Lapa e originalmente com o nome Danças na Cidade, o festival passa agora a ter o CAM – Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian como co-produtor, uma parceria cuja duração não foi revelada, mas que virá a desenrolar-se nas edições futuras. De acordo com a organização, “o Alkantara e o CAM convidarão, nos próximos anos, artistas nacionais e internacionais a desenvolver novos trabalhos em Lisboa”, procurando “relevar projectos que, através de práticas artísticas, coloquem em confronto ques

Paragens obrigatórias na Rua do Açúcar, em Marvila

Paragens obrigatórias na Rua do Açúcar, em Marvila

A leste pode estar o paraíso e Marvila é prova disso. Um dos bairros mais cool da cidade tem o seu epicentro na Rua do Açúcar (assim chamada graças à antiga fábrica de açúcar) e na Praça David Leandro da Silva, com o nome de um comerciante que morreu no fim do século XIX. Depois de décadas ao abandono, a zona industrial está mais viva do que nunca e em cada armazém esconde-se uma bela surpresa. Dos restaurantes à cerveja artesanal, passando pela música e teatro, há muitas razões para se orientar por estas bandas. Recomendado: O melhor de Alvalade

Está na altura de cortar o cabelo? Conheça estes novos cabeleireiros em Lisboa

Está na altura de cortar o cabelo? Conheça estes novos cabeleireiros em Lisboa

Escolher um cabeleireiro nunca é só escolher um cabeleireiro e em havendo uma mão cheia de novos espaços na cidade, a tarefa só pode sair facilitada. Desde o início da pandemia que os profissionais do corte e da cor não têm cruzado os braços. Mesmo com dois confinamentos pelo meio, Lisboa viu nascer novos cabeleireiros, todos eles com as suas especificidades. Dos ambientes intimistas, quase a fazer lembrar uma sala de estar, aos interiores de sonho, passando pelos que se propõem a tratar de tudo o que complementa o cabelo, aponte estes novos cabeleireiros em Lisboa. Recomendado: Os restaurantes mais bonitos em Lisboa

Entre pincéis e batons, aprenda tudo sobre maquilhagem nestes cursos em Lisboa

Entre pincéis e batons, aprenda tudo sobre maquilhagem nestes cursos em Lisboa

Ter um aparador em casa recheadinho de maquilhagem que lhe serve de stand de trabalho para se embonecar todos os dias é o ponto de partida para admitir que sofre de um fanatismo qualquer perante pincéis, batons, sombras, bases, iluminadores, blushes ou eyeliner. Se é sempre requisitado para maquilhar alguém para aquela ocasião especial também é um sinal de que, talvez, a maquilhagem ocupe um grande espaço na sua vida. Porque não aperfeiçoar a técnica? Nada tema, porém, se não dá uma para a caixa, porque estes cursos de maquilhagem em Lisboa ajudam qualquer um a entrar neste mundo e a sair como um verdadeiro profissional.  Recomendado: Agarrá-los pelo estômago: os melhores cursos de cozinha em Lisboa 

Guia para não se perder na Feira do Livro de Lisboa

Guia para não se perder na Feira do Livro de Lisboa

A Feira do Livro de Lisboa vai acontecer, pela terceira e última vez, no final do Verão – para o ano volta a realizar-se em Maio. Com um total de 140 expositores, a 92.ª edição apresenta um novo layout do espaço, que deverá contribuir para uma melhor experiência de circulação no recinto. Conte também com novos expositores, construídos com recurso a materiais sustentáveis, num formato modular. A programação está recheada, não só com os habituais lançamentos de livros e sessões de autógrafos, mas também com o regresso dos showcookings, que não aconteceram nas últimas duas edições por questões sanitárias. Parque Eduardo VII. De 25 de Agosto a 11 de Setembro. Seg-Qui 12.30-22.00, Sex 12.30-00.00, Sáb 11.00-00.00 e Dom 11.00-22.00. Entrada livre. Recomendado: Os melhores parques e jardins em Lisboa

Podcasts sobre sustentabilidade para uma vida mais verde

Podcasts sobre sustentabilidade para uma vida mais verde

Nunca a palavra sustentabilidade esteve tanto na ordem do dia. Já sabemos que os sacos de plástico são para reutilizar, que tudo o que é descartável é de evitar e que, na dúvida, mais vale deixar o carro em casa e ir para o trabalho de transportes públicos. Mas ainda há muitas questões e incertezas sobre o que é mais ou menos ecológico e as conversas estão longe de parar por aqui. Se anda à procura de uma vozinha – literalmente – no ouvido para mudar os seus hábitos, fique a saber em que podcasts pode mergulhar de cabeça para começar a ajudar o planeta. Recomendado: Dezanove podcasts portugueses para ocupar os dias

Está a nascer um museu do sexo em Oeiras, para quebrar o “tabu das instituições”

Está a nascer um museu do sexo em Oeiras, para quebrar o “tabu das instituições”

O prazer sexual feminino é historicamente menosprezado, mas há uma nova exposição que quer pôr o tema no centro das conversas. Desde o final de Junho que o Palácio dos Anjos, em Algés, mostra Amor Veneris – Viagem ao Prazer Sexual Feminino, a primeira iniciativa do Museu Pedagógico do Sexo (Musex).  Com ou sem consentimento? É a pergunta colocada à entrada da exposição, que é também uma viagem pelo corpo e sexualidade das mulheres. Caso a escolha seja “com consentimento”, os visitantes mergulham de imediato no mundo do prazer sexual feminino. Caso a escolha seja “sem consentimento”, o percurso implica a passagem por salas escurecidas e um texto de parede em jeito de manifesto: “Forçou uma entrada, o que, neste contexto, significa que exerceu um acto de violência sexual sobre a mulher. Qualquer tipo de actividade sexual sem consentimento, incluindo toques, carícias, beijos e relações sexuais é uma forma de agressão sexual que pode ser considerada CRIME. Se o consentimento não for claro, voluntário, entusiástico, coerente e contínuo, ou se a interacção ocorrer por medo, culpa, intimidação ou coerção, é AGRESSÃO SEXUAL.”  “Toda esta sala tem esta pretensão, que as pessoas saiam daqui com um murro no estômago, desconfortáveis", admite à Time Out a terapeuta sexual Marta Crawford, curadora da exposição e fundadora do Musex, um museu que existe para já enquanto conceito, sem um espaço físico definido. “Este núcleo expositivo pretende provocar uma reflexão sobre a violência sexual c

Próxima objectiva: cursos de fotografia em Lisboa

Próxima objectiva: cursos de fotografia em Lisboa

De dia, de noite, às voltas, a subir ou a descer. A arte fotográfica para amadores não se esgota nos filtros do Instagram. Para revelar o seu lado artístico, explore a sua veia mais objectiva com estes cursos de fotografia em Lisboa: se não conseguir entrar já na próxima turma (nos casos em que se aplica), pode sempre esperar pela próxima edição do curso ou do workshop, uma vez que acontecem regularmente. Vá lá, esqueça a lente dos smartphones de uma vez por todas e brilhe nas redes sociais com fotografias que parecem profissionais.  Recomendado: Exposições em Lisboa para visitar este fim-de-semana

Sítios onde um adulto pode ser criança em Lisboa

Sítios onde um adulto pode ser criança em Lisboa

Há pessoas que acham que os adultos não devem brincar. Que existe uma data de validade para 
a diversão e, terminado esse prazo, há que viver uma vida séria, empilhando responsabilidades, suportando maus empregos e péssimos casamentos. Felizmente, há cada vez mais adultos a escapar a essa armadilha – e a brincar pela vida fora. A diversão está descentralizada, democratizou-se, e a infância é um estado intermitente que nos visita de vez em quando. Fizemos o roteiro 
da Lisboalândia, um parque de diversões disfarçado de cidade onde há muito mais para fazer para além de tocar às campainhas e fugir. Recomendado: Os melhores sítios para jogar bowling em Lisboa

Dar o corpo ao manifesto: os novos ginásios em Lisboa

Dar o corpo ao manifesto: os novos ginásios em Lisboa

A primeira quarentena em 2020 obrigou os ginásios a fechar. Mudaram-se os ritmos dos treinos – e os próprios treinos – perante a nova realidade. Dois anos depois, com todos os cuidados, já é possível voltar em segurança aos ginásios e dar tudo na malhação, sem desculpas. Houve até quem não desistisse de investir nestes equipamentos e abrisse novos espaços. Portanto, liberte o stress da cidade a pedalar numa bicicleta ou a esmurrar um saco de boxe nestes novos ginásios da cidade. Qual é o seu tipo de desporto? Recomendado: As melhores músicas para treinar no ginásio (ou ao ar livre)

Aulas de boxe em Lisboa: vamos andar à pêra?

Aulas de boxe em Lisboa: vamos andar à pêra?

Quem nunca sonhou ter um saco de pancada em casa para descarregar o stress do dia-a-dia (pode sempre imaginar que é o seu chefe...) que ponha o dedo no ar. As aulas de boxe podem ser uma solução para esse e outros problemas – como ficar em forma. Já se sabe que praticar desporto é fundamental, e os exercícios ditos de luta estão associados à descarga de energia e ao lado mais catártico da prática desportiva. Se está indeciso entre comprar um saco de boxe para ter em casa ou recorrer às aulas de grupo, deixamos-lhe bons argumentos para optar pelo segundo cenário.  Recomendado: Dar o corpo ao manifesto –  os novos ginásios em Lisboa

News (230)

Fechado para obras em 2023, o D. Maria II vai andar por aí. Primeiro no Porto

Fechado para obras em 2023, o D. Maria II vai andar por aí. Primeiro no Porto

Já se sabia que o Teatro Nacional D. Maria II (TNDMII) ia fechar no próximo ano, mas que nem por isso a sua programação ficaria "congelada". Pelo contrário, iria "adquirir um dinamismo e alcance nacional inédito”, nas palavras do seu director artístico, Pedro Penim. A Odisseia Nacional, idealizada por este e anunciada há quase um ano, foi revelada esta quarta-feira e mostra um programa que promete chegar a 93 concelhos.   O princípio, como frisou esta terça-feira Pedro Penim na apresentação desta temporada fora de portas é, "simbolicamente, no teatro irmão". Casa Portuguesa, a primeira obra de Penim enquanto director artístico do TNDMII, mostra-se em Janeiro no Teatro Nacional de São João, no Porto, dando o arranque a uma operação de itinerância assente em cinco eixos: peças, projectos de criação e lançamentos de livros que viajarão pelo país; novos projectos criados por estruturas artísticas locais "que pretendem valorizar o tecido cultural nacional e promover práticas cívicas junto das comunidades"; um programa dedicado ao universo escolar; fóruns de discussão e pensamento, um a cada trimestre, em Guimarães, Torres Vedras e Loulé; e ciclos de formação e capacitação. Com esta Odisseia a começar no Porto, o D. Maria II ficará pelo Norte até Março, segue para o Centro de Abril a Junho, passa pelos Açores em Julho, chega à Madeira em Setembro e ocupa o Alentejo e o Algarve entre Outubro e Dezembro.  Ao longo de todo o ano, a Odisseia Nacional vai fazer viajar a exposição "Quem

Aida Tavares sai da direcção do Teatro São Luiz

Aida Tavares sai da direcção do Teatro São Luiz

O segundo mandato de Aida Tavares termina em Janeiro, mas a directora artística do São Luiz antecipou-se e decidiu comunicar o seu desejo de sair do teatro municipal “há uma, duas semanas sensivelmente” à EGEAC, entidade que gere os equipamentos culturais de Lisboa. “Foi uma decisão ponderada ao longo dos últimos meses. É um ciclo que se fecha para mim neste momento. Há uma nova administração na EGEAC e na Câmara, eu já fiz o meu caminho”, diz à Time Out esta quarta-feira.  Há 20 anos no São Luiz, os últimos oito na direcção artística, Aida Tavares chegou ao teatro em 2002 pela mão de Jorge Salaviza. Tornou-se directora artística em 2015, depois da saída de José Luís Ferreira, uma nomeação directa para o cargo que gerou polémica uma vez que, anos antes, a Câmara Municipal de Lisboa anunciara que o cargo para a direcção  artística deste teatro municipal (assim como o Teatro Maria Matos, na época) seria encontrado através de concurso público. Em 2018, Aida Tavares foi reconduzida no cargo.  Questionada pela Time Out, Aida Tavares diz que não tem o futuro definido. “Estou completamente livre para propostas, não tenho nenhuma proposta concreta de facto”, atesta. Por enquanto, disponibilizou-se para ficar em exercício de funções até ao final da temporada. “Naturalmente o cenário é o final de Julho, mas pode acontecer alguma coisa antes, haver uma sucessão antes disso e aí sairei naturalmente.” Para já, não se sabe sobre como será encontrado o sucessor de Aida Tavares e se o proces

Nesta peça, vamos dançar até “encontrar na noite uma paz qualquer”

Nesta peça, vamos dançar até “encontrar na noite uma paz qualquer”

Pedro Coquenão, nome da electrónica de inspiração africana com a assinatura Batida, tem desenvolvido trabalho na área da música, rádio, dança, artes visuais e plásticas. A forma como se espraia por tantos territórios criativos faz com que agora que se estreia na encenação não surpreenda que desafie os limites do que é entendido como uma peça de teatro. Onde há caixas, Coquenão destapa-as, recusando rótulos e cruzando códigos e referências. É o que acontece em Batida apresenta: Um DJ + Um Microfone, que se mostra esta sexta-feira, 25 de Novembro, em apenas duas apresentações no espaço da Mala Voadora, no Porto. Mas é possível que venha a viajar.  Percorrendo o teatro, o stand up e o clubbing, Batida apresenta “uma peça que aborda temas como o amor pela pista de dança, a promiscuidade sexual, a saúde mental, o racismo e, inevitavelmente, o colonialismo, quase sempre numa perspectiva autobiográfica”. É isto o que diz o comunicado enviado às redacções para promover a peça. Uma semana antes de levar o texto à cena, Coquenão escuda-se a revelar muito mais da dinâmica do espectáculo. "Tenho-me furtado a comprometer com coisas fechadas precisamente para permitir que algo possa mudar no processo, que algo possa acontecer com a sala", diz.  O processo é a dança orquestrada sobre o texto que nos últimos dias vem fazendo com Manuel Moreira, o actor que interpreta a única personagem em palco. Para efeitos históricos, o encontro entre ambos deu-se quando Coquenão assinou a banda sonora da

Em 'Pátria', o pai é o centro do retrato de família

Em 'Pátria', o pai é o centro do retrato de família

Em tudo há família. Assim é para Manuel Tur, encenador, que desde 2015 percebeu que, entre as peças que queria encenar, “90% eram sobre questões familiares, realidades familiares”. Só que “em vez de configurarem o lugar da segurança, da afectividade, eram precisamente peças opressivas, peças sufocantes, sobre uma realidade familiar que é absolutamente transgressora do que nós acreditamos ser o nosso espaço de família”. Foi o que aconteceu na primeira fase do ciclo dramático que criou e que tem como título Retrato de Família. Em 2017, as peças O Pelicano (1907), de August Strindberg, e Tatuagem (1992), de Dea Loher, mostraram-se no Teatro Carlos Alberto (TeCA), no Porto, em simultâneo. Na peça de Strindberg, o autor sueco explorava a história de uma mãe opressora, na de Loher a dramaturga alemã punha em evidência a crueldade de um pai abominável. “Funcionavam em espelho, partilhavam a mesma cenografia, mesmo alguns dos actores e a temática das peças era semelhante. Numa havia uma ausência materna, noutra uma ausência paterna”, recorda o encenador, por telefone, à Time Out. O segundo momento deste ciclo, que torna ao TeCA, de 16 a 20 de Novembro, abre-se com Pátria, uma co-produção entre o colectivo A Turma, o Teatro Nacional São João, a Casa das Artes de Famalicão e a produtora 11zero2. Trata-se de um monólogo que coloca o actor Pedro Almendra a dar vida às palavras do escritor e dramaturgo brasileiro Bernardo Carvalho – que respondeu à encomenda criando um texto original que

Parque Mayer é o tema das marchas populares do próximo ano

Parque Mayer é o tema das marchas populares do próximo ano

O Parque Mayer, cujo centenário se celebra este ano, é o tema das marchas populares em 2023. O anúncio foi feito esta sexta-feira, nos Paços do Concelho, pelo presidente da Câmara de Lisboa (CML), Carlos Moedas, na cerimónia de entrega de troféus aos vencedores das marchas em 2022.  No próximo ano, cada marcha e respectiva colectividade deverá ainda ter "um apoio extraordinário de 10 mil euros", revelou o presidente da CML. Antes do habitual desfile na Avenida da Liberdade na noite de 12 para 13 de Junho, os bairros mostram-se no Altice Arena nos dias 2, 3 e 4 de Junho. No dia 2, sexta-feira, desfilam as marchas: Voz do Operário (extraconcurso); São Domingos de Benfica; Boavista; Madragoa; Graça; Bica; Alto do Pina; e Lumiar. No dia seguinte, sábado, 3, desfilam: Mercados (extraconcurso); Olivais; Castelo; Alcântara; Mouraria; Bairro Alto; Carnide; e Belém. Já no último dia, a 4 de junho, é a vez das marchas Santa Casa (extraconcurso); Ajuda; Marvila; Penha de França; São Vicente; Santa Engrácia e Alfama. À 89.ª edição, as marchas populares contam com 20 marchas a concurso e três extraconcurso. À semelhança da última edição, a Marcha Infantil das Escolas de Lisboa também se junta à festa, com o apoio das juntas de freguesia da cidade. Alinhamento  1.° Marcha de São Domingos de Benfica    2.°  Marcha da Mouraria    3.º Marcha da Penha de França      4.° Marcha de São Vicente   5.° Marcha de Belém6.° Marcha da Graça             7.º Marcha de Alfama        8.º Marcha do Bairro

No Teatro Ibérico há migrantes em trânsito e “uma ânsia de chegar"

No Teatro Ibérico há migrantes em trânsito e “uma ânsia de chegar"

Paris, 2014. Do outro lado da rua onde mora, na banca de um alfarrabista, Carolina Santos encontra o livro de Nicole Caligaris, Les Samothraces. O texto, publicado em 2000, faz um retrato da feminização das migrações, com histórias de mulheres migrantes, anónimas em países também eles nunca nomeados, que viajam com esperança, mas sem a certeza de chegar. “Era na altura uma migrante privilegiada, a trabalhar, mas havia palavras que me estavam a tocar de uma maneira muito profunda”, recorda hoje à Time Out. “Decidi que um dia mais tarde, quando tivesse possibilidades, este livro teria de ir a cena”. Esse dia chegou. A 12 e 13 de Novembro sobe ao palco do Teatro Ibérico Samotracias, uma produção colectiva e internacional integrada no festival Solos Ibéricos. Carolina Santos, da Mákina de Cena, Letícia Blanc e Ulima Ortiz começaram a desenhar o espectáculo em 2021. “Na altura ainda nem tinha explodido a guerra na Ucrânia, havia um outro contexto”, lembra Carolina, uma das três criadoras que agem também como intérpretes do texto dramatúrgico trilingue (português, francês e espanhol) que se une na homogeneidade de vontades e sonhos. “Partir é o que as une”, ouve-se poucos minutos depois de o pano levantar.  “O foco é a viagem. De repente universaliza-se esta questão da migração. Não é importante de onde vêm, nem para onde vão. Acaba por se condensar toda a identidade destas pessoas e todo o fado, todo o destino que elas têm, na viagem, e no modo como elas são sacudidas pelas vontad

Bicicletas Gira vão ser gratuitas para quem tem passe Navegante em 2023

Bicicletas Gira vão ser gratuitas para quem tem passe Navegante em 2023

A rede de bicicletas partilhadas da Câmara Municipal de Lisboa vai passar a integrar o passe Navegante já "no primeiro trimestre de 2023". A medida chega com um ano de atraso, já que estava prevista para o primeiro semestre de 2022.  A medida foi aprovada esta quarta-feira na reunião da Câmara Municipal de Lisboa. "De acordo com o vereador da Mobilidade, Ângelo Pereira, o plano será posto em prática em duas fases: a primeira, deverá ter início no primeiro trimestre de 2023 e destina-se aos estudantes até aos 23 anos e às pessoas com mais de 65 anos, que atualmente beneficiam do passe Navegante gratuito", lê-se no site da CML.  Na segunda fase, "a determinar oportunamente, considerando entre outros fatores, o seu impacto em termos de operacionalidade do sistema, em todas as suas variáveis", deverá ser alargada a todos os "munícipes da cidade de Lisboa, com residência fiscal no município de Lisboa". + As melhores oficinas e lojas de bicicletas em Lisboa + Leia já, grátis, a edição digital da Time Out Portugal deste mês

Oeiras acende luzes de Natal só em Dezembro

Oeiras acende luzes de Natal só em Dezembro

Este ano, as luzes de Natal chegam às ruas de Oeiras apenas a 6 de Dezembro, contrariando a tradição habitual de ligar as luzes no dia de São Martinho. O atraso prende-se com as recomendações do plano de poupança energética apresentado pelo Governo em Setembro.  Frisa a autarquia liderada por Isaltino Morais que "a redução dos custos com a iluminação de Natal é apenas uma das medidas de poupança de consumo de energia levadas a cabo pela Câmara Municipal de Oeiras", não adiantando contudo que outras medidas serão aplicadas. As iluminações natalícias no município de Oeiras estarão ligadas entre 6 de Dezembro e 6 de Janeiro, das 18.00 às 00.00, o horário sugerido no Plano de Poupança de Energia 2022-2023. À Time Out, a autarquia adianta que prevê gastar 553.500 mil euros (no ano passado foram 625 mil) na iluminação da cidade, que incluirá mais luzes LED no arruamento. Este ano, será privilegiada a iluminação de "monumentos e sítios históricos".  + Marisqueira Relento reabriu dez meses depois. “Está tudo igual” + Os melhores restaurantes em Oeiras até 20 euros

Elevador da Glória está encerrado até 17 de Dezembro

Elevador da Glória está encerrado até 17 de Dezembro

Nesta segunda-feira de manhã, acumulavam-se turistas a olhar para as duas folhas, em português e inglês, que anunciam o encerramento temporário do elevador da Glória, que liga a Praça dos Restauradores ao miradouro de São Pedro de Alcântara. "Estávamos a passar por aqui e percebemos que podíamos subir, mas está fechado", lamenta Sila Orhan, que chegou da Áustria no domingo. "É muito inclinado e ontem andámos 15 quilómetros", diz à Time Out, enquanto se prepara para enfrentar a subida. "Temos de o fazer. É Lisboa", ri-se.  O ascensor da Glória está parado "para trabalhos de manutenção" desde 5 de Novembro e assim continuará até 17 de Dezembro, lê-se na nota exposta na paragem na base da Calçada da Glória. No site da Carris, a empresa de transporte público de Lisboa especifica que se trata de uma "reparação geral programada". O funicular, popularmente conhecido como elevador da Glória, foi inaugurado a 24 de Outubro de 1885 e só em 1915 foi electrificado. Actualmente, há dois ascensores que fazem a rota Restauradores – São Pedro de Alcântara. Durante seis semanas, se não quiserem optar por rotas alternativas, turistas e população local terão de fazer a pé o trajecto de 276 metros com uma inclinação de 18%.  + Heroína da cidade: Marta Silva, a directora artística + Bordalo II espalha obras de arte pelos direitos das mulheres por Lisboa

Nô Bai, uma plataforma para dar visibilidade à comunidade negra. “Unidos é que temos mais força”

Nô Bai, uma plataforma para dar visibilidade à comunidade negra. “Unidos é que temos mais força”

Mariama Injai, 35 anos, há muito que partilhava negócios e projectos de pessoas negras na sua página de Instagram, AfroMary. No último mês, tornou esse desejo de dar visibilidade à comunidade negra um verdadeiro negócio, com a criação do site Nô Bai. “O Afro Mary foi o início e eu agora tornei-o um negócio”, conta à Time Out. “Quando a Rihanna lançou [uma marca de maquilhagem], olha o impacto que foi. Ela fez uma coisa a pensar nas nossas peles [de pessoas negras], enquanto as outras marcas só muito recentemente estão a fazer isso porque percebem o nosso poder de mercado”, diz. Mariama, que viveu a vida entre Felgueiras, Porto e Mangualde – à boleia da carreira do pai, jogador de futebol –, não tem dúvidas quanto à perpetuação da narrativa de que não existe procura (e oferta) de negócios de propriedade negra em Portugal. “A narrativa vem de quem? A narrativa é mesmo para nós nos ficarmos e não fazermos nada.” Fazendo jus ao nome do projecto (no crioulo guineense, Nô Bai significa “vamos”), ela fez o contrário. Engenheira do ambiente de formação, mas a trabalhar actualmente em áreas de diversidade e inclusão, candidatou-se a um concurso para mulheres empreendedoras no Impact Lisbon. Foi escolhida e conseguiu a ajuda necessária para tirar a ideia do papel e planificar os passos seguintes. No último mês fez nascer uma plataforma online criada para conectar clientes com negócios de pessoas negras, promovendo a economia circular dentro da comunidade. “Deu-me a oportunidade de ver

“A relação entre a família de Paula Rego e a Câmara de Cascais é perfeita”

“A relação entre a família de Paula Rego e a Câmara de Cascais é perfeita”

“É um dos grandes momentos da programação da Casa das Histórias desde o seu início”, diz o presidente da Fundação D. Luís I, a entidade responsável pela gestão dos equipamentos culturais da Câmara de Cascais, que inclui a Casa das Histórias Paula Rego (CHPR). Dias antes da inauguração de “Histórias de todos os dias. Paula Rego, anos 70”, que será a 5 de Novembro, Salvato Teles de Menezes conta à Time Out sobre a mostra que é também a primeira oportunidade para ver as únicas pinturas do acervo da CHPR – no museu, inaugurado em 2009 e desenhado pelo arquitecto Souto de Moura, há muito que só existiam gravuras e desenhos. Em Setembro, negociações entre a Câmara Municipal de Cascais e a família da pintora portuguesa resultaram na aquisição de uma pintura e na doação de outras duas. A autarquia comprou a pintura The Exile (1963), por 240 mil euros, e recebeu em doação as obras Day e Night (1954), da colecção da família da pintora. A compra aconteceu “em paralelo” com a organização de uma nova exposição dedicada ao conjunto de obras produzidas pela pintora nos anos 70, e que fica no museu até 21 de Maio. “Não é uma época que esteja muito estudada e que haja muitas exposições que lhe tenham sido dedicadas. Pareceu-nos muito oportuno articular estas duas coisas e aproveitar a inauguração para mostrar a obra que adquirimos”, explica Salvato Teles de Menezes à Time Out. Mostra-se também The Circus (1961/1962), pintura recentemente adquirida por um coleccionador privado que quis manter

Culturgest vai discutir “o conceito de império” para questionar o futuro

Culturgest vai discutir “o conceito de império” para questionar o futuro

De 4 de Novembro a 15 de Dezembro, o ciclo Impérios, na Culturgest, vai pôr o público a pensar sobre "o conceito de império", bem como "as suas implicações históricas do passado como forma de compreender o contexto actual do mundo".   Durante cinco dias, várias conferências vão reflectir sobre vários impérios. A primeira sessão, dia 4, às 16.00, é subordinada ao tema "Descentrar o Império, Reparar o Futuro", e conta com oradores como Luiz Felipe de Alencastro, historiador e coordenador do Centro de Estudos do Atlântico Sul. "No ano em que se assinalam os 200 anos da independência do Brasil, esta mesa-redonda procura densificar a perspetiva histórica a partir de um olhar de longa duração sobre a formação do maior país da América Latina", revela a nota sobre a palestra, que antecede uma outra às 18.30 que reunirá nomes como Cristina Roldão, da Escola Superior de Educação de Setúbal, para uma reflexão sobre reparações históricas. "A história do império é inevitavelmente a história das reparações. O labor das reparações começou no momento de expropriação e nunca realmente terminou. Não se trata apenas de acautelar os direitos dos descendentes de espoliados e escravizados, trata-se também de interromper a renovação dessa violência inicial e assegurar o direito a um mundo plural e diverso", anuncia-se sobre a mesa que lançará o debate sobre temas como a memorialização da escravatura, a restituição de objectos ou o desmantelamento de estátuas racistas.  Até Dezembro, outras áreas se

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