Do pôr ao nascer do sol, Mula ocupa o Porto com 36 horas de criação independente
Mais do que um festival, a Mula é um encontro entre os artistas e o público, num evento que mistura várias linguagens artísticas, com o foco principal apontado à dança contemporânea. A edição piloto acontece em pleno equinócio da Primavera e terá lugar em sete espaços da cidade do Porto, num total de 16 eventos. E 36 horas seguidas.
Sismógrafo, Mala Voadora, Rampa, Passos Manuel, Teatro do Ferro, Ogi by Euskalduna e Hotelier são os palcos deste ano zero da Mula, que será marcado pela presença de 22 artistas de 13 nacionalidades, além de um workshop somático, de leituras oraculares, de leituras nocturnas, de festas e de um concerto.
“Gratuita e aberta a toda a comunidade, esta edição piloto da Mula afirma a dança em formatos híbridos e contemporâneos, criando novas pontes, novos públicos e espaços de encontro em contextos independentes, onde a convivialidade é central”, explicam em comunicado as directoras da Mula, Cristina Planas Leitão e Luísa Saraiva.
O coice de saída dá-se na padaria Ogi by Euskalduna, com a instalação “CΛLΛU CΛLΛU”, de Catarina Miranda, uma vídeo-dança criada em diálogo com objectos expositivos do Museu do Romântico do Porto, em colaboração com Só Filipe. Destaque ainda para “Casino”, no Sismógrafo, da coreógrafa sueco-chilena Ofelia Jarg Ortega, que partilha com Nina Sandino e Jao Moon uma pista de dança ficcional, situada num clube latino-americano de salsa; ou “This resting, patience”, de Ewa Dziarnowska, um formato experimental que, ao longo de três h