Maria João Veloso

Maria João Veloso

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Casa Az-Zagal

Casa Az-Zagal

Sobre o nome: trata-se de uma homenagem aos Zagalo, família antiga com muitos hectares na região. Já o prefixo Az refere-se à pessoa que cuida da propriedade. Ora este edifício com raízes no século XV terá sido um armazém onde se guardavam alfaias agrícolas usadas na quinta do Zagalo. Memórias mais recentes contam que estamos diante de uma casa senhorial construída em 1924. Os frescos que decoram todo o edifício, assim como os azulejos de época, revelam a preocupação de preservar o património.  Na recepção não deixe de admirar uma inusitada lareira com fogão, forno a lenha e fogo de chão. Está em desuso, mas em contrapartida está cheia de lembranças que se podem levar para casa: desde taleigos ao vinho, mel e azeite da região. Na casa Az-Zagal o pessoal é todo autóctone, com excepção de Célia Delgado, uma espécie de druida da comida – que se mudou recentemente para o Alto Alentejo –, cuja mão está nos cogumelos à Bulhão Pato, no bacalhau com broa, nas sopas de cação ou numa tosta de cabeça de xara com cebola caramelizada. Situado nas antigas cavalariças da casa, o restaurante serve jantares, mediante marcação. Na carta são os sabores regionais os protagonistas. Das sopas de tomate ao leite creme de poejo. Ao longo do dia conte ainda com um manancial de petiscos, como a tábua de enchidos D. Otávia, a tosta alentejana com presunto de porco preto, ou a fresquíssima tosta de abacate. Tudo regado com vinho da vizinha Herdade do Mouchão.  Aqui, a arte de bem receber não é defeito,

MS Collection - Palacete Valdemouro

MS Collection - Palacete Valdemouro

Será imperativo gostar de Eça de Queiroz para se perder de amores pelo Palácio Valdemouro, em Aveiro? Não. O que pode acontecer, no entanto, é que aqueles que ainda não fizeram uma incursão na obra do maior escritor do realismo português se apressem a lê-lo. Acutilante e rica, a obra de Eça é estranhamente actual. E porque falamos dele? Porque os universos deste boutique hotel em Aveiro giram à volta da vida e obra do escritor.  A primeira paragem é feita na biblioteca do hotel, vizinha da recepção. Ali pode ser consultada a obra do autor da Geração de 70 em português e inglês. Além dos livros – que também podem ser adquiridos – destaca-se a escultura do cartoonista António, que celebra o escritor. No primeiro andar conhecemos alguns dos 39 quartos. Comecemos pelo Signature. Espaço amplo, tons suaves, inspirado na Arte Nova característica da cidade. Subimos a fasquia e entramos no romance Os Maias. Lado a lado ficam os quartos Afonso da Maia e João da Ega. Duas suítes cujo vestíbulo pode ser fechado e serem usadas em conjunto. Versatilidade e bom gosto é coisa que não falta no palacete. João Moita da Silva, director operacional, conta que na hora do “turn down” o staff perceberá algumas características do hóspede e, a partir daí, fará diligências para ir ao encontro dos seus gostos.  Ainda literariamente voltados para Os Maias, passeamo-nos pelos Palacetes Premium Maria Eduarda e Carlos da Maia, ambos com tectos trabalhados que remontam a outras épocas. O primeiro, em tons ro