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Maria Monteiro

Maria Monteiro

Articles (48)

As novas intervenções de arte urbana no Porto

As novas intervenções de arte urbana no Porto

Em 2014, arrancou o programa municipal de arte urbana, que veio dar um novo alento aos artistas urbanos e writers do Porto, que durante anos viram o seu trabalho bloqueado pelas brigadas anti-graffiti camarárias. Desde então, surgiram várias paredes legais e iniciativas municipais para promover a realização de intervenções públicas, mas actualmente a força da arte urbana portuense deve-se à vontade dos artistas em embelezar as paredes da cidade. Continuam a faltar espaços designados para o efeito, por isso muitas destas obras são feitas em entaipados de edifícios abandonados ou degradados ou em prédios onde é dada autorização pelos proprietários para tal. Ainda assim, surgem obras novas praticamente todos os meses, por isso é bem provável que dê com uma ao virar da esquina. Tome nota das novas intervenções de arte urbana no Porto. Recomendado: Roteiro da arte urbana no Porto  

Oito livros para celebrar o Dia Mundial da Poesia

Oito livros para celebrar o Dia Mundial da Poesia

“Ser poeta não é uma ambição minha. É a minha maneira de estar só”, escreveu, um dia, Fernando Pessoa, nome maior da literatura e cultura portuguesa. O que Pessoa não imaginava era a quantidade de pessoas que iriam sentir-se menos sós ao ler um verso ou poema seu. Num país onde a poesia está tão enraizada, ela continua a brotar por todo o lado, cada vez mais em verso livre, mas sempre elevada na sua simplicidade. Para assinalar este Dia Mundial da Poesia, reunimos oito livros de autores emergentes e consagrados, portugueses e brasileiros, para acrescentar à sua lista. Boas leituras. Recomendado: As melhores livrarias no Porto

Dez obras de arte que nos lembram como é bom estar em casa

Dez obras de arte que nos lembram como é bom estar em casa

Quantos de nós desejam, todos os dias, ter mais tempo para estar em casa? Agora que o temos de sobra devido ao surto de Covid-19, mal podemos esperar para sair à rua de novo. E se nunca foi tão fácil estar entretido dentro de portas, a ausência de rotina pode tornar esta quarentena penosa. Por isso, reunimos dez obras de arte que mostram como o interior pode ser um lugar de conforto e lazer. Nelas, vemos actividades rotineiras como estrelar ovos ou ver o mundo pela janela, passatempos como tocar piano ou trocar cartas ou detalhes preciosos como o raio de sol que preenche uma sala vazia. Aproveite e veja como é bom estar em casa. Recomendado: Galerias de arte que deve conhecer no Porto

Doze museus internacionais para visitar sem sair de casa

Doze museus internacionais para visitar sem sair de casa

Graças à Internet, nunca foi tão fácil estar entretido entre quatro paredes. No entanto, para quem não dispensa uma visita ao museu para contemplar as obras de mestres de arte renascentista ou de nomes relevantes da arte contemporânea, fazer scroll infinitamente nas redes sociais ou devorar uma temporada (ou várias) de uma série na Netflix não é suficiente. Felizmente, há vários museus que apresentam visitas guiadas virtuais às suas colecções e exposições para que não lhe falte a sua dose diária de arte. Muitos estão presentes na Google Arts & Culture, projecto em que a Google colabora com mais de 1200 instituições em todo o mundo para levar a arte a todos. Deixe-se ficar no sofá e, sem filas ou bilhetes à mistura, só tem é de aproveitar. Recomendado: Dez obras de arte que nos lembram como é bom estar em casa

Dez ideias para oferecer arte no Natal

Dez ideias para oferecer arte no Natal

É certo e sabido que a arte colocada numa parede transforma uma divisão banal num espaço dinâmico e com personalidade, mas há muitas outras formas de experienciá-la e de oferecê-la. Prova disso são os catálogos das lojas de galerias e de pequenos artistas que, além das fiéis ilustrações e serigrafias, incluem produtos tão diferentes como cadernos, brincos, peças de roupa, vasos, entre outros. Se não sabe o que escolher ou se está seriamente indeciso, nada tema, porque há cartões presente para o salvar. Escolhemos dez sugestões de presentes de Natal para aquele amigo ou familiar que não vive sem a sua dose de arte. Entre no espírito natalício e contribua para a continuidade de pequenos artistas e negócios locais. Garantimos que será uma prenda certeira. Recomendado: Cinco criadoras de brincos artesanais que deve conhecer  

Roteiro da arte urbana no Porto

Roteiro da arte urbana no Porto

Houve um tempo em que a arte urbana era perseguida e eliminada impiedosamente, como se de uma praga se tratasse. Mas, se a efemeridade é uma das suas maiores características, a sua presença deve ser impulsionada e protegida – afinal, é ela que torna as cidades mais vivas, coloridas e dinâmicas. No Porto, este tipo de arte vem ganhando terreno nos últimos anos graças a alguma iniciativa municipal, mas sobretudo à resistência e determinação de artistas que trabalham continuamente para embelezar os quatro cantos da cidade. Seja em paredes de edifícios devolutos ou disponibilizadas para o efeito, há obras imperdíveis de nomes consagrados como Mr.Dheo, Hazul, Vhils ou Daniel Eime. Preparámos-lhe um guia da melhor arte urbana do Porto para que desfrute de um passeio diferente. Não se esqueça do telemóvel, pois há muitas paredes fotogénicas à sua espera. Recomendado: As novas intervenções de arte urbana no Porto

Três exposições para ver no Museu da Cidade

Três exposições para ver no Museu da Cidade

É um museu sem telhado nem paredes que vai da Pasteleira à Bonjóia, constituído por uma rede de 16 espaços da cidade. O Museu da Cidade foi apresentado publicamente em Fevereiro, altura em que anunciou uma programação variada para os dois meses seguintes, mas foi forçado a suspender a actividade devido à pandemia. Nos últimos tempos, tem funcionado a meio gás, com planos e eventos adiados, mas mantém uma sólida oferta expositiva que poderá ter passado despercebida aos mais distraídos. Enquanto aguardamos novidades sobre espaços que estão a ser reestruturados ou renovados para abrir futuramente, como a Extensão do Douro e o Reservatório da Pasteleira – previstos para Dezembro e Março, respectivamente –, recomendamos-lhe três exposições para ver em três pólos do Museu. Se não for suficiente, pode sempre espreitar outras exposições a não perder no Porto. Recomendado: Os melhores museus no Porto

Três exposições para ver na Cooperativa Árvore até ao final do mês

Três exposições para ver na Cooperativa Árvore até ao final do mês

Com mais de 50 anos de actividade, a Cooperativa Árvore é um pólo central de formação, produção e divulgação de arte e cultura no Porto, com particular enfoque nas artes plásticas. Fundada por um grupo de artistas constituído pelo escultor José Rodrigues, primeiro presidente da cooperativa, o arquitecto José Pulido Valente, o pintor Armando Alves e o escultor e pintor Ângelo de Sousa, a Árvore é, ainda hoje, ponto de encontro de artistas e intelectuais da cidade e do país. Na verdade, é uma casa aberta a todos os que tenham interesse e curiosidade em fazer ou ver arte e tem um programa regular de oficinas e cursos livres de pintura, cerâmica, desenho ou gravura, residências artísticas, conferências, edições gráficas e, claro, exposições. Até 31 de Outubro há três para ver de uma assentada: a colecção privada do escritor Mário Cláudio, as peças em cerâmica da artista francesa Louise Frydman e uma exposição colectiva de pratos. O melhor é que não tem de escolher, já que a entrada é livre.  Recomendado: Exposições a não perder no Porto

Roteiro de arte no Bonfim

Roteiro de arte no Bonfim

Se há zona da cidade com talento natural para as artes é o Bonfim, ou não fosse ele o ponto de convergência de muitos que querem dar os primeiros passos neste mundo, nomeadamente através da formação na Faculdade de Belas-Artes da Universidade do Porto (FBAUP). Por isso, não é com surpresa que vemos as várias expressões artísticas transporem as suas paredes para se instalarem em galerias de arte contemporânea, estúdios de artes gráficas, oficinas de artes manuais, ateliês de artistas, feiras de arte, e muito mais. Actualmente, o Bonfim serve de expositor a uma série de artistas emergentes e conceituados, com o espírito dinâmico, irreverente e alternativo que sempre o caracterizou. Para que não se perca, preparámos-lhe um roteiro de arte pelo Bonfim. Recomendado: Galerias que deve conhecer no Porto

Três sítios para aprender bordado criativo no Porto

Três sítios para aprender bordado criativo no Porto

Antigamente, o bordado era inevitavelmente associado às avós e donas de casa que manobravam diferentes tipos de agulhas e fios de algodão, seda, lã, linho ou metal no aconchego dos seus lares para criar determinados desenhos ou figuras em tecido. Hoje a história é bem diferente. Há uma nova geração de bordadeiras a tomar as rédeas da tradição e a tingi-la de modernidade. Desprendem-se da rigidez dos modelos anteriores, aprimoram a técnica sozinhas, rabiscam desenhos ou ilustrações originais e, claro, ensinam a arte a quem a quer aprender. Plantas, animais, silhuetas humanas ou frases irónicas são algumas opções para pôr as agulhas a mexer. Escolhemos três sítios para aprender a bordar no Porto. Recomendado: Três sítios para aprender a costurar no Porto

Cinco criadoras de brincos artesanais que deve conhecer

Cinco criadoras de brincos artesanais que deve conhecer

Dizem que os brincos completam qualquer look, mas eles têm todo o potencial para ser o centro das atenções em vez de simples acessórios. Por cá, não faltam pequenos artistas e marcas que criam peças bonitas, irreverentes e irrepetíveis, em madeira, argila polimérica e/ou aço inoxidável, e acompanham o processo do início ao fim. Tudo é feito à mão, muitas vezes por uma só pessoa, que idealiza, desenha, modela, pinta e lixa o par de brincos que, depois, é posto à venda. Figuras como Vincent van Gogh, Salvador Dalí ou Frida Kahlo, plantas, frutos, motivos florais ou torcidos coloridos e minimalistas estão entre as peças que não vão passar despercebidas. Apresentamos-lhe cinco criadoras de brincos artesanais que deve conhecer. Recomendado: 13 lojas online do Porto que tem de conhecer

14 passeios para fazer na natureza

14 passeios para fazer na natureza

Em dias de sol abrasador, não há nada como fugir para o meio da natureza e ficar resguardado sob as copas frondosas das árvores. Muito mais num ano que se quer longe de enchentes e do bicharoco que se espraia tranquilamente entre elas. A menos de uma hora do Porto, abundam paraísos verdes onde se escuta pouco mais que a vida a trepar pelas árvores e a água de rios e lagoas que banham a paisagem e nos convidam a dar um mergulho. Com alguma sorte, ainda poder ver várias espécies de aves que chapinham na água ou que se passeiam entre a folhagem. Reunimos 14 passeios para fazer a pé, de bicicleta ou para praticar birdwatching. Recomendado: Piscinas naturais em Portugal para mergulhar na natureza

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Diet Plan for the Western Man

Diet Plan for the Western Man

É um espectáculo com comida e, naturalmente, acontece à mesa. Mas esta não
 é uma mesa qualquer – é uma estrutura em ziguezague, com quatro alturas diferentes, em que a comodidade não é de todo prioridade. Não espere recostar-se no banco mais confortável do mundo nem sair de barriga cheia depois de um bom jantar. Diet Plan for the Western Man, conferência-performance que se estreou no ano passado na Bienal de Berlim e que está em cena no Ateneu Comercial do Porto de quinta 11 a sábado 13, no âmbito da programação do Teatro Municipal, quer fazer precisamente o contrário.
 O objectivo é criar uma inquietação no público sobre a “complexidade do sistema que governa a forma como a comida acaba na nossa mesa”, conta Carlos Azeredo Mesquita. O designer e artista visual
– criador e intérprete da peça
 a meias com a coreógrafa
 Luísa Saraiva – nota que os espectáculos com comida seguem normalmente uma abordagem afectiva ligada “às memórias e à pertença”. “Não queremos falar de como o caril da tua avó te faz pensar nas férias”, atira. Em vez disso, pretende-se reflectir sobre “a comida enquanto arma ao serviço da dominação cultural”. “Tem a ver com relações de poder, trocas comerciais, rotas criadas e questões de exploração”, sublinha Luísa Saraiva. O acesso que uma população tem a certos produtos alimentares é marcado por esse conjunto
 de factores que, boa parte das vezes, nos passa ao lado quando comemos. “Como habitantes
 de uma sociedade em que tudo está disponível, achamos que
 a

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Festival Regards Croisés vem a Gaia mostrar que a dança não tem fronteiras

Festival Regards Croisés vem a Gaia mostrar que a dança não tem fronteiras

É uma linguagem universal e não precisa de palavras para fazer-se entender. Pode fazê-lo, se assim desejar, mas o único requisito para existir é o movimento. Depois de ver os seus gestos paralisados para a estreia inicialmente prevista para Março, o festival transfronteiriço Regards Croisés toma conta do Armazém22 (A22), em Vila Nova de Gaia, entre 8 e 11 de Outubro.  O evento apresenta vários espectáculos oriundos de Portugal, Espanha e França a esta sala à beira-rio, workshops para profissionais e público em geral, ensaios abertos e momentos de discussão entre artistas e público. A Kale Companhia de Dança faz as honras de abertura no dia 9 com Terras, a sua mais recente criação inspirada no Dia Mundial da Floresta e com a participação de três coreógrafos, Companhia La Tierce (França), André Mesquita (Portugal) e Matxalen Bilbao (Espanha). Já no dia 10 sobe ao palco a francesa Compagnie Adéquate com Chronique Diplomatique, “espectáculo para duas bailarinas que explora a ideia de dois corpos em negociação”, descreve o comunicado de imprensa. O festival fecha com Mutu, espectáculo da companhia da basca Myriam Perez Cazabon que reflecte sobre a “sociedade actual onde as ‘relações pessoais estão sobredimensionadas enquanto os valores humanos estão em decadência’”. O programa do Regards Croisés reflecte a vontade de “cooperação coreográfica para a difusão da dança contemporânea e a promoção de encontros entre o público, artistas e estruturas educativas”. Além dos espectáculos, ha

Exposição no Maus Hábitos questiona a sociedade capitalista e extractivista

Exposição no Maus Hábitos questiona a sociedade capitalista e extractivista

“A nossa relação fundamental com os objectos pode resumir-se a guerra e propriedade”, defendeu o filósofo Michel Serres, em 1990, em Le Contrat Naturel. Neste livro, o autor problematiza a necessidade de criar uma espécie de contrato entre ser humano e natureza para tentar restaurar o equilíbrio e a reciprocidade das relações entre ambas as partes, conceitos que têm sido completamente negligenciados na sociedade moderna. No entender do pensador francês, o progresso contemporâneo resulta de uma sucessão de violências perpetradas pela acção humana na vida natural. “[Nós achamos que] o mundo natural é uma coisa separada de nós e existe apenas para nos servir”, afirma Bruno Leitão, que foi buscar a Serres o nome para a sua mais recente curadoria, uma co-produção entre o Hangar – Centro de Investigação Artística e a Saco Azul Associação Cultural, do Maus Hábitos. Contracto Natural, exposição colectiva que pode ser visitada entre 20 de Novembro e 30 de Dezembro, reúne seis artistas portugueses e estrangeiros residentes em Portugal, cujo trabalho assenta na investigação e no questionamento do ecossistema político, económico e social em que estão inseridos.  “A sociedade em que vivemos é uma sociedade capitalista totalmente assente no extractivismo”, refere o curador sobre o modelo organizacional que dissemina a desigualdade pelos vários pontos do globo. “Os países que deveriam ser os mais ricos do mundo [devido à abundância de recursos naturais] não o são.” Bruno Leitão chama-lhes “

Esta exposição mostra que o Porto não é (só) uma cidade branca

Esta exposição mostra que o Porto não é (só) uma cidade branca

O título desta exposição não é apenas um nome à cabeça da folha de sala que passa diante dos nossos olhos por instantes e depressa vai parar às profundezas do esquecimento. É, antes, uma afirmação determinada, proferida de punho cerrado, que quer tornar visível a existência de uma comunidade ainda pouco falada e (re)conhecida no Porto e reclamar um lugar para ela no espaço público. “Diria que tem um duplo sentido: é uma constatação de que estas pessoas estão aqui presentes e, ao mesmo tempo, de que estas vidas fazem parte do presente da cidade”, contextualiza José Sérgio, a propósito de Presentes! Africanos e afrodescendentes no Porto, exposição que pode ser vista no Mira Fórum, em Campanhã, entre 31 de Outubro e 23 de Dezembro. O fotógrafo e fotojornalista apresenta 40 retratos que formam “um primeiro registo fotográfico” de uma realidade plural, heterogénea e multicultural. Nem sempre foi esta a ideia de José Sérgio sobre o Porto. Há mais de 20 anos que trocou Moçambique por Portugal, primeiro na Área Metropolitana de Lisboa – onde a comunidade africana e afrodescendente tem uma dimensão e representação substanciais. Mas quando ia ao Porto ficava com a impressão de estar sozinho numa cidade branca. “Tinha na cabeça essa imagem, que vim a perceber ser errada, de que não havia comunidades africanas no Porto.” © José Sérgio Tudo mudou quando foi viver para a cidade, em 2018. Ao contrário do que acontecia quando a visitava pontualmente, começou a ver mais pessoas com a sua co

Pedro Calapez apresenta série de obras inéditas na Galeria Fernando Santos

Pedro Calapez apresenta série de obras inéditas na Galeria Fernando Santos

Depois de, no ano passado, ter apresentado Redemoinho no Espaço 351, área da Galeria Fernando Santos dedicada aos pequenos formatos, Pedro Calapez regressa ao espaço principal do galerista com Olhar Indiscreto, exposição individual que inaugurou a 26 de Setembro e que fica ali patente até 19 de Dezembro. O artista plástico, cujo trabalho ganha forma sobretudo na pintura, vai mostrar uma série de “obras novas, na maioria de grandes dimensões, inéditas, a acrílico sobre tela ou alumínio”, descreve o comunicado de imprensa. Como habitual, recorre a um registo abstracto e colorido para criar paisagens repletas de fragmentos e texturas. Como o nome deixa antever, a exposição foca-se no olhar, tema que serve de matéria de criação para Pedro Calapez regularmente. “A obra pode ou não despertar questões para quem a observa, mas inevitavelmente contém em si elementos, resultantes de uma actuação física, que se propõem a um olhar”, problematiza o artista no texto de apresentação.  Além de ter sempre lugar face ao magnetismo da obra, o olhar atravessa todo o processo criativo, do “momento em que este acontece, o momento em que este se faz e aquele outro em que se olha o feito”. Em Olhar Indiscreto “procura-se o lugar entre a mão e um olhar”. A exposição pode ser visitada de segunda a sexta, das 10.00 às 12.30 e das 15.00 às 19.00, e ao sábado, das 15.00 às 19.00. A entrada é livre.   'Tenho no quintal um limoeiro 03', 2020, acrílico sobre tela© Pedro Calapez   + Galerias de arte que de

UIVO: Há uma mostra de ilustração para ver na Maia

UIVO: Há uma mostra de ilustração para ver na Maia

Num dia distante de Março, batemos a porta de casa com a certeza de que não voltaríamos a abri-la da mesma forma. Pousámos os sapatos à entrada e tirámos os chinelos do armário, trocámos as calças de ganga rígidas pelas roupas confortáveis e passámos a fazer uma nota mental para não nos esquecermos das máscaras, além das chaves, antes de sair. A pandemia confiscou-nos a rotina, o toque e o convívio e limitou a nossa experiência do mundo à janela ou varanda mais próxima. Tirou-nos muito, tudo no caso de alguns, mas deixou aos artistas aquilo que precisavam para fintar o marasmo dos dias e formar um novo olhar sobre as coisas que viam constantemente. Entre lápis, pincéis, canetas digitais, telas, folhas e ecrãs, ilustraram as várias dimensões da mudança desencadeada pelo surto de Covid-19 nos nossos hábitos diários, nas dinâmicas de trabalho e nas relações interpessoais, assim como as vivências, emoções e pensamentos dela decorrentes. É sobre “propostas para novos quotidianos” que incide a UIVO 10 – Mostra de Ilustração da Maia, que abre ao público a 5 de Dezembro (sábado) e pode ser vista até 28 de Fevereiro nas Galerias do Fórum da Maia. “Percebi que os artistas estavam com muita necessidade [de criar] e de expor o seu trabalho, muitos iam publicando online o que faziam”, introduz Cláudia Melo, curadora do evento desde 2018. À medida que se deparava com novas obras, percebeu que era impossível desviar a sua proposta curatorial do assunto mais universal do presente. “Fazia to

Nova criação do Teatro Viriato mostra que o lugar da diferença é em cima do palco

Nova criação do Teatro Viriato mostra que o lugar da diferença é em cima do palco

Na idade dos porquês, vemos tudo o que é diferente com curiosidade. Apontamos o dedo, fazemos perguntas e tecemos comentários sem filtros e sem julgamentos, porque a pureza do olhar permite-nos encarar a diferença como mais uma característica e não como um defeito. Mas rapidamente a sociedade entra em acção para nos tapar a boca, inibida pelos preconceitos e tabus que foi desenvolvendo em torno de tudo aquilo que foge à norma. “Se uma criança vê outra sem um braço, o que ela diz é ‘aquele menino não tem braço’ e na maioria das vezes o que ela ouve é ‘não pode falar isso’”, introduz Henrique Amoedo, fundador do Dançando com a Diferença, grupo criado em 2001 para trabalhar a dança com pessoas em risco de exclusão social. O silenciamento e exclusão de corpos e vozes diferentes deve-se às pré-concepções sociais formadas com base no desconhecimento e subsequente incompreensão da pessoa com deficiência. “A gente vai desconstruindo isso com a presença, o estar, ver e conviver com as pessoas, e aí passa a ser normal”, afirma o director artístico da companhia madeirense, que desde 2014 é Projecto Residente do Teatro Viriato, em Viseu. “O objectivo era ter pessoas com e sem deficiência dançando juntas para mudar a imagem social das pessoas com deficiência e produzir espectáculos com qualidade estética e artística.” A implementação de um espaço de fala e representatividade para pessoas com deficiência, a sua profissionalização através da arte e a criação de referências que sirvam de esp

Vem aí um mercado de Natal com marcas sustentáveis na Nü Coworking Criativo

Vem aí um mercado de Natal com marcas sustentáveis na Nü Coworking Criativo

Não há nada como oferecer um presente original e feito à mão com amor e atenção ao detalhe por um artista ou artesão. Se está sem ideias sobre o que pôr no sapatinho das pessoas que lhe são queridas, o melhor será dirigir-se ao Manüal de Natal, mercado de Natal que decorre a 5 e 6 de Dezembro, das 11.00 às 19.00, na Nü Coworking Criativo.  Descrito como “um mercado onde as mãos são as estrelas”, o evento vai reunir várias marcas artesanais e sustentáveis portuguesas para “aquecer e promover a economia local” e “trazer prendas que tenham significado”, revela a Nü em publicação de divulgação.  Estarão presentes marcas e artesãos como Bicla, MSouza Ceramics, Mazurca Handmade, Ophelia, Rival, Andreia Marques e Musgo, que trarão produtos como peças de vestuário, acessórios, têxteis para a casa, mobiliário, objectos decorativos e utilitários em corda e madeira e cerâmica de autor. A maior parte das peças são feitas com matérias-primas de origem natural e, em alguns casos, provenientes de Portugal ou da Europa. Paralelamente ao mercado colaborativo, decorrerá uma série de workshops de tecelagem, block printing, origami de Natal e macramé, que permitirão a miúdos e graúdos pôr a mão na massa e fazer a sua própria peça para mimar alguém durante esta quadra natalícia. Neste momento, e durante os próximos dias, a Nü está a apresentar no Instagram todas as marcas que vão marcar presença no mercado. É estar atento para ir ao mercado com conhecimento de causa e poupar tempo de indecisão. 

Casa da Música acolhe concerto final do Concurso Internacional Santa Cecília

Casa da Música acolhe concerto final do Concurso Internacional Santa Cecília

Todos os anos, mais de 70 jovens pianistas de todo o globo rumam ao Porto para participar no Concurso Internacional Santa Cecília, um dos mais reconhecidos concursos internacionais de piano nesta faixa etária, organizado pelo Curso de Música Silva Monteiro. Face ao actual contexto pandémico, teve de se adaptar e reestruturar, mas é um dos poucos do género a realizar-se nas presentes circunstâncias. A final acontece no sábado, às 10.30, na Sala Suggia da Casa da Música, e contará com a presença dos três finalistas, que estarão acompanhados pela Orquestra Filarmónica Portuguesa, sob a batuta do maestro Osvaldo Ferreira. Habitualmente, os participantes encontram-se durante uma semana para competir nas várias eliminatórias até serem conhecidos os três finalistas. Tendo em conta a evolução da pandemia de Covid-19, as primeiras fases da 22.ª edição realizaram-se online, a que se seguiram as semifinais presenciais com 16 pianistas de países como Brasil, Japão, Itália, Áustria, Ucrânia, Polónia e Coreia do Sul. Desse grupo sairão os três finalistas, que vão actuar no concerto de sábado. Este ano há um prémio especial com votação do público, a decorrer online até sexta-feira. O vencedor do concurso arrecada um prémio monetário no valor de 10 mil euros, além de ter a oportunidade de editar um CD com a produtora KNS Classical e de participar em recitais e festivais de música em Portugal, Espanha e França. Os bilhetes para o concerto final custam 7,50€, mas quem não conseguir um dos luga

Ó! Galeria junta-se ao Planetário do Porto em exposição colectiva

Ó! Galeria junta-se ao Planetário do Porto em exposição colectiva

Na incerteza e inquietação do contexto actual, a ideia de tirar os pés da terra em direcção ao espaço parece bastante convidativa. Era isso que faziam (metaforicamente) os espectadores de Cosmos: uma viagem pessoal, série televisiva de Carl Sagan que, nos anos 1980, foi um ponto de viragem na comunicação e divulgação de ciência. O programa teve seguimento em 2014 com Neil deGrasse Tyson, responsável pela apresentação da segunda e terceiras temporadas, Cosmos: uma odisseia no espaço e Cosmos: mundos possíveis. A partir da emblemática série televisiva, a Ó! Galeria convidou 13 ilustradores a assistir a um episódio atribuído e a imaginar uma narrativa gráfica com base nele. O resultado pode ser visto em Cosmos: Uma Nova Odisseia Ilustrada, exposição que está patente presencialmente entre 27 de Novembro e 9 de Dezembro na Ó! e que já pode ser visitada virtualmente no site do Planetário do Porto – Centro Ciência Viva, parceiro da Ó! nesta iniciativa. A exposição conta com trabalhos de Joana Estrela, André Caetano, Paulo Patrício, Fátima Bravo, Miss Lazy Fat Cat, Alexandre Fuentefria, Sérgio Marques, Kev Odyssey, Mariana Malhão, Mantraste, Biacosta, Bárbara R. e Ivo Hoogveld. © DRIlustração de Ivo Hoogveld   + Dez ideias para oferecer arte no Natal + Exposições a não perder no Porto + Leia aqui a edição online e gratuita da Time Out Portugal

Cristina Ataíde vai dar corpo ao vazio no Museu Berardo

Cristina Ataíde vai dar corpo ao vazio no Museu Berardo

Descreve-se como viajante compulsiva, mas não precisa de sair do quarto para dar vida a essa faceta. Para Cristina Ataíde (n. 1951, Viseu), viajar não tem a ver com a deslocação ou distância, mas com o olhar e a atenção que depositamos no nosso entorno, independentemente dos passos que damos. “O importante é aquilo que estou a ver e a percorrer, porque está sempre tudo a modificar-se”, explica a artista plástica, cujo trabalho germina em boa parte da curiosidade e fascínio pelo outro e da observação e aprendizagem de novas ideias, tradições e culturas. “A minha viagem é sempre uma viagem de descoberta”, afirma. Em mais de 30 anos de carreira, não tem feito outra coisa. No sentido convencional, a bordo de um avião e de um ponto do mapa para outro, mas sobretudo no infinito de possibilidades do seu ateliê. Começou pela escultura, área em que se formou e que lhe conferiu notoriedade na cena da arte contemporânea portuguesa – desenvolveu, inclusive, várias obras públicas para espaços como a Mata do Fontelo, em Viseu, ou o Parque de Escultura Contemporânea de Vila Nova da Barquinha –, mas ao longo do tempo derivou para meios como desenho, instalação, fotografia e vídeo para se expressar. “Dar corpo ao vazio”, que inaugura a 26 de Novembro (quinta-feira) no Museu Colecção Berardo, em Lisboa, e ali fica até 14 de Março, convida-nos a embarcar numa viagem temporal e espacial pelos vários períodos e suportes de produção artística de Cristina Ataíde. “Os outros suportes funcionam como

Galeria Ocupa promove crowdfunding para continuar a programar

Galeria Ocupa promove crowdfunding para continuar a programar

Está longe de ser uma galeria como os outras, a começar no toldo avermelhado onde se pode ler “Santo Talho” e às arcas frigoríficas e ganchos de talhante onde se expõem obras de novos artistas todos os meses. Desde Abril de 2019, a Galeria Ocupa apresentou mais de 15 exposições de nomes nacionais e internacionais, conquistando um lugar relevante no circuito expositivo independente do Porto. Agora, o projecto sem fins lucrativos precisa de ajuda para manter o espaço e dar continuidade à sua programação por mais um ano. Para isso, lançou no dia 9 de Novembro uma campanha de crowdfunding com a meta de 3000€, a decorrer até 8 de Janeiro. O dinheiro angariado servirá para pagar a renda anual para o período de Janeiro a Dezembro de 2021 e as despesas de água e luz, garantindo assim a manutenção do espaço e possibilitando a programação antecipada das exposições para o próximo ano.  Esta é uma fatia fundamental do orçamento da Ocupa, mas há várias outras despesas inerentes à produção e montagem de exposições, como materiais de produção, design e comunicação, catering, entre outras. Estas despesas poderão vir a ser abrangidas como segundo objectivo do crowdfunding, se o primeiro for cumprido com sucesso.  Há três modalidades de apoio ao projecto, com diferentes valores e recompensas: com 15€ ou mais, os Amigos Ocupa verão o seu nome partilhado nas redes sociais da galeria e terão direito a uma conversa com um artista à escolha durante o período da sua exposição; com 20€ ou mais, têm d

Faculdade de Arquitectura tem duas árvores de interesse público

Faculdade de Arquitectura tem duas árvores de interesse público

Uma faia-púrpura centenária e uma das poucas canforeiras do Porto, localizadas junto ao Pavilhão Carlos Ramos e à Via Panorâmica Edgar Cardoso, no complexo da Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto (FAUP), foram recentemente classificadas como árvores de interesse público pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), anunciou a Universidade do Porto em comunicado na passada sexta-feira. A distinção foi proposta pela Câmara Municipal do Porto com o apoio da Universidade e dá a estes dois exemplares “um estatuto de protecção idêntico ao do património edificado classificado”, segundo a nota de imprensa. Assim, a protecção destas árvores é reforçada com a criação de uma zona geral de protecção com um raio de 20 metros a contar da base correspondente, sendo que passa a ser necessária autorização prévia do ICNF para realizar qualquer intervenção na área. Estão, ainda, proibidas as intervenções que possam destruir ou danificá-las. A classificação de “árvores de interesse público” é atribuída pelo ICNF a árvores que se diferenciem por características como porte, estrutura, idade, raridade ou outros motivos históricos ou culturais. Neste caso, a distinção da faia-púrpura deveu-se às suas “dimensões raras na cidade e uma arquitectura muito próxima da natural” e a da canforeira, “um dos raros indivíduos desta espécie existentes na cidade”, pela sua disposição individual e porte. A escolha destas duas árvores teve, ainda, em consideração o “particular sign

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