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Raquel Dias da Silva

Raquel Dias da Silva

Jornalista, Time Out Lisboa

Se não fosse jornalista, seria contadora de histórias. Como é mais ou menos a mesma coisa, decidiu que faria da redacção a sua segunda casa. Depois de uma passagem pela secção de Ciência do Público em 2017, onde aprendeu que ser séria não é ser sisuda, aventurou-se pelo jornalismo de lifestyle com a extinta revista Epicur. Pouco depois, mudou-se de malas e bagagens para a Time Out. Já lá vai meia década e ainda há tanto por contar. Se depender dela, nenhuma família ficará sem saber o que há para fazer e ver na cidade. É verdade, também se pela por um bom livro e faz questão de partilhar as novidades e os melhores sítios para abastecer a estante. E, se o dia não estiver simpático, das duas uma: ou à mesa ou na sala de espectáculos, fica o encontro marcado.

Se a quiser importunar ou tiver segredos para partilhar, é enviar e-mail (raquel.silva@timeout.com).

Articles (415)

‘O Futuro Já Era’ e mais peças de teatro para ver esta semana

‘O Futuro Já Era’ e mais peças de teatro para ver esta semana

Renda-se às maravilhas do teatro, agora que não precisa de procurar mais por peças para ir ver. Aproveite que a agenda de Lisboa tem, mais uma vez, poucos mas bons motivos e garanta lugar cativo nos próximos tempos – nem que seja porque o Inverno é a desculpa perfeita para aproveitar o quentinho das salas de espectáculos. Não precisa de ir a todas, mas vale a pena arriscar. Se houver indecisão, é ver uma agora e outra depois. Só não pode é encostar-se à sombra da bananeira: algumas carreiras são curtas e esgotam rápido. Outras são longas e esgotam na mesma. Recomendado: As peças de teatro (e não só) que tem de ver nos próximos meses

Apps e sites de encontros para descobrir a sua cara-metade em Portugal

Apps e sites de encontros para descobrir a sua cara-metade em Portugal

Está solteiro e com vontade de conhecer pessoas? Além dos métodos tradicionais (estamos a falar da arte de ir à rua e praticar o flirt com estranhos), há tantas novas formas de interacção online que o impossível é, na verdade, arranjar desculpas para não o fazer. E, caso tenha dificuldades em encontrar a sua cara-metade, não se preocupe. Para o ajudar, reunimos uma dúzia de apps e sites de encontros. O resto é consigo: se conseguir a proeza de se apaixonar online ou de convencer alguém que é a última bolacha do pacote, experimente marcar um jantar romântico, uma sessão de cinema ou uma noite de jogos. Se precisar de ideias, não se preocupe, que já pensámos em tudo e temos doze sugestões de sítios românticos em Lisboa para si. Recomendado: Livros eróticos para animar as noites mais frias

Apps para descobrir o céu e fazer astroturismo em qualquer lugar

Apps para descobrir o céu e fazer astroturismo em qualquer lugar

Nem todos temos a sorte de viver na região do Alqueva, onde há uma média de mais de duas centenas de noites sem nuvens, perfeitas para apreciar o tecto natural da Terra em todo o seu esplendor. Mas, como já provámos, mesmo na cidade é possível ver as estrelas. Para se armar em astroturista, basta recorrer à ajuda de uma destas apps para descobrir o céu. De forma prática e divertida, vai conseguir encontrar estrelas, planetas, constelações, galáxias, satélites e tantos outros objectos celestes. Da mais básica à mais profissional, não lhe vão faltar aplicações para ver (e saber o que não está a ver) no céu nocturno – como quem diz, para identificar estrelas, identificar planetas ou, quem sabe, por que não, identificar ovnis. Recomendado: O céu de 2024: eventos astronómicos a não perder

Fim-de-semana perfeito em família

Fim-de-semana perfeito em família

O Inverno está bem de saúde, mas isso não quer dizer que tenha de ficar a anhar em casa (há tantos outros sítios com um tecto onde se pode divertir!). Não deixe de aproveitar ao máximo os fins‑de-semana em família na cidade. Se precisa de entreter as crianças até ficarem sem pilhas e ser hora de voltar para a cama, explore algumas sugestões para encher o sábado e o domingo. Há oficinas, espectáculos e muitas outras propostas para, arriscamos escrever, todos os gostos e feitios. Só tem de escolher como os entreter. E, se ficar na dúvida, não nos pergunte a nós: pergunte-lhes a eles. Recomendado: As melhores coisas para fazer este fim-de-semana em Lisboa

Exposições em Lisboa para visitar este fim-de-semana

Exposições em Lisboa para visitar este fim-de-semana

Aproveite o fim-de-semana para descobrir as muitas exposições a decorrer em Lisboa. Uma proposta para tornar os próximos dias mais culturais – sozinho, com a família ou os amigos (vai tudo atrelado). Com tantos museus e galerias na cidade, é impossível não ter o que ver. Mas não queremos que se perca e, por isso, dizemos-lhe quais as exposições a que deve prestar mais atenção. Só tem de decidir por onde quer começar: pintura, fotografia, ilustração, design ou instalações de grande escala. Trace o roteiro cultural e bom fim-de-semana. Recomendado: Estas exposições gratuitas em Lisboa valem a visita

Eclipses e chuvas de meteoros: o que vamos ver no céu em 2024

Eclipses e chuvas de meteoros: o que vamos ver no céu em 2024

Apesar do calendário astronómico para 2024 contar com fenómenos raros, a maior parte dos espectáculos não vai ser visível a partir de Portugal. Os astroturistas, amadores e profissionais, vão ter de se contentar, por isso, com os poucos fenómenos previstos e lembrar-se de que o mais importante é ver as estrelas a brilhar. De qualquer forma, para não perder pitada do pouco que se vai passar lá em cima, espreite esta lista de eventos astronómicos e comece a pensar nos próximos dias à janela, no jardim ou no terraço, a apreciar eclipses e chuvas de meteoros. Recomendado: Apps para descobrir o céu e fazer astroturismo à janela

Estas livrarias em Lisboa dão-lhe mais que fazer

Estas livrarias em Lisboa dão-lhe mais que fazer

Nem só de livros vivem estes espaços culturais em Lisboa. Há também lanches e cartas de vinhos. Outro género de literatura, portanto. São uma dúzia de livrarias especiais, onde uma visita significa muito mais do que virar umas páginas e ler meia dúzia de prefácios na diagonal. A programação, quase sempre de entrada livre, conta também com exposições de arte, conferências, ciclos de leitura, workshops e até jogos de tabuleiro. Já para não falar do cafezinho da praxe. Parta então à descoberta destas livrarias em Lisboa que têm mais coisas para fazer – para além de abastecer as estantes, claro. Recomendado: Gosta de livros? Descubra os clubes de leitura e tertúlias em Lisboa

Nestes sítios qualquer adulto pode sentir-se uma criança em Lisboa

Nestes sítios qualquer adulto pode sentir-se uma criança em Lisboa

Há pessoas que acham que os adultos não devem brincar. Que existe uma data de validade para a diversão e, terminado esse prazo, há que viver uma vida séria, empilhando responsabilidades, suportando maus empregos e péssimos casamentos. Felizmente, há cada vez mais adultos a não cair nessa armadilha. A diversão está descentralizada, democratizou-se, e a infância é um estado intermitente que nos visita de vez em quando. Fizemos o roteiro da Lisboalândia, um parque de diversões disfarçado de cidade onde há muito mais para fazer além de tocar às campainhas e fugir. Recomendado: Os melhores sítios para jogar bowling em Lisboa

Activistas atiram sopa à ‘Primavera’ de Monet. Os casos famosos de obras de arte “vandalizadas”

Activistas atiram sopa à ‘Primavera’ de Monet. Os casos famosos de obras de arte “vandalizadas”

Os activistas pelo clima têm promovido acções de desobediência civil em todo o mundo e as críticas são cada vez mais fervorosas. Mas nem a prática de vandalizar obras de arte como forma de protesto é nova nem danificar uma peça é o mesmo que atirar sopa ao acrílico que a protege. Basta, aliás, recuar ao século passado para encontrar verdadeiros exemplos de vandalismo. Em Março de 1914, por exemplo, Mary Richardson, furiosa com a detenção de uma das fundadoras do movimento sufragista britânico, entrou com um cutelo na National Gallery, em Londres, e desferiu uma dúzia de golpes na Vénus ao Espelho (1647-51), de Velásquez – a tela teve obviamente de ser restaurada. Nas décadas seguintes, registaram-se muitos outros incidentes, nem sempre por razões tão nobres como lutar pelos direitos das mulheres. Da Mona Lisa (1503), de Leonardo da Vinci, aos Tournesols (1888), de Van Gogh, reunimos algumas das peças que foram alvo de vandalismo ou acções de desobediência civil nos últimos dois anos e contamos as histórias por detrás das polémicas. Recomendado: Heróis da sustentabilidade: seis activistas para seguir agora

Exposições em Lisboa a não perder nos próximos tempos

Exposições em Lisboa a não perder nos próximos tempos

A agenda cultural em Lisboa continua sem dar sinais de abrandar. Com tantas galerias e museus, às vezes até ao ar livre, é quase impossível não ter o que ver. Nos próximos tempos, há uma série de exposições que merecem o seu olhar atento. Artes plásticas ou exposições documentais? Prefere pintura, desenho ou fotografia? O que se está a fazer de novo? Ou o que faz furor são retrospectivas de artistas de nome consolidado? Não há desculpa para não ir ver o que Lisboa tem para oferecer – até porque pode visitar boa parte das exposições sem gastar um cêntimo. Não acredita? Ora, espreite. Recomendado: Exposições em Lisboa para visitar este fim-de-semana

As peças de teatro em Lisboa a não perder em Fevereiro

As peças de teatro em Lisboa a não perder em Fevereiro

Em Lisboa, não faltam opções para ir ao teatro, muitas delas com preços bem apetecíveis (olá, dia do espectador). Algumas estão tão pouco tempo em cena que, a bem dizer, é preciso correr, que nunca se sabe se (e quando) são repostas. Entre companhias históricas e emergentes, encenadores e actores conhecidos e outros ainda a tentar conquistar lugar, encontra-se um generoso conjunto de peças de teatro. Abra a agenda, tome nota e tire bilhete. Se ficar na dúvida e não tiver tempo para ir a todas, é ir a uma agora e a outra depois, e pelo meio vai vendo como anda de compromissos. Recomendado: As melhores coisas para fazer em Lisboa esta semana

Gosta de livros? Descubra os clubes de leitura e tertúlias em Lisboa

Gosta de livros? Descubra os clubes de leitura e tertúlias em Lisboa

Há muitos clubes de leitura por onde escolher (e mesmo para ir variando). São para adultos, são para jovens ou crianças, são para gente dos 8 aos 90, e estão por todo o lado, em Lisboa e nos arredores. Desde o novo Ursula Reading Club, que promove ficção científica feminista, até ao clube de leitura do Instituto Cervantes, para quem faz questão de ler na língua de nuestros hermanos, o importante é encontrar um onde se sinta bem-vindo. Vai ver que ler não tem de acontecer só entre trocas de metro, à noite, antes de ir dormir, ou nas férias de Verão. E não, também não precisa de o fazer sozinho. Palavra. Recomendado: As melhores livrarias em Lisboa

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O que é preciso para escrever uma biografia? Gulbenkian abre o debate

O que é preciso para escrever uma biografia? Gulbenkian abre o debate

“Para ser biógrafo é preciso enredar-se em mentiras, dissimulações, hipocrisias”, escreveu Freud a Arnold Zweig, em 1936. Mas será este relato cáustico justo? Ao longo de dois dias, 13 e 14 de Março, a Fundação Calouste Gulbenkian abre portas à conferência “A Arte da Biografia” e a um conjunto de autores, incluindo Sarah Bakewell e Richard Zenith, que se reúnem para analisar as especificidades deste género literário. “O que há de específico neste género literário, baseado na palavra grega Βιογραφία, que combina vida (bios) e relato (graphia)? E por que só ganhou popularidade na Europa no século XIX, dois mil anos depois de Plutarco ter escrito Vidas Paralelas, onde deu a conhecer Péricles, Alcibíades e Júlio César?”, lê-se em comunicado sobre a iniciativa de entrada livre. O evento, que também será transmitido em directo e vai decorrer em português e em inglês com tradução simultânea, arranca a 13 de Março. A primeira sessão, às 10.15, conta com Sarah Bakewell, autora de O Café Existencialista e de uma biografia sobre Montaigne. Segue-se, com início às 11.30, uma conversa com Maria Antónia Oliveira, autora de Alexandre O’Neill, Uma Biografia Literária. Já depois de um intervalo para almoço, poderá ouvir também Richard Zenith, autor de Pessoa. Uma Biografia; e Clare Mac Cumhaill e Rachael Wiseman, autoras de Metaphysical Animals. No dia seguinte, 14 de Março, a primeira conversa está marcada para as 10.00, com António Tomás, autor de Amílcar Cabral, o Fazedor de Utopias. Segue

Livros e crochet. Nas mãos de Catarina, as histórias também são bolsas

Livros e crochet. Nas mãos de Catarina, as histórias também são bolsas

Tinha seis anos quando aprendeu a ler e a fazer crochet. Agora, aos 28, Catarina Marques é o rosto por trás da Cate & Ginger, uma marca de acessórios feitos à mão, com designs inspirados em capas de livros. A colecção mais recente, Valentine, evoca o espírito romântico de Magnolia Parks, de Jessa Hastings, e Era Uma Vez Um Coração Partido, de Stephanie Garber. “Adoro poder tornar um livro que foi importante para alguém numa peça que a pode acompanhar para todo o lado”, diz-nos a criativa portuguesa, que aceita encomendas personalizadas. Catarina já tem peças à venda na livraria Greta, nos Anjos, e prepara-se para lançar uma sweatshirt bordada. Quando a ideia nasceu, Catarina já era conhecida como Cate & Ginger nas redes sociais, como no Instagram e no Youtube, onde costuma partilhar as peças que faz, inclusive com recurso a retalhos que sobram do seu trabalho como modelista têxtil. Mas estava longe de imaginar que o sucesso seria tal que o crochet poderia vir a ser mais do que uma actividade dos tempos livres. “O ano passado, uma rapariga americana viu uma malinha que eu tinha feito para uma amiga e pediu-me para fazer uma para ela”, partilha, relembrando como, mais tarde, percebeu que as cores escolhidas, verde e rosa, eram exactamente as mesmas presentes na capa do livro que andava a ler. © Cate & GingerEsta malinha é inspirada em ‘Bunny’, de Mona Awad Se no início começou por apostar em designs abstractos, como o que fez a pensar em Yerba Buena, de Nina LaCour, ou Ainda

Era uma vez... um podcast com histórias para ver de olhos fechados

Era uma vez... um podcast com histórias para ver de olhos fechados

Era uma vez uma Sara, um Francisco e uma paixão em comum pela música que haveria de os juntar. Tudo começou no Verão de 2003, numa aldeia em Trás-os-Montes. Foi aí que se conheceram, por entre canções bonitas e bandas de garagem, e daí que partiram para o mundo. Primeiro para a universidade em Coimbra, depois para Londres e Paris e, por fim, para Lausanne, na Suíça, onde vivem com os seus três filhos e um podcast com menos de três meses. Chama-se Só Mais Uma História e foi muito desejado. É que os podcasts de histórias para a infância são sempre o ponto alto das viagens que fazem em família. E, «porque não?» pensaram, fazer nascer um em português, que outros adultos e outras crianças pudessem ouvir e ver de olhos fechados. A primeira temporada já está disponível em streaming – são oito episódios para descobrir no Spotify, na Apple ou no Youtube, juntamente com as ilustrações de Teresa Torres, que os acompanham – e a segunda chega lá para Março. © Só Mais Uma HistóriaFrancisco e Sara Alves, os criadores do podcast Só Mais Uma História “Fazemos viagens de caravana pela Europa e tentamos não usar ecrãs para entreter os miúdos, porque eles ficam mais agitados. Normalmente fazemos jogos e ouvimos canções ou podcasts infantis, porque o mercado francófono é fértil em projectos do género. Mas, quando decidimos procurar em português, porque falamos em português com os miúdos, não encontrámos nada que gostássemos tanto. Eventualmente surgiu a ideia de fazermos nós qualquer coisa, que

Nostalgica Museum visits Estoril with video games for the whole family

Nostalgica Museum visits Estoril with video games for the whole family

The Nostalgica Museum will promote a 'Gaming Experience' at the Cascais and Estoril Parish Council building. On February 24th and 25th, families are invited to discover the universe of video games, from the 1970s to the present day. Admission is free. "Understanding the history of video games is recognizing that they reflect the culture, technology, means, and social values of each era. It is through playing that we often learn the dynamics of relationships, the concepts of mutual assistance, and the exercise of skills such as speed, coordination, concentration, and reasoning," reads a statement from the Parish Council, which supports this event promoted by the Nostalgica Museum. Temporarily closed for renovations at the ACT Hub - Oeiras Creative Industries Center, Nostalgica is the only museum in Portugal dedicated to video games. In addition to promoting various itinerant events, you can learn more about the project at The Hood, in the Ubbo Shopping Center, where you'll find the Tokyo Arcade Experience, a Japanese gaming lounge. In addition to historic consoles, you will find classic arcade machines, virtual reality units, and the latest in gaming consoles and computers. A Cosplay Contest is also planned for this special weekend. Participants will be challenged to dress up and act as their favorite video game characters. And, attention, there are prizes for the top three cosplayers, so it's best to start putting your creativity to work. Rua de Santa Rita, 45 (Estoril). Feb

Cidadãos-cientistas contaram 800 casais de corujas-das-torres em Portugal

Cidadãos-cientistas contaram 800 casais de corujas-das-torres em Portugal

Estávamos em Fevereiro de 2023 quando a SPEA – Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves lançou o desafio: procurar corujas-das-torres e contá-las. Os resultados foram anunciados online esta quarta-feira, 14 de Fevereiro. Os cidadãos-cientistas, 1100 voluntários de norte a sul de Portugal e na Madeira, ajudaram a identificar 800 casais de corujas-das-torres no país. Em Lisboa, foram registados 43 locais com estas aves de rapina nocturnas (em 163 pontos de escuta). “Esta iniciativa de ciência cidadã permitiu monitorizar a espécie numa área consideravelmente maior do que teria sido possível se a contagem tivesse sido feita apenas por especialistas”, lê-se em comunicado da SPEA. Os dados recolhidos servem de base para os cientistas estimarem o tamanho actual da população desta ave de rapina nocturna e poderem avaliar a sua evolução no futuro. No âmbito desta iniciativa, para a qual apenas 268 voluntários usaram uma metodologia que exigia conhecimento prévio em identificação de aves, foram submetidos quase 2300 registos. Estes permitiram verificar a presença da coruja-das-torres em 399 quadrículas de 1x10 em Portugal continental e 11 no arquipélago da Madeira. “126 destas quadrículas teriam ficado por monitorizar se o censo não tivesse sido aberto a toda a população”, declara-se na mesma nota, explicando que foi possível alargar o desafio ao público sem experiência porque a coruja-das-torres é muito tolerante à presença humana, nidificando até em edifícios citadinos, e fácil de

Museu Nostalgica visita o Estoril com videojogos para toda a família

Museu Nostalgica visita o Estoril com videojogos para toda a família

O Museu Nostalgica vai promover uma “Gaming Experience” no edifício da Junta de Freguesia de Cascais e Estoril. Nos próximos dias 24 e 25 de Fevereiro, as famílias são convidadas a descobrir o universo dos videojogos, desde os anos 1970 até à actualidade. A entrada é gratuita. “Conhecer a história dos videojogos é reconhecer que estes são reflexos da cultura, tecnologia, meios e valores sociais de cada época. É a jogar que aprendemos muitas vezes a dinâmica das relações, os conceitos da entreajuda, o exercício de capacidades e competências tais como a velocidade, a coordenação, a concentração e o raciocínio”, lê-se em comunicado da Junta de Freguesia, que apoia este evento promovido pelo Museu Nostalgica. Temporariamente fechado para obras, no Hub ACT – Centro de Indústrias Criativas de Oeiras, o Nostalgica é o único museu em Portugal dedicado aos jogos de vídeo. Além de promover vários eventos itinerantes, é possível conhecer melhor o projecto no The Hood, no centro comercial Ubbo, onde encontra o Tokyo Arcade Experience, um salão de jogos japoneses. Além de consolas históricas, vai encontrar máquinas arcade clássicas, unidades de realidade virtual e as últimas novidades de consolas e computadores de gaming. Está ainda previsto um Concurso de Cosplay. Os participantes vão ser desafiados a vestirem-se e a agirem como os seus personagens de videojogos preferidos. E, atenção, há prémios para os três melhores cosplayers, por isso o melhor é começar a pôr a criatividade a trabalh

Espontâneo: seis dias de improviso e workshops gratuitos

Espontâneo: seis dias de improviso e workshops gratuitos

Portugal, Espanha, França, Hungria, Brasil, Egipto. São os países representados este ano no festival Espontâneo, que está de volta a Sintra para seis dias de teatro de improviso. A programação arranca com entrada gratuita este fim-de-semana, nos dias 17 e 18, e retoma com bilhetes a 5€, de 22 a 25 de Fevereiro, no Centro Olga Cadaval. Produzido pelo colectivo Instantâneos, o Espontâneo é o único festival em Portugal dedicado exclusivamente à improvisação teatral. Depois de uma edição online e gratuita em 2021, em plena pandemia, e da estreia do primeiro Campeonato Mundial de Improviso em 2022, 2023 foi o ano em que recebeu o selo de “Most Remarkable Arts Festival” (Festival de Artes Mais Notável, em português), pela EFA – European Festivals Association. “Imperdível este festival de teatro sem guião, no qual o público tem uma palavra decisiva em tudo aquilo que acontece em palco”, lê-se em comunicado da organização, que destaca os bilhetes a 5€, resultado de “uma visão de cultura para todos”. Mas há mais novidades para além do preço das entradas. Com muitas estreias absolutas, esta 12.ª edição dá um especial destaque à improvisação nacional e apresenta, pela primeira vez, uma matiné dedicada exclusivamente às famílias, no domingo, dia 18, às 16.00. Haverá ainda espaço, também no Centro Olga Cadaval, para dois Impro Ensembles, formato que junta no mesmo palco improvisadores nacionais e internacionais. Entre os improvisadores confirmados, estão os colectivos Instantâneos, Os Imp

Já havia muito para fazer no Neoon Space. Agora, também se canta

Já havia muito para fazer no Neoon Space. Agora, também se canta

Estávamos em 2021 quando o Neoon Space aterrou na Praça Central do Ubbo e abriu portas como “o espaço mais retrofuturista e aventureiro do planeta”. Desde então, do playground para crianças aos jogos arcade para todas as idades, não têm faltado razões para rumar em família até à Amadora. E, como a diversão nunca é demais, 2024 trouxe novidades: cinco salas de karaoke, 30 novas máquinas e um novo espaço de snooker, que inclui um bar focado em cocktails, com e sem álcool. É fácil dar pelo Neoon. Na fachada de vidro, além de um neon gigante, há várias chamadas de atenção “para crianças, adolescentes e outros humanóides”. Já lá dentro, apesar do ambiente de pouca luz, as luzes estão por todo o lado: em mais neons, claro, mas também nas centenas de máquinas de jogos arcade, que evocam Tron (1982), um dos primeiros filmes de ficção científica a associar o género aos jogos de vídeo, levando-os para o interior da narrativa. © Francisco Romão Pereira / Time Out “O proprietário é espanhol, mas o conceito foi pensado de propósito para Portugal. A ideia era criar uma certa nostalgia e promover momentos divertidos para todas as idades. O nosso público é mesmo muito transversal e achamos que estas novidades reforçam essa nossa missão”, diz-nos a coordenadora de actividades Débora Di Gesú, que destaca ainda a política de preços do espaço. “Todas as atracções custam menos de 7€.” A variedade de jogos de arcade já era digna de nota, mas agora há 30 novas máquinas, incluindo Daytona para fã

Joana Vasconcelos e Cesariny prolongam estadia no MAAT

Joana Vasconcelos e Cesariny prolongam estadia no MAAT

Se ainda não teve tempo de ir ver “O Castelo Surrealista de Cesariny” e “Plug-in”, de Joana Vasconcelos, não se preocupe, que vai mais do que a tempo. O MAAT prolongou as exposições até 4 de Março e 8 de Abril, respectivamente. A exposição que celebra o centenário do nascimento de Mário Cesariny (1923-2006), a figura mais importante do surrealismo em Portugal, não vai encerrar já no próximo domingo, 18 de Fevereiro, como estava previsto, mas a 4 de Março. Com curadoria de João Pinharanda, Afonso Dias Ramos e Marlene Oliveira, “O Castelo Surrealista de Cesariny” trata-se de uma reconstituição das influências na obra do artista, como André Breton, autor do primeiro manifesto surrealista, publicado em 1924. Já “Plug-in”, que marcou o regresso de Joana Vasconcelos a Lisboa em Setembro de 2023, depois de uma década sem expor na capital portuguesa, também tem a sua estadia prolongada. Com seis obras marcantes na sua carreira – duas das quais nunca tinham sido expostas em Portugal – e uma peça inédita, a exposição ocupa os dois edifícios do MAAT e, ao contrário do que estava previsto, não fica patente apenas até 25 de Março, mas até 8 de Abril. MAAT (Belém). Seg e Qua-Dom 10.00-19.00. “O Castelo Surrealista de Cesariny”: até 4 Mar. “Plug-in”: até 8 Abr. 8€-23€ + Activistas atiram sopa à ‘Primavera’ de Monet. Os casos famosos de obras de arte “vandalizadas” + Leia, grátis, a edição digital da Time Out Portugal deste mês

Descubra os livros que Pessoa leu

Descubra os livros que Pessoa leu

Fernando Pessoa começou a compor a sua biblioteca particular ainda criança, longe de sonhar que essa colecção viria a ser considerada Tesouro Nacional em 2009, 74 anos depois da sua morte, em 1935. Agora, Teresa Monteiro prepara-se para tirar do expositor alguns dos “Livros que Pessoa leu” e contar histórias e episódios da vida do poeta através desses objectos. A primeira sessão está marcada para 15 de Fevereiro. “Se uma análise mais atenta a qualquer biblioteca particular permite, de algum modo, esboçar um perfil do seu possuidor, a Biblioteca Particular de Fernando Pessoa ainda o permite mais, na medida em que é plena de anotações manuscritas pelo próprio Pessoa. Interjeições, remissões, produção literária própria, marcas de leituras, desenhos, entre outros registos pelo punho de Pessoa e que constituem o que chamamos Marginália”, assegura a bibliotecária, que é responsável pela gestão da colecção patrimonial desde 2010. Na primeira sessão, que se realiza no dia 15, entre as 18.30 e as 19.15, Teresa convida-nos a olhar para os livros que, de algum modo, balizam a colecção: o Principia latina, um manual escolar de estudo de latim, usado na África do Sul, que inclui o calendário escolar de Fernando Pessoa; e Desaparecido, de Carlos Queiroz, com dedicatória do próprio autor, datada de 31 de Outubro de 1935, precisamente um mês antes da morte de Pessoa. A entrada é gratuita, mas está sujeita à lotação da Sala de Leitura da Casa Fernando Pessoa. Para participar, basta levantar b

Casa Tigre leva o rock’n’roll à Fufu com tatuagens temporárias

Casa Tigre leva o rock’n’roll à Fufu com tatuagens temporárias

O Carnaval está quase a chegar e Douglas Cardoso convida as famílias a celebrar em modo rock’n’roll. O tatuador e curador da Casa Tigre, marca de roupa independente e estúdio de tatuagens, desenhou uma série de tattoos temporárias que vai levar até à loja-atelier Fufu. Para se juntar à festa, que está marcada para a próxima terça-feira, 13 de Fevereiro, só tem de se inscrever através de e-mail (info@fufu-lojaatelier.com). View this post on Instagram A post shared by FuFu Loja Atelier (@fufu_lojaatelier) Nascido no interior de São Paulo, no Brasil, mas a viver em Lisboa há 13 Carnavais, Douglas Cardoso desenha desde criança e marca a pele de coleccionadores de tatuagens de todo o mundo há 12 anos. No próximo dia 13, espera “tatuar” pais, filhos e até avós num evento para “cool kids” dos três aos 100 anos. Apesar da inscrição ser gratuita, no dia, das 16.00 às 18.00, 3€ dão direito a três tatuagens pequenas ou duas grandes. A propósito do Carnaval, a Fufu tem ainda prevista, para dia 20 de Fevereiro, a oficina de livro-brinquedo “Este Carnaval Quero Ser…”, que se vai realizar das 15.00 às 16.30, para crianças dos quatro aos dez anos. A inscrição (15€, com materiais incluídos) deve ser feita previamente através de e-mail (gambuzino.illustration@gmail.com). Fufu, Rua Luciano Cordeiro, 27D. 13 Fev, Ter 16.00-18.00. Entrada livre, mediante inscrição (info@fufu-lojaatelier.com). + Já sabe o que vai fazer aos miúdos no Carnaval? + Leia, grátis, a edição digital da Tim

Na Cova da Moura, o Carnaval começa na Dentu Zona e acaba na garagem

Na Cova da Moura, o Carnaval começa na Dentu Zona e acaba na garagem

É a primeira vez que o projecto cultural Dentu Zona leva o seu Carnaval a três espaços diferentes. A festa está marcada para este sábado, 10 de Fevereiro, e começa às 14.00, no número 13 da Rua 8 de Dezembro. Mas atenção, a programação – que inclui pinturas faciais para os mais pequenos, música e comida – estende-se até ao Largo da Bola e à Garagem e prolonga-se até às 21.00. A Dentu Zona é uma loja, mas também um projecto cultural, que inclui uma livraria, uma biblioteca e até um atelier de serigrafia. Nasceu em 2015 com Vítor Sanches, que é também o rosto por trás da Bazofo, uma marca de roupa sustentável da Cova da Moura. Foi Vítor a capa da primeira edição da revista trimestral Time Out Lisboa, muito pelo trabalho que tem vindo a desenvolver naquela zona periférica da cidade. “Temos muitos DJs e batuku, moamba da Cláudia Simões, catchupa di Tiburr e congo vegetariana da mana Fatinha”, lê-se numa publicação no Instagram, onde também se anuncia o alinhamento musical, que inclui DJ sets de Mamba Demba (música afro em vinil) e DJ Lucky (com escolhas musicais eclécticas que reflectem as suas grandes influências dentro da música negra), entre muitos outros. Poderá ainda contar com a presença do produtor e DJ Oseias, do colectivo The Blacker The Berry, bem como do projecto Mindel Reggae Family e de muita batucada, para ouvir e dançar em família. “Dá jeito trazer cash para dar umas moedas para os grupos que vão desfilar ou para comprar pastéis ou milho”, avisa-se numa outra publi