Se não fosse jornalista, seria contadora de histórias. Como é mais ou menos a mesma coisa, decidiu que faria da redacção a sua segunda casa. Depois de uma passagem pela secção de Ciência do Público em 2017, onde aprendeu que ser séria não é ser sisuda, aventurou-se pelo jornalismo de lifestyle com a extinta revista Epicur. Pouco depois, mudou-se de malas e bagagens para a Time Out. Já lá vão cinco anos e ainda há tanto por contar. Se depender dela, nenhuma família ficará sem saber o que há para fazer e ver na cidade. É verdade, também se pela por um bom livro e faz questão de partilhar as novidades e os melhores sítios para abastecer a estante. E, se o dia não estiver simpático, das duas uma: ou à mesa ou na sala de espectáculos, fica o encontro marcado. Na Internet, podem encontrá-la aqui.

Se a quiser importunar ou tiver segredos para partilhar, é enviar e-mail (raquel.silva@timeout.com). 

Raquel Dias da Silva

Raquel Dias da Silva

Jornalista, Time Out Lisboa

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As melhores coisas para fazer em Lisboa em Junho de 2026

As melhores coisas para fazer em Lisboa em Junho de 2026

Junho é assumidamente dos meses mais quentes do ano – e não estamos a falar de graus celsius, mas sim da intensidade da agenda cultural. A Primavera está no seu auge e os eventos ao ar livre regressam em força. Mas não só – há concertos, festivais de cinema, peças de teatro, exposições, feiras de arte, eventos gastronómicos e festas para dançar até às tantas. É verdade, os Santos Populares já chegaram e agora só tem de decidir onde quer ir abanar a anca e dar ao pézinho: nesta lista sugerimos apenas quatro, mas o que não falta por aí são arraiais. E lembre-se: quando Junho acabar, o Verão já chegou. Recomendado: As melhores esplanadas em Lisboa  
Os melhores miradouros em Lisboa

Os melhores miradouros em Lisboa

Não fosse uma cidade feita sobre colinas e não teríamos a sorte de apanhar miradouros em cada contracurva. Se é preciso subir muito? Claro. Mas, ao contrário da expressão popular, em Lisboa, a subir todos os santos ajudam (de Santo António a São Vicente, há por cá muitos). As vistas obrigam a paragem obrigatória, mesmo para quem vai com pressa, e delas vêem-se os telhados cor-de-tijolo, monumentos imponentes, o Tejo, as copas das árvores, o Castelo de São Jorge, a Ponte 25 de Abril ou a Margem Sul. Quase todos são de acesso livre e não obedecem a horários, pelo que a única dificuldade que resta é escolher onde ir. Como bónus desta lista dos melhores miradouros de Lisboa, ainda piscamos o olho aos miradouros de Monsanto e também a alguns miradouros pagos pela cidade. Na companhia de um amigo, de um livro ou de um amante, descubra a cidade de outros prismas. Recomendado: Os melhores rooftops de Lisboa
Os melhores parques aquáticos de Portugal

Os melhores parques aquáticos de Portugal

Não há nada mais divertido (nem refrescante) do que um parque aquático no pico do Verão. Sim, já sabemos: as filas, os preços, o número de pessoas por metro quadrado. Mas, sejamos honestos, toda a gente guarda na memória pelo menos um dia imensamente feliz num destes recintos. É dos melhores sítios para se estar quando o calor não dá tréguas. Os viciados em adrenalina estão em casa e as crianças têm sempre algo para fazer. É um excelente programa em família. Para o ajudar a planear os dias quentes, reunimos neste guia prático os melhores parques aquáticos de Portugal, com dicas de preços e atracções que não pode perder. Recomendado: Saiba quais são as melhores praias para este Verão
As melhores coisas para fazer com crianças este mês em Lisboa (e arredores)

As melhores coisas para fazer com crianças este mês em Lisboa (e arredores)

O calor está a aumentar (já levou os miúdos à praia? Já saiu a lista das praias com Bandeira Azul para este Verão), a agenda continua ao rubro e o que não falta em Lisboa são coisas para fazer com crianças. Para aproveitar os tempos livres da melhor maneira, reunimos um generoso conjunto de sugestões, desde espectáculos de teatro e concertos até oficinas criativas, workshops para gulosos e gulosas, exposições mais ou menos interactivas e, claro, actividades ao ar livre. Junte a família e comece a planear tudo o que pode fazer em Lisboa (e arredores) em Junho de 2026, mês dos Santos Populares, como quem diz das festas e dos arraiais. Recomendado: Museus para crianças em Lisboa? São mais que as mães
As melhores coisas radicais para fazer em Lisboa

As melhores coisas radicais para fazer em Lisboa

Isto não é sobre desportos, mas sobre atitude. Por isso, avisamos desde já que, se não tem queda para quedas, ou para o imprevisto, é melhor parar já de ler. Entre atirar machados a um alvo, perder-se no quarto escuro de uma discoteca, voar num túnel de vento ou até saltar de pára-quedas, a dose de adrenalina pode variar, mas a emoção está sempre garantida. Se não tem medo de alturas nem de desafios fora da caixa, veio ao sítio certo. Reunimos neste guia as actividades radicais mais entusiasmantes para quem procura fugir da rotina. Destemidos da cidade: eis as coisas radicais para fazer em Lisboa e arredores que tem obrigatoriamente de riscar da sua lista. Recomendado: Sítios onde um adulto pode ser criança em Lisboa
Coisas para fazer em família este fim-de-semana em Lisboa (e arredores)

Coisas para fazer em família este fim-de-semana em Lisboa (e arredores)

Com este calor só queremos andar no laréu – e, se ainda não sabe quais são as praias com Bandeira Azul onde vale a pena pôr o pézinho este Verão, ainda vai a tempo. A agenda para famílias acompanha sem dar sinal de arrefecer: o que não nos falta são ideias para o que fazer aos miúdos este fim-de-semana até ficarem sem pilhas e ser hora de pô-los na cama. Entre as muitas sugestões para encher o próximo sábado e domingo, encontra desde exposições até oficinas e espectáculos... Basta escolher (e, se estas não chegarem, temos mais ideias de coisas para fazer em Lisboa com crianças). Recomendado: Museus para crianças em Lisboa? São mais que as mães e bem divertidos
10 programas radicais para crianças em Lisboa

10 programas radicais para crianças em Lisboa

Andam com dois ou três pensos rápidos nos joelhos, e os cotovelos e as mãos passam a vida esfolados. Gostam mais de andar pelo ar do que com os pés assentes na terra e desafiam todos os dias as leis da gravidade. Os pais sentem suores frios com frequência e há vezes em que o coração parece que lhes vai saltar pela boca. Passam o tempo a pôr-se à prova, uma e outra vez, razão pela qual partilhamos as melhores propostas de programas radicais para crianças em Lisboa. Os níveis de adrenalina prometem subir só de ler. Recomendado: Saiba quais são as melhores coisas radicais para fazer em Lisboa
As melhores peças de teatro em Lisboa para ver em Junho

As melhores peças de teatro em Lisboa para ver em Junho

Em Lisboa, não faltam opções para ir ao teatro, muitas delas com preços bem apetecíveis (olá, dia do espectador). Mas algumas estão tão pouco tempo em cena que é preciso correr, já que nunca se sabe se (e quando) são repostas. Entre companhias históricas e emergentes, encenadores e actores conhecidos e até os que ainda estão a tentar conquistar o seu lugar, encontra-se um generoso conjunto de peças de teatro a não perder em Junho. Aqui ficam as nossas sugestões, para que na hora de escolher seja tudo mais fácil. Bom espectáculo! Recomendado: As melhores coisas para fazer em Lisboa esta semana
Os melhores ciclos de cinema ao ar livre em Lisboa

Os melhores ciclos de cinema ao ar livre em Lisboa

Os dias estão mais quentes e as noites tendem a ficar demasiado agradáveis para as passar em frente à televisão. A solução? Aproveitar ao máximo a cidade e trocar as salas fechadas por um ecrã gigante montado debaixo do céu estrelado. Assistir a sessões de cinema ao ar livre em Lisboa tornou-se num dos programas obrigatórios para quem quer aproveitar os meses de Verão – sozinho, em família ou num encontro romântico. Desde os grandes filmes em cartaz exibidos em jardins e praças históricas até às projecções mais independentes em esplanadas e terraços com vista para o Tejo, há propostas para todos os gostos. Pelo sim, pelo não, leve um casaquinho. Eis o roteiro dos melhores ciclos de cinema que vão ocupar as noites da cidade. Recomendado: Os melhores sítios para ver as estrelas em Lisboa (e arredores)
Quer ir ao teatro em Lisboa hoje? Estas são as peças para ver esta semana

Quer ir ao teatro em Lisboa hoje? Estas são as peças para ver esta semana

Não precisa de procurar mais por peças de teatro e dança para ver hoje. Aqui, damos-lhe muitas e boas sugestões para toda a semana. Não precisa de ir a todas, mas cuidado – é que algumas produções têm temporadas curtas e esgotam rápido, quer sejam reposições há muito aguardadas ou estreias, obras de companhias nacionais ou digressões estrangeiras. Espreite a nossa lista e planeie a agenda dos próximos dias. E como mais vale prevenir que remediar, também lhe damos as peças que vão estar em cena nos próximos meses, para garantir lugar antes que esgote. Recomendado: As melhores peças de teatro em Lisboa para ver este mês
Guia para aproveitar a Feira do Livro de Lisboa ao máximo

Guia para aproveitar a Feira do Livro de Lisboa ao máximo

O Parque Eduardo VII volta a acolher a Feira do Livro de Lisboa até 14 de Junho. Esta edição estreia um recinto mais intuitivo e aposta na renovação do Espaço dos Pequenos Editores para lhes dar maior visibilidade. No campo ambiental, a iniciativa “Vamos plantar livros” ganha força: serão plantadas 8750 árvores em parceria com a The Navigator, um aumento de 25% em comparação com o ano passado. Com cerca de 900 marcas editoriais e 350 pavilhões, o certame promete mais de 2200 eventos, incluindo a visita da autora internacional Samantha Shannon (O Priorado da Laranjeira). Para não perder nada, consulte este nosso guia essencial para leitores. Parque Eduardo VII. 27 Mai-14 Jun, Seg-Qui 12.00-22.00, Sex e vésperas de feriado 12.00-23.00, Sáb 10.00-23.00 e Dom e feriados 10.00-22.00. Entrada livre Recomendado: Estas livrarias em Lisboa dão-lhe mais que fazer
Os melhores passeios em Lisboa por céu e mar

Os melhores passeios em Lisboa por céu e mar

Estar com os pés em terra firme é sobrestimado. Estar fora dos nossos elementos é sempre mais entusiasmante do que pôr um pé à frente do outro, desde que não tenha vertigens ou hidrofobia. Se não sofrer destas maleitas siga estas sugestões pelas alturas, de balão ou de helicóptero, Atlântico fora de cana em riste, ou apenas a encurtar caminho para alcançar a outra margem. Por céu ou por mar, e sempre tom sobre tom. Azulinho, claro. Estes são os melhores passeios em Lisboa por céu e mar – com os pés nada assentes na terra e a cabeça sempre nas nuvens. Recomendado: Os melhores passeios para fazer este mês

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Meu Querido Santo António

Meu Querido Santo António

Antecipando as festas da cidade, o Museu de Lisboa – Santo António reúne numa única mostra peças únicas de colecções privadas. É uma oportunidade rara de descobrir histórias humanas, devoções particulares e a paixão por trás de cada objecto dedicado ao santo mais querido da capital. O bilhete de entrada custa 4€ e a exposição pode ser vista de terça a domingo, das 10.00 às 18.00.
A Floresta

A Floresta

A Escola Artística de Música do Conservatório Nacional apresenta uma ópera de Eurico Carrapatoso, inspirada na obra de Sophia de Mello Breyner Andresen. A peça segue a viagem mágica de Isabel em busca de um anão lendário que guarda os segredos da floresta. O espectáculo ganha vida com a Orquestra Sinfónica, o Coro do Atelier Musical e ilustrações de Beatriz Bagulho. O bilhete custa entre 5€ e 7€.
Filminhos Infantis à Solta pelo País

Filminhos Infantis à Solta pelo País

Eles andam sem peias, de norte a sul, à boleia da Zero em Comportamento, responsável pela selecção de curtas-metragens. Este mês, estão novamente previstas cinco sessões de cinema em Lisboa, no Auditório da Biblioteca Orlando Ribeiro (6 Jun), Biblioteca do Goethe-Institut (13 Jun), Casa do Comum (13-14 Jun), Cine-Teatro Turim (14 Jun) e Biblioteca de Alcântara (20 Jun). Os bilhetes custam 3€.
Vieira da Silva em Festa

Vieira da Silva em Festa

O dia 13 de Junho não é só o Dia de Santo António – é também a data de aniversário de Maria Helena Vieira da Silva. Como já é tradição, o Museu Arpad Szenes – Vieira da Silva, bem como o Jardim das Amoreiras, mobilizam-se para assinalar a data com actividades gratuitas. Entre as 10.00 e as 20.00, haverá oficinas, concertos, visitas guiadas e edições independentes, inspirando-se na natureza e na ligação da artista a esta paisagem urbana.
Manel e Chico descobrem o Teatro Romano

Manel e Chico descobrem o Teatro Romano

Conhece a história conturbada da descoberta do teatro romano no longínquo ano de 1798? É o que Bruno Magina nos conta em Manel e Chico descobrem o Teatro Romano, que vamos poder ouvir nesta leitura encenada do livro. A actividade, que se realiza a 14 de Junho, às 11.00, no Teatro Romano, é gratuita.
Nell’Est

Nell’Est

A Fábrica Braço de Prata recebe Nell’ Est, um espectáculo a solo do marionetista Catin Nardi para toda a família. Através de uma sequência de personagens da cultura oriental, a peça propõe uma viagem pelo universo fantástico, mitológico e tradicional das civilizações mais antigas do mundo, revelando a história de cada figura artística. O bilhete custa 8€.
A Pesca dos Príncipes

A Pesca dos Príncipes

Pode o azulejo contar histórias de príncipes e pescarias? Esta oficina, a decorrer no Palácio Nacional da Ajuda, convida os mais novos a descobrir as aventuras dos príncipes D. Carlos e D. Afonso no rio Tejo. Inspirados por essas memórias reais, os participantes entre os oito e os 14 anos vão aprender a pintar linguados e charrocos em padrões azuis e, com o pincel na mão, criar o seu próprio azulejo tradicional. O bilhete custa 15€ e inclui acesso ao palácio.
E as Flores?

E as Flores?

No primeiro fim-de-semana depois do Dia Mundial da Criança, que se assinala a 1 de Junho, o Museu do Oriente transforma-se num jardim sonoro com E as Flores?, o mais recente espectáculo da pianista Joana Gama. Concluindo a trilogia dedicada ao mundo natural (após abordar as árvores, os pássaros e os cogumelos), esta peça propõe uma viagem poética inspirada em descobertas feitas em viagens ao Japão e à Madeira. Através da música e de histórias fascinantes, o público de todas as idades é desafiado a olhar para a natureza com curiosidade, celebrando a beleza de cada pequeno detalhe.
Ah Poeta!

Ah Poeta!

Muito além dos músicos e dos intérpretes, o fado é feito de palavras. Esta oficina foca-se na importância dos poetas, propondo uma viagem pela evolução do fado, desde as suas origens na tradição oral até à fusão com a grande literatura. A experiência começa com uma visita guiada à exposição permanente do Museu do Fado e termina com um desafio prático: a criação de um poema visual a partir de textos selecionados. Pensada para crianças a partir dos sete anos que já saibam ler e escrever, a actividade custa 3€.
Rurruas

Rurruas

No dia 30 de maio, a Rua dos Lusíadas (nº 72–80), em Alcântara, abre-se à comunidade e transforma-se num espaço de brincadeira e convívio para todas as famílias, fechado ao trânsito entre as 09.00 e as 18.00. A ideia é juntar crianças, vizinhos, bicicletas, comida e espírito de bairro.
Mãos na Terra

Mãos na Terra

O Museu de Lisboa – Palácio Pimenta abre os seus jardins para duas tardes de voluntariado ecológico, integradas na programação dos Jardins Abertos. O desafio é aprender os segredos da compostagem doméstica e comunitária, ajudando a revirar, monitorizar e triar os resíduos verdes e castanhos do espaço. Como recompensa pelo trabalho sustentável, todos os participantes recebem uma porção de composto maturado para usar nas suas hortas ou vasos. Recomenda-se a inscrição nas duas sessões para acompanhar todo o processo de transformação dos resíduos.
Discoteca Barroca

Discoteca Barroca

Quem disse que a música clássica não dá para dançar? A experiência “Discoteca Barroca” vem provar que o ritmo é intemporal e perfeito para acompanhar o nosso quotidiano. Dinamizada pela Academia de Amadores de Música, a actividade foi desenhada para quem sabe dançar, para quem não sabe e, acima de tudo, para quem se deixa guiar pelo movimento. Um convite descontraído para aproximar miúdos e graúdos do universo musical nos seus mais variados aspectos.

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Esta não-editora estreia-se com um livro filosófico (e cheio de estrelas)

Esta não-editora estreia-se com um livro filosófico (e cheio de estrelas)

Estávamos em Maio de 2023 quando o ilustrador Sérgio Condeço decidiu plantar uma Cebola em Entrecampos, um atelier que também é uma loja, no espaço de uma antiga mercearia na Rua António Ferreira. Três anos depois, anuncia o primeiro livro da Cebola Edições, um projecto editorial sem qualquer estratégia, só a vontade de fazer nascer coisas bonitas de outras coisas bonitas. Com texto de Ana Luísa Arcaro, que o escreveu aos dez anos, Eu sou uma estrela é um álbum ilustrado “poético-filosófico”, para pôr pequenos e grandes a pensar no que é uma estrela, o que nos faz brilhar e o que fazer quando nos sentimos mais ‘apagados’. “Não somos uma editora”, assegura Sérgio, que tem aberto o seu atelier a outros artistas, incluindo outros autores e ilustradores de livros para a infância, como Adélia Carvalho e Kiara Terra, com O Que É a Família?, ou Dora Santos Rosa e Felisbela Fonseca, que assinam Inácia, a Galinha Sindicalista. Claro que, entre posters e cerâmicas arrojadas (não, a Cebola não é uma loja para crianças, embora abrace o espírito curioso dos mais pequenos), também surgem os cerca de 17 títulos que o próprio Sérgio ilustrou, de O Som das Coisas Leves Quando Caem até ao novo É uma estrela, do qual também é editor – desconfiamos que prefira a palavra “pai”, no seu sentido mais afectivo, de quem cria e cuida. A verdade é que não acordou um dia e pensou ‘vou criar uma editora’. O que aconteceu foi um acaso e remonta a Agosto do ano passado. Estava no Brasil, em casa de Ana Luís
Fonte da Telha com estacionamento condicionado já este Verão

Fonte da Telha com estacionamento condicionado já este Verão

A Fonte da Telha poderá ter, já este Verão, um novo sistema de controlo de acessos à praia. A medida faz parte de um plano da Câmara Municipal de Almada para reduzir o congestionamento automóvel e reforçar a segurança numa das zonas balneares mais procuradas do concelho. A proposta foi apresentada este mês aos concessionários locais e prevê a criação de dois parques de estacionamento fora da zona sensível da praia, ligados ao areal através de um serviço de vaivém. Nos dias de maior afluência, o objectivo é evitar o bloqueio dos acessos, um problema recorrente durante a época balnear. O projecto inclui ainda a instalação de uma nova rotunda e de painéis informativos com dados sobre a lotação em tempo real. Mas a principal novidade passa por um sistema de limitação de entrada de veículos: quando a capacidade máxima for atingida, deixará de ser permitida a circulação de mais automóveis para a zona da praia. Segundo avançou uma fonte ao jornal Almadense, serão instaladas duas cancelas com leitura automática de matrículas e videovigilância. Residentes, pescadores, comerciantes e concessionários terão acesso prioritário, através do registo prévio das respectivas matrículas. O investimento previsto para este sistema ronda os 80 mil euros. De acordo com a autarquia, a intervenção pretende responder a duas preocupações centrais: melhorar a segurança de quem frequenta a praia e proteger o equilíbrio ambiental de uma área integrada na Reserva Ecológica Nacional. O projecto terá de respe
Wandson Lisboa estreia-se na literatura com álbum ilustrado sobre luto e amor

Wandson Lisboa estreia-se na literatura com álbum ilustrado sobre luto e amor

Wandson Lisboa é um sucesso nas redes sociais. A sua conta de Instagram foi considerada pelo The Huffington Post uma das dez mais criativas do mundo. É formado em design, mas assume-se “um artista de variedades”, acumulando trabalhos como actor, comunicador e até em direcção de arte. Agora estreia-se na literatura. Editado pela Iguana, O Cão Invisível é um álbum ilustrado para todas as idades e evoca Farofa, o cão que era “um amigo dos bons” e que o autor perdeu há dois anos. É sobre o luto, mas também o amor que ainda sente que nos fala no seu primeiro livro. “A ilustração para mim é uma extensão sentimental do que quero expressar e talvez até me consiga expressar melhor com desenhos do que com palavras”, diz-nos Wandson, antes de revelar que, numa visita recente ao Brasil, de onde é natural, encontrou uns diários gráficos “de criança e até adolescente, com bandas desenhadas” que fazia sempre que lhe acontecia qualquer coisa digna de nota. Na verdade, o hábito nunca se perdeu – só que, em vez de os guardar num caderninho, partilha-os com o mundo. Assim o fez também em 2024, quando adoptou o Farofa. Era o último cão de uma ninhada de quatro irmãos. Brincalhão, mas também muito calmo e independente. Wandson gostava de o passear junto à Casa da Música, no Porto, onde vive, e ilustrava-o frequentemente. Até que um dia, o Farofa foi atropelado e o maranhense perdeu o chão. “Foi uma dor dilacerante”, confessa. “Foi um cão que mudou muito a minha vida, a forma como vejo as coisas.
‘Heartstopper’ estreia na Netflix a 17 de Julho. Antes, o último livro chega a Portugal

‘Heartstopper’ estreia na Netflix a 17 de Julho. Antes, o último livro chega a Portugal

Depois de conquistar milhões de leitores em todo o mundo e tornar-se um verdadeiro fenómeno também em Portugal, Heartstopper prepara-se para chegar ao fim. O muito aguardado último volume da série criada por Alice Oseman chega às livrarias portuguesas no próximo dia 2 de Julho, em simultâneo com o lançamento mundial. Mas as novidades para os fãs não ficam por aqui. Quem adquirir o livro em pré-venda através do site da editora e concluir o pagamento até 31 de Maio terá direito a ver o seu nome impresso numa página especial da primeira edição portuguesa, dedicada aos leitores que acompanharam a história de Nick e Charlie desde o início. Como o espaço é limitado, os fãs terão de garantir rapidamente a sua reserva. O livro estará disponível tanto em edição individual como num novo box set especial com os seis volumes da colecção. Esta edição exclusiva contará com stencil edges e já se encontra disponível para pré-venda no site do Grupo Infinito Particular. O nome impresso corresponderá ao primeiro e último nomes associados à morada de envio, salvo indicação diferente nas notas da encomenda. DRO último volume de ‘Heartstopper’ chega a Portugal a 2 de Julho Criada por Alice Oseman, Heartstopper começou como uma webcomic publicada no Tumblr e no Tapas antes de se transformar numa das séries YA mais populares da última década. A história acompanha Charlie Spring, um adolescente assumidamente gay, e Nick Nelson, estrela da equipa de râguebi da escola, cuja amizade acaba por evoluir
Quer ir correr? Esta plataforma ajuda-o a encontrar a sua “tribo” na cidade

Quer ir correr? Esta plataforma ajuda-o a encontrar a sua “tribo” na cidade

Quer ir correr, mas falta-lhe aquela motivação extra para dar às pernas? O segredo para não falhar o treino pode muito bem ser a companhia. Com o Find Run Clubs, fica mais fácil saber onde há corridas, a que horas acontecem e como nos podemos juntar a elas. A ideia é de Rafael Pardal, que decidiu usar a sua formação como programador e a sua experiência em comunicação, para resolver um problema que sentiu na prática. “Ao preparar-me para uma maratona, percebi que não queria treinar sempre sozinho. Ao mesmo tempo, fui percebendo que encontrar corridas e run clubs era mais difícil do que devia ser”, lamenta Rafael. “A informação existe, mas está muitas vezes espalhada por redes sociais, grupos, stories e publicações difíceis de acompanhar.” Já disponível para consulta em browser, o Find Run Clubs permite consultar corridas e clubes em Portugal, por distrito, e noutras cidades europeias, como Madrid, Barcelona e Paris. O objectivo é simples: ajudar cada corredor, do principiante ao maratonista, a encontrar o evento ou clube ideal, na cidade certa, na hora certa. Actualmente, o directório conta com informação sobre 28 grupos de corrida e mais de 300 eventos, em Lisboa e Porto, mas não só. Se é corredor, basta registar-se na plataforma, através da sua conta Google ou Strava. Depois é só procurar o clube ou evento certo para si e inscrever-se – as páginas de cada clube ou evento incluem sempre informações relevantes, desde horários e detalhes dos treinos até preços. Em Lisboa, entre
O cinema grátis está de volta à Quinta das Conchas

O cinema grátis está de volta à Quinta das Conchas

A cinema grátis não se olha o dente. O CineConchas está de volta à Quinta das Conchas entre 25 de Junho e 11 de Julho, de quinta-feira a sábado, às 21.45. A programação arranca com o thriller Foi Só Um Acidente, de Jafar Panahi, distinguido com uma Palma de Ouro no Festival de Cannes em 2025. O cartaz, com um total de nove sessões, estende-se por três fins-de-semana, e sempre com fitas acabadas de sair das salas de cinema. Na primeira semana, além do drama de Panahi, poderá ver Nuremberga de James Vanderbilt (26 de Junho) e Goat: O Maior de Todos de Tyree Dilihay (27 de Junho). Já na segunda semana, de 2 a 4 de Julho, vão ser exibidos Os Domingos de Alauda Ruiz de Azúa, Mais Forte Que Eu de Kirk Jones e 13 Dias, 13 Noites! de Martin Bourboulon. Segue-se, de 9 a 11 de Julho, Valor Sentimental de Joachim Trier (9 de Julho), Marty Supreme de Josh Safdie (10 de Julho) e, para terminar em grande, um filme para toda a família: a animação de ficção-científica Saltitões de Daniel Chong (11 de Julho). Parque da Quinta das Conchas e dos Lilases (Lumiar). 25 Jun-11 Jul, Qui-Sáb 21.45. Entrada livre 🍿 Mais filmes e séries: notícias, estreias, críticas e principais listas 📲 Siga-nos nas redes sociais: Whatsapp, Instagram, Facebook e LinkedIn
Do bairrismo ao bolo de arroz: já há vencedoras do Concurso de Sardinhas 2026

Do bairrismo ao bolo de arroz: já há vencedoras do Concurso de Sardinhas 2026

Já são conhecidas as cinco grandes vencedoras do Concurso de Sardinhas da EGEAC. Sob o mote “Qual é a tua história?”, a 16.ª edição do certame elegeu as propostas vencedoras a partir de um total de 3128 candidaturas oriundas de 66 países. Os autores distinguidos têm entre 21 e 72 anos, são naturais de Portugal, Brasil e Uruguai, e cada um arrecada um prémio de 1500€. O pódio deste ano conta com duas criações nacionais: a Sardinha Guitarrista, de Helder Teixeira Peleja, e Património Fragmentado, de Martin Narciso. A primeira é uma homenagem à guitarra portuguesa e ao “fado castiço que ecoa pelas ruelas de Alfama”, enquanto a segunda evoca os azulejos tradicionais e “a tensão entre preservação e degradação”. A lista de premiados completa-se com O Telefone das Coscuvilheiras, da luso-brasileira Letícia Amaral de Araújo, que retrata “o espírito bairrista tão característico da cultura portuguesa” ao imaginar duas vizinhas a conversar à janela através de um estendal que é um “telefone de lata”; Bolo de Arroz, do brasileiro Eduardo Ferrão, que “evoca a continuidade entre celebração popular e quotidiano”, ao juntar a sardinha à pastelaria de bairro; e Tomatazo, do uruguaio Hogue, que pensa na forma como o ingrediente, muito presente na dieta mediterrânica, tem sido historicamente usado para mostrar desagrado. Embora a participação tenha ficado abaixo do recorde histórico do ano passado (que registou 6013 propostas), o concurso reafirma o estatuto da sardinha como símbolo maior da cap
Há uma nova Tigre de Papel na cidade. Mas esta é Mini

Há uma nova Tigre de Papel na cidade. Mas esta é Mini

Há dez anos que a Tigre de Papel é paragem obrigatória na Rua de Arroios. Casa por excelência de edições independentes e de autor, tanto vende livros novos como em segunda mão, e tem-se destacado também pela actividade cultural, com eventos em torno da literatura (mas não só). Agora, em jeito de celebração, embora não premeditada, inauguram um novo espaço no bairro, desta vez na Rua Passos Manuel. É a Mini Tigre de Papel, que de mini só tem o nome. “Até achei que era grande demais, não quis logo”, revela-nos por entre risos Bernardino Aranda, que em boa hora mudou de ideias. À porta, anuncia-se o próximo evento: uma oficina de movimento para crianças a partir dos cinco anos. Já lá dentro, a pouco mais de dois passos da entrada, é no Jogo da Macaca, pintado a giz no chão, que o nosso olhar pousa. Está sol e a luz entra em barda, iluminando o espaço. As paredes e as estantes, brancas e em madeira clara, contrastam com a oferta, que vai dos livros e material escolar até ao estacionário e aos jogos educativos. Ao fundo, vislumbramos o que poderia ser uma sala de estar – sobressai um tapete gigante e várias cadeiras miniatura, duas são cogumelos. “Eu já tinha experiência com manuais escolares – e foi isso que me deu confiança para abrir uma livraria generalista, que no Verão fizesse a venda às famílias para que depois, com essa almofada, nos pudéssemos divertir durante o resto do ano”, recorda Bernardino, que abriu a Tigre de Papel em 2016, com o amigo Fernando Ramalho, que ainda
Há um novo cinema ao ar livre em Lisboa (mas só funciona durante dois meses)

Há um novo cinema ao ar livre em Lisboa (mas só funciona durante dois meses)

As sessões de cinema do Cine Society já são um clássico do Verão na cidade. Este ano, anuncia-se um novo espaço: o Príncipe Real Terrace, na Calçada da Glória. Localizado entre a Igreja de São Roque e o Miradouro de São Pedro de Alcântara, tem vista para o Castelo de São Jorge e, claro, para o grande ecrã. As sessões vão decorrer apenas nos meses de Junho e Julho. A programação – já disponível para consulta online – combina grandes clássicos com títulos mais recentes, incluindo Férias em Roma, Casablanca, Mamma Mia! e 10 Coisas Que Odeio em Ti. Além disso, está prevista uma selecção rotativa de conceitos de restauração ao longo da temporada. Os bilhetes continuam a custar 14,50€ por sessão. Se estiver com vontade de ir ao cinema ao ar livre e não lhe apetecer esperar por Junho, já há sessões a acontecer no Carmo Rooftop, no Largo do Carmo – e no Porto, no World of Wine. Fundado em 2017 por Chris Wood e Phil Ilic, o Cine Society começou como uma sessão semanal até se tornar uma operação multi-espaços que ocupa desde terraços históricos até fortes à beira-mar e pátios de hotéis de luxo. Calçada da Glória, 47 (Príncipe Real). Junho a Julho, várias datas, sempre às 22.00. 14,50€ 🏃 Mais coisas para fazer: fique a par do melhor da agenda de Lisboa 📲 Siga-nos nas redes sociais: Whatsapp, Instagram, Facebook e LinkedIn
Festival de Sintra faz 60 anos e o programa é “de grande ambição”

Festival de Sintra faz 60 anos e o programa é “de grande ambição”

O Festival de Sintra, o mais antigo do género em Portugal, celebra este ano seis décadas de música erudita. O alinhamento, que cruza tradição e inovação, vai reunir no concelho, entre os dias 11 e 21 de Junho, artistas consagrados de renome internacional e jovens talentos emergentes, em palcos como o Palácio Nacional de Queluz e a Serra de Sintra. Entre as propostas, incluem-se desde recitais intimistas até formatos inesperados, como caminhadas-concerto ao nascer do sol. A programação foi anunciada pelo presidente da Câmara Municipal de Sintra, Marco Almeida, e o director artístico, o maestro Martim Sousa Tavares, que consideram esta edição comemorativa “uma das mais ambiciosas da história do festival”. “Chegar à 60.ª edição com um programa deste nível é motivo de grande orgulho”, escreve o presidente da autarquia, em comunicado. “Estas ‘bodas de diamante’ simbolizam um compromisso firme com a cultura, a música e o património singular que transforma Sintra num palco incomparável.” A abertura, marcada para 11 de Junho, no Salão dos Cisnes, no Palácio Nacional de Sintra, estará a cargo do aclamado pianista Alexandre Tharaud, com um alinhamento dedicado à tradição musical francesa, do barroco de Rameau às melodias de Bizet e Brel. Mas o ponto do festival, garante a organização, será o Concerto de Estrelas, a 20 de Junho, com a Mahler Chamber Orchestra, sob a direcção de Daniel Harding, e o trompetista sueco Hàkan Hardenberger, “uma das vozes mais expressivas do seu instrumento n
Vencedores do Poster Mostra voltam a transformar Marvila numa galeria

Vencedores do Poster Mostra voltam a transformar Marvila numa galeria

Há 11 anos que a equipa do Poster Mostra desafia artistas e novos talentos a expressarem a sua criatividade através do meio de comunicação mais antigo do mundo: o poster, apresentado em grande formato no espaço público. A partir de 30 de Maio, Marvila volta a ser uma galeria a céu aberto até 30 de Setembro, com uma exposição que reúne as propostas vencedoras da iniciativa. A inauguração, que acontece a 30 de Maio, às 16.00, inclui uma visita guiada à exposição, conduzida pelo curador e director artístico Bruno Pereira. O ponto de encontro é na Rua Amorim, contígua ao Largo Poço do Bispo, onde as obras estarão expostas. “Neste dia, público e autores partilham o gosto pelas artes, bem como as histórias e inspirações por trás de cada criação”, lê-se em comunicado. Ao todo, são 40 trabalhos que cruzam fotografia, pintura, artes gráficas, desenho e ilustração, assinados tanto pelos vencedores das duas Open Calls já realizadas – a Open Call Poster e a Open Call Sandeman – como por nomes convidados, como Binau, Daniela Guerreiro, Luís Perdigão, Teresa Freitas e Tiago Miranda. O programa de entrada livre prolonga-se ainda ao 8 de Marvila, onde estará exposta uma segunda exposição, com todos os trabalhos dos participantes das duas Open Calls do Poster, que continua a contar com uma “crescente participação internacional”, de artistas do Canadá, Espanha, Itália, Bósnia Herzegovina, Bulgária e Brasil. 🏃 Mais coisas para fazer: fique a par do melhor da agenda de Lisboa 📲 Siga-nos nas re
Festival InArt junta artistas nacionais e internacionais em Lisboa e na Amadora

Festival InArt junta artistas nacionais e internacionais em Lisboa e na Amadora

O InArt – Community Arts Festival está de volta. A programação, que reúne artistas nacionais e internacionais em torno de práticas artísticas inclusivas e participativas, estende-se ao Teatro Meridional (28 a 31 de Maio), aos Recreios da Amadora (6 de Junho) e ao Teatro do Bairro (24 a 27 de Junho). Estão ainda previstas actividades paralelas, como laboratórios. “Nesta edição, o festival dá visibilidade a projectos que reflectem a diversidade de contextos, experiências e linguagens, colocando em diálogo diferentes abordagens à criação contemporânea”, lê-se em comunicado da iniciativa, que destaca a apresentação de Nothing to Hide, de 28 a 30 de Maio, às 21.00, e 31 de Maio, às 17.00, no Teatro Meridional. Os bilhetes (13€) já estão à venda. Criado no âmbito do projecto europeu Biokinetics, Nothing to Hide trata-se de uma performance multidisciplinar que reúne intérpretes de Portugal, Itália e Grécia, com e sem deficiência. O espectáculo será ainda acompanhado de uma exposição de fotografia e instalação, que explora a evolução da experiência da pessoa com deficiência na Humanidade desde os primeiros tempos até aos dias de hoje. Segue-se, a 6 de Junho, nos Recreios da Amadora, a apresentação de Olhos Bem Abertos, fruto de uma parceria entre a Cerciama, uma cooperativa de solidariedade social, e a CiM – Companhia de Dança. Com coreografia de Carolina Duarte e Armando Luís, este espectáculo – com sessões marcadas para as 18.00 e as 21.00 – explora a forma como o corpo reage ao co