Se não fosse jornalista, seria contadora de histórias. Como é mais ou menos a mesma coisa, decidiu que faria da redacção a sua segunda casa. Depois de uma passagem pela secção de Ciência do Público em 2017, onde aprendeu que ser séria não é ser sisuda, aventurou-se pelo jornalismo de lifestyle com a extinta revista Epicur. Pouco depois, mudou-se de malas e bagagens para a Time Out. Já lá vão cinco anos e ainda há tanto por contar. Se depender dela, nenhuma família ficará sem saber o que há para fazer e ver na cidade. É verdade, também se pela por um bom livro e faz questão de partilhar as novidades e os melhores sítios para abastecer a estante. E, se o dia não estiver simpático, das duas uma: ou à mesa ou na sala de espectáculos, fica o encontro marcado. Na Internet, podem encontrá-la aqui.

Se a quiser importunar ou tiver segredos para partilhar, é enviar e-mail (raquel.silva@timeout.com). 

Raquel Dias da Silva

Raquel Dias da Silva

Jornalista, Time Out Lisboa

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As melhores peças de teatro e dança em Lisboa para ver em Outubro

As melhores peças de teatro e dança em Lisboa para ver em Outubro

Em Lisboa, não faltam opções para ir ao teatro, muitas delas com preços bem apetecíveis (olá, dia do espectador). Mas algumas estão tão pouco tempo em cena que é preciso correr, já que nunca se sabe se (e quando) são repostas. Entre companhias históricas e emergentes, encenadores e actores conhecidos e até os que ainda estão a tentar conquistar o seu lugar, encontra-se um generoso conjunto de peças de teatro e dança a não perder em Outubro. Aqui ficam as nossas sugestões, para que na hora de escolher seja tudo mais fácil. Bom espectáculo! Recomendado: As melhores coisas para fazer em Lisboa esta semana
Coisas para fazer em família este fim-de-semana em Lisboa (e arredores)

Coisas para fazer em família este fim-de-semana em Lisboa (e arredores)

Com o regresso às aulas, os fins-de-semana em família tornam-se ainda mais valiosos. O tempo está quente, o que quer dizer que só nos apetece andar no laréu, mas prometemos que também há boas opções indoor. E, aqui, as propostas para calorentos e friorentos têm uma coisa em comum: prometem gastar as pilhas dos mais novos até ser hora de ir para a cama. Entre exposições, oficinas e espectáculos, não faltam ideias de coisas para fazer com os miúdos este sábado e domingo. Se quiser mais, tome lá as melhores coisas para fazer em Lisboa com crianças. Recomendado: Os melhores museus para crianças em Lisboa
Leve as crianças a ver estas peças de teatro para toda a família

Leve as crianças a ver estas peças de teatro para toda a família

Há muitas coisas para fazer com os miúdos em Lisboa este mês. Incluindo ir ao teatro. Além de os ensinar a estar atentos e a tirar as suas próprias conclusões, e de lhes apresentar histórias novas, ajuda-os a sossegar (bem sabemos como é difícil convencê-los a estar quietos). Desde a adaptação de clássicos até aventuras novinhas em folha, estas são grandes ideias para gente pequena e decorrem em vários cenários espalhados pela cidade e arredores. Aproveite para tirar os gaiatos de casa antes que estas peças de teatro para toda a família saiam de cena. Recomendado: Fim-de-semana perfeito em família
Actividades para seniores em Lisboa

Actividades para seniores em Lisboa

Aulas de graffiti para os mais velhos, uma plataforma que arranja trabalho para desempregados com mais de 55 anos, uma universidade com 110 disciplinas ou avozinhas que viram designers ou que lhe fazem
o jantar para o resto da semana. A propósito do Dia Internacional do Idoso, celebrado a 1 de Outubro, reunimos projectos, espaços e casos que ajudam a rejuvenescer a cidade. Como uma filha que, após a reforma do pai, criou um projecto para promover uma vida activa na terceira idade. Já não era sem tempo. São as melhores actividades para seniores em Lisboa. Recomendado: Sítios onde um adulto pode ser criança em Lisboa
Livros: novidades a não perder em 2026

Livros: novidades a não perder em 2026

A rentrée não começa verdadeiramente sem as novidades literárias do segundo semestre. Passámos tudo em revista e escolhemos 26 livros. Fresquinhos ou ainda em pré-venda, de autores consagrados e estreantes, de ficção e não-ficção, nos mais variados géneros, em prosa, verso ou banda desenhada, editados pelos grupos Porto Editora/Bertrand, Penguin e Leya, ou por editoras independentes como a Crosta, a Antígona, a Relógio d’Água e a Kiala, estas são as leituras que temos planeadas para os próximos meses. Lembre-se: ler pede calma e dedicação, mas é uma das melhores formas de viajar sem sair do sítio. Recomendado: Sabe o que são alfarrabistas modernos? Fomos conhecê-los
As melhores peças de teatro e dança para ver em Lisboa esta semana

As melhores peças de teatro e dança para ver em Lisboa esta semana

Não precisa de procurar mais por peças de teatro e dança para ver hoje em Lisboa. Aqui, encontra boas sugestões de produções artísticas para preencher a sua agenda de toda a semana. Algumas têm temporadas muito curtas e é costume esgotarem rapidamente, quer sejam estreias absolutas, reposições há muito aguardadas, propostas de companhias nacionais ou digressões internacionais de prestígio. Como mais vale prevenir do que remediar, esta lista vai ajudá-lo a planear com tempo as suas incursões culturais pela cidade. Vale tudo. Só não vale ficar à porta. Recomendado: As melhores peças de teatro em Lisboa para ver este mês
Novos livros para crianças e jovens

Novos livros para crianças e jovens

Livros nunca são demais e a melhor altura para lhes apanhar o gosto é logo desde pequeninos. A verdade é que os miúdos nem precisam de saber ler para se começarem a maravilhar com as páginas ilustradas e as histórias onde nunca falta uma bela lição. Em prosa curta ou em verso, sem nunca dispensar a ilustração aprimorada e cheia de bons esconderijos, estas obras prometem fazê-los abrir a boca de espanto. Uns foram lançados há pouco tempo, outros estão prestes a sair, mas são todos livros infantis e juvenis fresquinhos (da fornada de 2026) que convencem até os adultos. Recomendado: Coisas para fazer em família este fim-de-semana em Lisboa (e arredores)
As melhores lojas de brinquedos em Lisboa

As melhores lojas de brinquedos em Lisboa

De cavalinhos de madeira a jogos tecnológicos, as lojas de brinquedos em Lisboa têm tudo o que é preciso para entreter os miúdos, dar um presente surpreendente ou encantar pais com síndrome de Peter Pan. O que é o mesmo que dizer que as crianças não vão precisar de suplicar “vá lá, vá lá”, porque os crescidos também ficam rendidos. Se quer fugir das grandes superfícies e comprar um brinquedo verdadeiramente original, tem de conhecer estas lojas, autênticos mundos encantados para crianças, onde não faltam marcas portuguesas e livros que não são só para ler (são para brincar, desafiar, desdobrar e interagir) ou para adormecer (são para despertar a mente para coisas novas, excitar os olhos com cores, acordar o cérebro com exercícios divertidos e marcá-lo com histórias inesquecíveis). Recomendado: Quintas pedagógicas: leve-os ao campo sem sair da cidade
The perfect meat in the perfect bread: Mr. Bifana opens at Time Out Market New York

The perfect meat in the perfect bread: Mr. Bifana opens at Time Out Market New York

The Portuguese bifana has just carved out a permanent spot in the city that never sleeps. After the roaring success at Portugal House during the football World Cup — where thousands queued just to try "the perfect meat in the perfect bread" — Mr. Bifana now has its own space at Time Out Market New York. "This story would fill five or six minutes of a podcast," warns Fernando Vaz over the phone, live from Brooklyn, where he has been busy acting as ambassador for Portugal's most famous sandwich. "Gotch-ya," we hear him say on the other end. Moments later, he turns his attention back to us. He'll spend 20 minutes more than he promised telling us the story of his American adventure. Vaz was in Bahrain, working for TAP, when the pandemic ended his career in aviation. It would turn out to be the start of a new chapter — though he didn't know it yet. So he takes us back a few years, to when he had the chance to do an exchange in New Zealand during his Management degree at Universidade Nova de Lisboa. "That was my first eye-opener. After graduating, I started working at a kiosk on Avenida da Liberdade to save up for a trip around the world, which I did with two friends. It lasted eight months, on about ten dollars a day, camping and hitchhiking, sleeping at other people's places. When it ended, I decided to get a pilot's licence, to work in aviation," he recalls. The dream didn't pan out, as we know, but — used to fending for himself abroad — he rolled up his sleeves, bought a tuk-tu
As melhores lojas para crianças em Lisboa

As melhores lojas para crianças em Lisboa

Entrar em lojas dedicadas aos mais novos é um mimo para os miúdos e um encanto para os pais. Quem resiste a um vestido cheio de folhos, a um triciclo de madeira vintage ou àquele papel de parede de estrelas a combinar com as cortinas? Fomos à procura das melhores lojas para crianças em Lisboa e encontrámos a fina flor da moda infantil, da decoração e dos brinquedos na cidade (deixámos de fora as livrarias, porque isso é todo um outro nível de perdição). Para convidar à visita, algumas têm até cantinhos de brincadeiras para os adultos poderem tratar dos negócios à vontade. Vamos às compras? Recomendado: As melhores coisas para fazer em Lisboa com crianças
Os melhores passeios em Lisboa para fazer em Setembro

Os melhores passeios em Lisboa para fazer em Setembro

Comece o ano lectivo em forma, isto é, a dar à perna. Na cidade ou fora dela, de preferência no meio da natureza, o que não falta são opções de passeios e caminhadas, para desanuviar e, quem sabe, aprender uma coisa ou outra. Há percursos para todos os níveis, dos iniciantes aos mais experientes (leia-se pernas firmes e pulmões treinados). Levante-se do sofá, vista a sua roupa mais confortável, prepare o kit (o chapéu e a garrafa de água são essenciais) e vá aproveitar os melhores passeios em Lisboa (e arredores) para fazer em Setembro. Há de noite e de dia, com vários níveis de dificuldade. Recomendado: Coisas para fazer em família este fim-de-semana em Lisboa (e arredores)
As melhores coisas para fazer com crianças este mês em Lisboa (e arredores)

As melhores coisas para fazer com crianças este mês em Lisboa (e arredores)

O calor continua a chamar-nos para a rua (Já levou os miúdos à praia? Aqui tem a lista das praias com Bandeira Azul para este Verão), a agenda continua ao rubro e o que não falta em Lisboa são coisas para fazer com crianças. Para aproveitar os tempos livres da melhor maneira, reunimos um generoso rol de sugestões, desde espectáculos de teatro e concertos até oficinas criativas, workshops para gulosos e gulosas, exposições mais ou menos interactivas e, claro, actividades ao ar livre. Junte a família e comece a planear tudo o que pode fazer em Lisboa (e arredores) em Setembro de 2026. Recomendado: Museus para crianças em Lisboa? São mais que as mães

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Acontece Camões

Acontece Camões

Neste espectáculo, Paulo Filipe e convidados colocam a vasta obra lírica, épica e epistolar de Luís de Camões em diálogo directo com os autores contemporâneos que nele encontraram inspiração. A criação propõe uma viagem cénica e sonora onde os versos camonianos se cruzam com as vozes de poetas que subiram aos ombros do gigante da língua portuguesa, reunindo textos de Jorge de Sena, Eugénio de Andrade, Sophia de Mello Breyner Andresen, Miguel Torga, Guerra Junqueiro, José Saramago, Manuel Alegre, Jorge Sousa Braga e Ernesto Melo e Castro. Em cena nos dias 9 e 10 de Outubro, sexta e sábado às 21.00, no Teatro Taborda. Os bilhetes custam 12€.
Ájax

Ájax

Considerado o segundo maior guerreiro grego no término da Guerra de Tróia, Ájax viu a desejada armadura do falecido Aquiles ser entregue a Ulisses, um golpe de desonra que desencadeou uma fúria cega de vingança contra os seus próprios companheiros de armas. É sobre este episódio devastador da mitologia que se debruça Ájax, criação da estrutura Soluços D'inverno apresentada em co-produção com a Galeria Zé dos Bois e o Teatro Municipal Joaquim Benite. Partindo do texto clássico de Sófocles, a encenação de Cláudio da Silva – que assina a dramaturgia ao lado de Carolina Dominguez e Rita Ferreira – explora a intervenção da deusa Atena, que mergulha o herói num delírio trágico onde confunde o rebanho do inimigo com os próprios generais gregos, conduzindo-o inevitavelmente à auto-destruição. Os bilhetes custam 10€.
As Telefones

As Telefones

A escrita de Djaimilia Pereira de Almeida ganha corpo numa adaptação encenada por Zia Soares que explora a distância, a memória e as falhas de comunicação. Em cena na Sala Estúdio Valentim de Barros, a acção acompanha Bia e Estrela, mãe e filha separadas por um oceano e ligadas exclusivamente através de auscultadores e microfones ao longo de três décadas. Acompanhando a própria evolução da tecnologia – das complexas e ruidosas chamadas intercontinentais de antigamente às instantâneas mensagens de voz do WhatsApp –, o desenho do amor entre as duas protagonistas é moldado pelas interferências, pelo tempo e pelas distorções do som, que tantas vezes atrapalham e afastam em vez de aproximar.
Imitação dos Pássaros

Imitação dos Pássaros

Os conflictos e os não-ditos de uma estrutura familiar complexa sobem ao palco num novo texto com encenação de Tiago Torres da Silva. A acção acompanha Filipe, um jovem repleto de aspirações que encontra na avó uma cúmplice absoluta, mas que enfrenta a incompreensão e a rejeição de um pai severo. No centro desta dinâmica em ebulição surge a paixão visceral do protagonista pelo teatro e a sua identificação com Nina, a trágica personagem de A Gaivota de Anton Tchekhov, elemento que desencadeia a revelação de velhos segredos e sentimentos ocultados durante anos. O elenco conta com as interpretações de Baltasar Marçal, Lídia Franco e Tiago Fernandes, destacando-se a realização de duas sessões acessíveis com audiodescrição nos dias 23 de Outubro e 25 de Outubro. Os bilhetes variam entre os 12€ e os 17€.
Laissez-Faire

Laissez-Faire

Os Possessos estão de volta, com uma nova criação inspirada na matriz de Woyzeck, a emblemática peça de Georg Büchner, aqui transposta para o universo empresarial contemporâneo. A acção decorre no seio de uma corporação regida por uma hierarquia implacável, onde a retórica da “família de colaboradores” disfarça a lei do mais forte e o cinismo do mercado livre. É neste ambiente que se movimenta Jorge, um pai solteiro que, iludido pela promessa de um futuro melhor, aceita sem hesitação o jugo e as exigências desmedidas das suas chefias. Em cena de 9 a 11 de Outubro, sexta às 20.00, sábado às 19.00 e domingo às 17.00, no Centro Cultural de Belém. O bilhete custa 15€.
Feira Medieval de Marvila

Feira Medieval de Marvila

O Parque Urbano do Vale Fundão volta a recuar no tempo para acolher a IX Feira Medieval de Marvila, que se apresenta este ano reforçada em dimensão e com uma oferta alargada de bancas de artesanato, tavernas de restauração e áreas de refeição. A programação da recriação histórica conta com cortejos de época pelas ruas da freguesia, apresentações de dança oriental com serpentes, números de teatro de rua e artes circenses. Os momentos de maior adrenalina ficam reservados para os espectáculos de combate e para o tradicional torneio a cavalo com lutas de espadas. Na manhã do dia 25 de Setembro, entre as 10.00 e as 12.00, o recinto reserva uma agenda inteiramente dedicada aos miúdos, que inclui jogos medievais, oficinas de dança e uma exposição interactiva de aves de rapina. Mas no fim-de-semana também haverá muito que fazer, inclusive uma peça de teatro infantil, em cena tanto no sábado como no domingo.
Uma Casa Chamada Igualdade

Uma Casa Chamada Igualdade

O Palácio Sinel de Cordes vai acolher uma sessão especial de contação de histórias com tapetes narrativos, concebida para bebés, crianças e famílias. Orientado por Inês Blanc, o encontro parte da premissa de que o mundo funciona como uma casa alargada com regras e direitos comuns, transformando a leitura num momento de intimidade e partilha afectiva. Em cena, as figuras dos livros ganham vida tridimensional através de bonecos de pano coloridos que reproduzem fielmente as ilustrações originais das obras, criando um ambiente de escuta e sonho que aproxima os mais novos da literatura e sensibiliza miúdos e graúdos para a importância da empatia. A participação na actividade é inteiramente gratuita, mediante inscrição prévia por e-mail( atividades@trienaldelisboa.com).
Big Bang

Big Bang

É melhor pedir aos miúdos para se prepararem para mais uma grande explosão de música. O festival Big Bang está de volta ao CCB e à Fábrica das Artes a 2 e 3 de Outubro, para as escolas e as famílias, respectivamente. A programação, pensada sobretudo para os espectadores mais jovens, inclui desde espectáculos multidisciplinares até instalações interactivas. Destaca-se, por exemplo, a estreia do concerto-interactivo Norquestra, de António-Pedro, da companhia Caótica, que desenvolveu este espectáculo em colaboração com músicos e neurocientistas. A programação completa pode ser consultada online, no site do CCB. Centro Cultural de Belém. 2-3 Out, Sex (escolas) e Sáb (famílias) vários horários. Desde 4,50€ (as actividades ao ar livre são gratuitas)
Quantas vidas guarda um fragmento

Quantas vidas guarda um fragmento

Os arqueólogos são uma espécie de detectives do passado e este workshop vai prová-lo. Partindo da instalação artística O que Resta, os mais novos, a partir dos oito anos, vão perceber como pequenos fragmentos da colecção do Teatro Romano escondem grandes histórias: quem os fez, qual era a sua função e por onde passaram. Uma viagem no tempo para desvendar as muitas vidas que cabem num pedaço de pedra. A actividade custa 5€.
Ser Diferente É Normal

Ser Diferente É Normal

Publicado originalmente em 2024, pela Cordel d’Prata, a obra com que Rui Alvarez se estreou na literatura infanto-juvenil é agora reeditada pela Penguin. A história – que também estará em cena no Tivoli BBVA de 10 de Outubro a 7 de Novembro – fala-nos de um bando de animais e do seu desejo de serem iguais aos outros. Uma girafa de pescoço curto, uma toupeira com asas, um elefante sem tromba, um pelicano sem patas, um hipopótamo magérrimo, um crocodilo desdentado, um urso de pêlo comprido e um leão sem juba. Todos se sentem deslocados, inúteis e sozinhos. Até que, de forma inesperada, uma tempestade os reúne numa gruta e os obriga a olhar de frente para os seus medos e frustrações. O bilhete custa 15€.
Feira de Vinil de Benfica

Feira de Vinil de Benfica

Os Jardins do Palácio Baldaya acolhem a 10.ª edição da Feira Nacional de Vinil de Benfica, um evento com curadoria de Alexandre Barbosa, responsável pelo Vinil Live Market, e apoio da Junta de Freguesia de Benfica. O mercado conta com expositores de discos de vinil, discos de grafonola, cassetes, cartuchos, CDs, DVDs de música, VHS, pratos de gira-discos, colunas de som e amplificadores. Ao longo dos dois dias, o recinto conta ainda com um alinhamento musical. A entrada é livre.
Gargalhadas na Lua

Gargalhadas na Lua

Lisboa prepara-se para rir a bandeiras despregadas com mais uma edição da Gargalhadas na Lua – Mostra de Palhaços e Comicidade, que decorre entre os dias 22 de Setembro e 3 de Outubro, na Casa do Coreto, em Carnide. Com a chancela da companhia Lua Cheia Teatro para Todos e da associação cultural A Nariguda, a programação é inteiramente dedicada ao universo do clown contemporâneo, à comicidade física e ao teatro gestual. A entrada é livre, sujeita à lotação dos espaços, e haverá contribuição ao chapéu, o que significa que o público paga o que achar justo.

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‘Herbário’: Capicua regressa aos livros com um passeio poético pelo jardim

‘Herbário’: Capicua regressa aos livros com um passeio poético pelo jardim

Quem acompanha o trabalho de Capicua para a infância sabe que a porta de entrada é sempre a mesma: o ar livre. Foi assim quando criou a banda Mão Verde, quando deu vida a uma flor no seu livro de estreia, Cor-de-margarida, ou ao colocar um caracol a braços com a crise da habitação, em Como é que um caracol foge de casa?. Agora, em Herbário – Um passeio poético pelo jardim, a rapper e escritora do Porto volta focar a sua lupa no mundo natural, convidando grandes e pequenos a olharem para os jardins com atenção redobrada. Com ilustrações de Carolina Maria e consultoria científica da especialista em botânica Teresa Matos Fernandes, Capicua reúne 30 árvores e plantas – do abacateiro à urtiga, da buganvília ao rododendro – para falar de amizade, do espanto, do desejo e de tantos outros temas universais. “Neste momento, vou mudar de casa e tenho a horta em stand-by, mas nos últimos anos, ter uma horta tem sido dos meus hobbies favoritos”, confessa a autora, que cresceu numa família “que gosta muito de árvores, e de botânica no geral”. O fascínio vem de longe: “Como passei todas as férias da minha infância e adolescência na mesma casa de campo, que é da minha família, sempre cultivei o interesse pelas ervas, plantas, flores e árvores. É um interesse que vem de miúda, de uma forma completamente amadora, ao contrário da minha irmã, que é arquitecta paisagista e fez disso profissão. No meu caso, o entusiasmo revela-se sobretudo no trabalho para a infância, na literatura e na música.”
Até ao infinito e mais além. Esta experiência imersiva leva-nos ao Espaço

Até ao infinito e mais além. Esta experiência imersiva leva-nos ao Espaço

O universo está prestes a ficar ao alcance de todos. A partir desta quinta-feira, 17 de Setembro, Lisboa transforma-se numa porta de entrada para o cosmos com a chegada de “Smithsonian Viagem Pelo Cosmos: Uma Experiência”. É a terceira experiência imersiva, com recurso a realidade virtual, a ocupar a sala subterrânea da Estação de Metro do Terreiro do Paço. Depois de uma viagem no tempo até ao Antigo Egipto e de subirmos até ao Machu Picchu, no alto da Cordilheira dos Andes, somos convidados a ir mais longe, mais alto e, literalmente, para fora deste mundo. Desenvolvida em colaboração com o prestigiado Smithsonian Astrophysical Observatory (SAO), esta produção combina tecnologia de realidade virtual com dados astronómicos reais recolhidos ao longo de décadas. Fundado em 1890, o SAO integra actualmente o Center for Astrophysics, um dos principais centros mundiais de investigação em astrofísica. A premissa é ambiciosa: aproximar o público de fenómenos que, pela sua escala e distância, parecem impossíveis de experimentar em primeira mão.  A ideia é que, em apenas 40 minutos, experienciemos uma jornada que atravessa o ciclo de vida das estrelas, a formação das galáxias, o funcionamento do Sistema Solar e alguns dos fenómenos mais extremos do universo, até chegar aos misteriosos e insondáveis buracos negros. Mas não se trata apenas de observar. Pela primeira vez, os visitantes podem também interagir directamente com aquilo que os rodeia, explorando objectos, manipulando elementos
No Yokocho de Tiago Penão, a estrela é o ramen feito de raiz, dos caldos à massa

No Yokocho de Tiago Penão, a estrela é o ramen feito de raiz, dos caldos à massa

O ramen, um dos maiores símbolos gastronómicos do Japão, tem as suas raízes no lamian chinês, um prato de noodles servido num caldo simples de carne, que ficou inicialmente conhecido como shina soba. Após a sua introdução por imigrantes chineses no século XIX, os cozinheiros japoneses não só reinventaram a receita, como a elevaram – dizemos nós e subscreve qualquer pessoa que já tenha provado um ramen a sério. Falamos de caldos profundos e complexos, como o tonkotsu à base de ossos de porco, e de uma grande variedade de acompanhamentos que transformaram a sopa de rua num fenómeno cultural à escala global. É em homenagem a esta rica tradição que o chef Tiago Penão se prepara para abrir o Yokocho, uma ramen-ya na Praça das Flores, que se quer autêntica e, portanto, purista, ao serviço de caldos límpidos e massa feita na casa. A ideia, faz questão de reforçar, é contrariar uma certa “democratização de ramen que não é ramen”; e, acima de tudo, honrar a gastronomia japonesa. “Quando vou a um vegetariano, não vou à espera que me sirvam um bitoque”, diz, provocador, antes de explicar que “o verdadeiro ramen leva sempre proteína animal”. “No Japão, [os restaurantes de ramen] são ramen-ya, que significa literalmente loja de ramen”, acrescenta o chef, que acredita que, apesar da oferta ser imensa, há muito ramen por aí que não é ramen. Entre as “raríssimas excepções”, está a Ramen House Aska, no Cais do Sodré. “Gosto imenso da Asuka”. Apesar de também servir uma alternativa vegana – à
D. Maria II volta a casa mas com o país dentro (e muitas mulheres)

D. Maria II volta a casa mas com o país dentro (e muitas mulheres)

O Teatro Nacional D. Maria II está encerrado para obras estruturais desde Janeiro de 2023. O projecto de intervenção envolveu o restauro, manutenção e renovação de várias zonas do edifício, com destaque para a antiga sala de cenografia, que agora abriga os escritórios e um jardim de Inverno. Esta quarta-feira, 24 de Junho, Rui Catarino, presidente do Concelho de Administração, e Pedro Penim, director artístico, abriram as portas para uma visita aos bastidores, que antecipa a reabertura em Setembro, depois dos já anunciados “ensaios de Verão”. “Estamos entre o que está a terminar e o que começa; entre um longo período em que tivemos serviço público de cultura sem o conforto deste edifício e o regresso, em Setembro, a este monumento nacional renovado; a memória de uma casa com 180 anos e a responsabilidade de a preparar para muitas décadas mais”, afirmou Rui Catarino, que destacou a importância de pensar o papel da instituição para a democracia e a sociedade – “uma sociedade de unidades livres, justas e sustentáveis”. “Um teatro nacional sem o seu edifício não deixa de ser teatro, mas deixa de poder confundir a sua missão com a sua morada. Isso transformou-nos.” Além da limpeza das fachadas, as cantarias foram recuperadas e foi instalada iluminação monumental com tecnologia LED no exterior do edifício. Já a zona de átrio, foi também reformulada para facilitar a entrada no edifício, com a bilheteira e a livraria num espaço único, também renovado – a livraria, por exemplo, tem ag
A Gleba já não é só uma padaria. Marca reforça aposta na cafetaria

A Gleba já não é só uma padaria. Marca reforça aposta na cafetaria

Estávamos em 2016 quando Lisboa viu nascer a Gleba, uma pequena padaria de fermentação natural em Alcântara. Passados dez anos e facturação de milhões, Diogo Amorim quer transformar os espaços da marca em locais de permanência onde o pão artesanal sirva de base a uma oferta pensada para todas as horas. “A mais recente etapa desta expansão acontece na loja do Estoril, que passa agora a integrar serviço de cafetaria”, lê-se em comunicado. Actualmente, a Gleba conta com cafetaria nas lojas do Estoril, de Cascais, Restelo, Parede, Almada, Telheiras, Príncipe Real, Saldanha, Parque Eduardo VII e Parque das Nações. Para acompanhar esta evolução, há também novos menus: o Menu Pequeno-Almoço (4,95€), o Menu Brunch (12,95€), o Menu Sanduíche (9,95€) e o Menu Bebida & Bolo (3,95€). Já entre as novidades na carta, destacam-se duas novas sanduíches: uma de pastrami, desenvolvida em parceria com o Kau BBQ, e uma receita renovada de BLT (bacon, alface e tomate).  “Esta evolução representa mais um passo na ambição da padaria de continuar a crescer sem perder aquilo que sempre a distinguiu: colocar pão de qualidade no centro da alimentação, agora também através de uma experiência de cafetaria cada vez mais completa”, lê-se na nota da Gleba, que também reforçou a oferta de café de especialidade, com uma selecção de grãos de origem torrados pelo RoastBerry Coffe Lab. As últimas de Comer & Beber na Time Out No Verão, aproveite os dias longos ao ar livre com as melhores esplanadas e os melhores
No 24 Club, a ideia é conquistar (a correr) todas as freguesias de Lisboa

No 24 Club, a ideia é conquistar (a correr) todas as freguesias de Lisboa

Bruno Claro, fundador do projecto Correr Lisboa, organiza treinos gratuitos em vários pontos de Lisboa há mais de dez anos. Agora, quer incentivar-nos a percorrer todas as 24 freguesias da cidade. Para isso, criou o 24 Club, um desafio de corrida gratuito, que inclui um ranking e oferta de descontos à medida que vamos conquistando zonas. “Não é uma corrida de um dia, nem existe um percurso único. Cada pessoa escolhe quando, onde e com quem”, esclarece Bruno, que está empenhado, sobretudo, em “usar o desporto para aproximar pessoas e fazê-las viver a cidade de outra forma”. A ideia, revela-nos, nasceu de uma constatação muito simples depois de mais de uma década a correr por Lisboa: quem corre costuma fazê-lo quase sempre nos mesmos locais. Para participar, basta criar uma conta gratuita e registar as corridas manualmente, exportando um ficheiro GPX, ou associar a aplicação Garmin Connect, que faz o registo de forma automática, contabilizando os dados fornecidos pelo GPS, que são necessários para validar cada conquista. Quanto aos percursos, nada tema, que são sempre privados. Servem apenas para validar o progresso. Actualmente, Vítor Tavares Marques é o único corredor que já conquistou as 24 freguesias de Lisboa. O próprio Bruno ainda não conseguiu a proeza: faltam-lhe oito. “O objectivo a longo prazo é, no entanto, bastante maior do que completar 24 freguesias”, assegura. “Queremos criar razões para alguém ir correr a uma freguesia onde nunca esteve, descobrir um jardim, uma
Festival Política, de volta em Setembro, muda-se para São Vicente

Festival Política, de volta em Setembro, muda-se para São Vicente

O Festival Política, evento dedicado aos direitos humanos e à cidadania em Portugal, regressa a Lisboa entre os dias 24 e 25 de Setembro. Este ano, depois de perdido o apoio prévio da Câmara Municipal, muda-se o recinto do Cinema São Jorge para os equipamentos da Junta de Freguesia de São Vicente, com quem a organização firmou uma parceria para esta 10.ª edição, que nasce em co-produção também com a Associação Isonomia e ocupará não um, mas vários espaços. A programação, essa, será toda de entrada gratuita e foi construída em torno dos 50 anos da aprovação da primeira Constituição da República Portuguesa. Na agenda, o destaque vai desde logo para a intervenção política dos cidadãos, com uma oficina-debate no primeiro dia, 24 de Setembro às 17.00, para “Mapeamento Coletivo do Bairro Azul”, que dará voz a narrativas de moradores desse bairro de São Vicente. No dia seguinte, 25 de Setembro às 18.00, promove-se “Mapa da Cidade”, oficina de cartografia da freguesia de São Vicente com António Brito Guterres e Emma Andretti. Segue-se, a 26 de Setembro, pelas 16.00, uma apresentação e discussão colectiva aberta ao público a partir do resultado dessas duas actividades. Ainda no dia 26, mas de manhã, às 11.00, estão previstas duas oficinas: uma fará uso d’A Constituição em Cartas, um baralho ilustrado sobre direitos, liberdade e imaginação, pensada para crianças a partir dos seis anos e suas famílias; e outra dedicada à expressão verbal e corporal através de jogos teatrais e de improv
A carne perfeita no pão perfeito: Mr. Bifana abre no Time Out Market de Nova Iorque

A carne perfeita no pão perfeito: Mr. Bifana abre no Time Out Market de Nova Iorque

A bifana portuguesa acaba de conquistar um lugar cativo na cidade que nunca dorme. Após o sucesso estrondoso na Portugal House durante o Mundial de Futebol, com milhares a fazerem fila só para comer “A febra perfeita no pão perfeito”, o Mr. Bifana tem agora o seu próprio espaço no Time Out Market de Nova Iorque. “Esta história dava cinco ou seis minutos de podcast”, avisa-nos Fernando Vaz ao telefone, directamente de Brooklyn, onde tem estado ocupado a ser embaixador da sandes mais famosa de Portugal. “Gotch-ya”, ouvimo-lo dizer do outro lado. Pouco tempo depois, volta a dedicar-nos a sua atenção. São mais 20 minutos do que o prometido para nos contar a sua aventura nos Estados Unidos. Vaz estava no Bahrein, com a TAP, quando a pandemia acabou com a sua carreira na aviação. Seria o princípio de um novo projecto de vida, mas ainda não sabia. Por isso, recua uns anos na história, para quando teve oportunidade de fazer um intercâmbio na Nova Zelândia, durante a sua licenciatura em Gestão na Universidade Nova de Lisboa. “Foi o meu primeiro ‘abre-olhos’. Depois do curso, comecei a trabalhar num quiosque na Avenida da Liberdade para poupar dinheiro para uma viagem pelo mundo, que fiz com dois amigos. Durou oito meses, com cerca de dez dólares por dia, sempre a acampar e à boleia, a dormir em casa de outras pessoas. Quando chegou ao fim, resolvi tirar uma licença de aviação, para ser piloto”, recorda. O sonho não se cumpriu, já sabemos, mas, habituado a desenrascar-se além-fronteira
Neste novo sports bar, pode jogar golfe em menos de 60 minutos

Neste novo sports bar, pode jogar golfe em menos de 60 minutos

E se lhe desse vontade de jogar golfe a meio do dia? Sempre quis experimentar mas sente-se intimidado pela etiqueta de campo? O Downtown Golf, que abriu recentemente no Areeiro, pode muito bem ser a solução. Além de um sports bar, tem sete simuladores da TrackMan, que permitem rastrear com extrema precisão o movimento do taco e o voo da bola, entre outras métricas que ficam associadas à sua conta e podem ser consultadas em qualquer lugar. A ideia é ter acesso a dados reais sobre a sua prática, que o possam ajudar a evoluir. Mas se quiser só ir jogar com a família e os amigos também pode. “Hoje em dia, uma pessoa que queira jogar 18 buracos num campo qualquer tem de contar, na melhor das hipóteses, com 20 minutos para ir e 20 minutos para voltar. Depois ainda tem de alocar quatro a cinco horas para estar a jogar. Aqui, estando no centro de Lisboa, se calhar a deslocação são só cinco minutos, e para jogar 18 buracos sozinho é preciso 40 a 45 minutos, no máximo 60”, diz-nos o sócio Martim Spratley, que se confessa mais entusiasmado com a vertente de sports bar. “Podemos convidar um amigo ou outro, vir cá ao final do dia, fazer 18 buracos ou ficar a conviver, a ver desporto nas televisões.” Não é o primeiro espaço a oferecer golfe indoor em Portugal – a FitGolfe, em Odivelas, também conta com uma sala com simulador TrackMan –, mas diz quem percebe da coisa que é provavelmente a primeira com estas condições. São 630 metros quadrados, diz-nos o responsável comercial Gonçalo Lobo Na
Hinô Brunch: não é na Ásia, é em Belém (e tem pratos para todas as horas)

Hinô Brunch: não é na Ásia, é em Belém (e tem pratos para todas as horas)

Quando chegamos, já não há lugares no interior. Cá fora, a esplanada também está cheia. Assim que vaga uma, sentamo-nos. Ying Cui, a proprietária, serve às mesas e pede desculpa por não conseguir sentar-se um pouco a conversar. A partir das quatro da tarde, é difícil parar. Desde que abriu portas no início deste ano que o Hinô não tem passado despercebido. A carta inclui doces e salgados, tudo de inspiração asiática. O best-seller são as panquecas japonesas. Muito fofas e altas, estão disponíveis em quatro versões e dão a sensação de estar a comer nuvens. “Sou originalmente de Pequim, na China. Vivi em Macau, Hong Kong e na América Latina e viajei bastante antes de me mudar para Lisboa há mais de três anos”, partilha Ying por mensagem, já no final do dia. Diz que se apaixonou pela história e pela luz, mas queria criar um espaço “mais calmo e acolhedor, um lugar onde as pessoas quisessem abrandar”. No fundo, um oásis no meio da azáfama de Belém. “Senti que havia espaço para um café asiático que não entrasse em competição directa com os cafés e pastelarias tradicionais portuguesas, nem com a crescente oferta de brunch ocidental.” Rita ChantreYing Cui, proprietária do Hinô, em Belém No Hinô, as tostas abertas (12,80€-13,80€) são “Hong Kong Style”, com frango, vaca ou atum, e as bebidas de assinatura são excepcionalmente doces. Há desde chás com leite – o mais pedido vem com um ursinho de gelo (5,80€) – até smoothies de fruta e iogurte, como o Verão de Miyazaki (7€), entre mais
Na REŸS, cada gelado é uma viagem pelo mundo

Na REŸS, cada gelado é uma viagem pelo mundo

Estávamos em 2020 quando Jean-Pierre, um professor universitário francês, teve um sonho inusitado: viu-se a servir gelados no topo de Paris. Quando acordou, resolveu viajar para Itália, para aprender a arte do gelado artesanal na Toscânia. Dois anos depois, inaugurou a primeira REŸS, no bairro parisiense do Marais. Em Portugal, a estreia aconteceu no Verão do ano passado, em Campo de Ourique. “Um dos melhores gelados que já tive o prazer de comer”, “combinação de sabores muito singular”, “uma das melhores experiências que já tive em Lisboa”, lê-se pela Internet. Passado um ano, a equipa da Time Out decidiu descobrir a razão para tantas críticas positivas. Não é uma gelataria qualquer. Além de uma esplanada com sombra, tem capacidade para receber mais de duas dezenas de clientes no interior e é “work-friendly”, como se lê à porta, num quadro de ardósia, que também anuncia um menu de degustação. Lá dentro, já há alguém ao computador, enquanto come gelado. Pouco tempo depois, chega uma senhora: “Está cá? Pediu uma ou duas bolas?”, pergunta. “São clientes habituais”, explica-nos a responsável da loja. Chama-se Mitza Mendes, é cabo-verdiana, mas vive em Lisboa há anos e ajudou Jean-Pierre a tratar das burocracias. “Quando nos conhecemos, houve logo um clique. A minha entrevista demorou umas três horas e depois fui para França, com mais duas colegas, para aprender a fazer os gelados.” Rita ChantreREŸS, em Campo de Ourique A abertura em Lisboa demorou o seu tempo – o espaço esteve
Manteigaria chega ao centro histórico de Sintra

Manteigaria chega ao centro histórico de Sintra

O famoso sino da Manteigaria já toca no centro da vila de Sintra. A marca de pastéis de nata acaba de inaugurar uma nova fábrica em plena Praça da República, no antigo edifício dos correios, junto à Torre do Relógio. À semelhança do que acontece nas restantes lojas, os visitantes e residentes podem assistir através do vidro a todo o processo de confecção dos bolos, do estender da massa ao recheio, e prová-los saídos do forno. “Sintra é paragem obrigatória para quem visita Portugal e, por isso, fazia sentido ter aquele que é um dos mais famosos elementos da nossa gastronomia. Estar em Sintra era um desejo antigo e, assim que surgiu a oportunidade, não hesitámos em marcar presença numa das vilas mais bonitas e icónicas do país”, explica o director-geral da marca, Jaime Soares, citado em comunicado. O espaço está aberto todos os dias, entre as 08.00 e as 20.00. Além dos pastéis de nata, há serviço de cafetaria, com café, vinho do Porto, ginja e capilé. A pastelaria dispõe ainda de caixas ilustradas para take-away e entregas através da plataforma UberEats. A Manteigaria – Fábrica de Pastéis de Nata foi fundada em 2014 e a sua casa-mãe está localizada no Chiado, no número 2 da Rua do Loreto. Esta nova localização a primeira morada da Manteigaria em Sintra, juntando-se a um ecossistema que conta com 13 fábricas na Grande Lisboa (incluindo uma no Time Out Market), quatro no Porto e uma em Braga, para além da expansão internacional com espaços em Espanha, França, Macau e Hong Kong.