Se não fosse jornalista, seria contadora de histórias. Como é mais ou menos a mesma coisa, decidiu que faria da redacção a sua segunda casa. Depois de uma passagem pela secção de Ciência do Público em 2017, onde aprendeu que ser séria não é ser sisuda, aventurou-se pelo jornalismo de lifestyle com a extinta revista Epicur. Pouco depois, mudou-se de malas e bagagens para a Time Out. Já lá vão cinco anos e ainda há tanto por contar. Se depender dela, nenhuma família ficará sem saber o que há para fazer e ver na cidade. É verdade, também se pela por um bom livro e faz questão de partilhar as novidades e os melhores sítios para abastecer a estante. E, se o dia não estiver simpático, das duas uma: ou à mesa ou na sala de espectáculos, fica o encontro marcado. Na Internet, podem encontrá-la aqui.

Se a quiser importunar ou tiver segredos para partilhar, é enviar e-mail (raquel.silva@timeout.com). 

Raquel Dias da Silva

Raquel Dias da Silva

Jornalista, Time Out Lisboa

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Articles (449)

Coisas para fazer em família este fim-de-semana em Lisboa (e arredores)

Coisas para fazer em família este fim-de-semana em Lisboa (e arredores)

A Primavera aproxima-se a passos largos, mas ainda resta algum fresquinho. Nem por isso a agenda dá sinais de arrefecer: se não faz ideia do que fazer aos miúdos este fim-de-semana até ficarem sem pilhas e ser hora de pô-los na cama, veio parar ao lugar certo. O que não nos falta são sugestões para encher o próximo sábado e domingo. Oficinas, espectáculos, exposições... Basta escolher (e, se estas não chegarem, temos mais ideias de coisas para fazer em Lisboa com crianças). Recomendado: Museus para crianças em Lisboa? São mais que as mães e bem divertidos
Sítios onde jogar snooker em Lisboa

Sítios onde jogar snooker em Lisboa

Se não consegue ler um parágrafo até ao fim, talvez precise de umas aulas particulares de bilhar: a prática melhora a concentração, o cálculo mental, a coordenação de movimentos e a compreensão de leis elementares da Física. Embora o jogo só tenha surgido em Portugal no reinado de D. João V (com uma mesa, datada de 1706, no Palácio Nacional de Mafra), em finais do século XVIII já tinha ultrapassado os limites da corte e dos salões da aristocracia lisboeta. Até o Ramalhete literário de Eça de Queirós desfrutava do “ruído surdo das carambolas”, porque à época as mesas ainda não tinham bolsas para enfiar as bolas – essa foi uma inovação posterior, que chegou com o pool e o snooker –, esta última variante criada nas Índias britânicas por um militar. Hoje em dia, apesar dos tempos áureos do jogo estarem já longe, continuam a existir muitos lugares onde jogar, com ou sem bolsas, com umas ou outras regras, mas sempre com entusiasmo. Aí vão seis sítios onde jogar snooker em Lisboa. Recomendado: Os novos bares em Lisboa que tem mesmo de conhecer
Ler no feminino: oito livros escritos por mulheres a não perder

Ler no feminino: oito livros escritos por mulheres a não perder

Celebramos sempre as mulheres, mas em Março – mês do Dia Internacional da Mulher – há ainda mais razões para as celebrar. Por isso, fomos à procura dos mais recentes lançamentos de livros escritos exclusivamente por mulheres que não devem passar despercebidos. Há nomes consagrados, vencedores de prémios internacionais e aclamados pela crítica, mas também vozes mais jovens, ainda a dar os primeiros passos no universo literário. Nesta lista de livros a não perder – alguns ainda em pré-venda –, encontra um pouco de tudo: poesia, ficção, memórias, e vários contos, inclusive especulativos. Boas leituras. Recomendado: Livros: novidades a não perder em 2026  
12 coisas para fazer em Lisboa no Dia da Mulher

12 coisas para fazer em Lisboa no Dia da Mulher

O Dia Internacional da Mulher, celebrado a 8 de Março, é muito mais do que escolher um ramo colorido numa das melhores floristas em Lisboa ou marcar mesa num restaurante romântico. Foi oficializado pela ONU em 1975, mas já era celebrado por todo o mundo, tendo origem no movimento operário feminista dos EUA. Uma data tão importante pede reflexões, debates e uma agenda pensada para a ocasião. Há festas, concertos e, pelo meio, artes plásticas e fotografia que, em comum, têm a mesma fonte de inspiração: as mulheres. Recomendado: As melhores coisas para fazer em Lisboa em Março de 2026  
Quer ir ao teatro em Lisboa hoje? Estas são as peças para ver esta semana

Quer ir ao teatro em Lisboa hoje? Estas são as peças para ver esta semana

Não precisa de procurar mais por peças de teatro e dança para ver hoje. Aqui, damos-lhe muitas e boas sugestões para toda a semana. Não precisa de ir a todas, mas cuidado – é que algumas produções têm temporadas curtas e esgotam rápido, quer sejam reposições há muito aguardadas ou estreias, obras de companhias nacionais ou digressões estrangeiras. Espreite a nossa lista e planeie a agenda dos próximos dias. E como mais vale prevenir que remediar, também lhe damos as peças que vão estar em cena nos próximos meses, para garantir lugar antes que esgote. Recomendado: As melhores peças de teatro em Lisboa para ver este mês
As melhores coisas para fazer com crianças este mês em Lisboa (e arredores)

As melhores coisas para fazer com crianças este mês em Lisboa (e arredores)

O tempo está a melhorar — já faltou mais para a Primavera, a estação mais florida! –, a agenda continua ao rubro e o que não falta em Lisboa são coisas para fazer com crianças, grandes e pequenas. Para aproveitar os tempos livres da melhor maneira, reunimos um generoso conjunto de sugestões, desde espectáculos de teatro e concertos até oficinas criativas, workshops para gulosos e gulosas, e exposições mais ou menos interactivas. Junte a família e comece a planear tudo o que pode fazer em Lisboa (e arredores, claro está) em Março de 2026. Recomendado: Museus para crianças em Lisboa? São mais que as mães
As melhores peças de teatro em Lisboa para ver em Março

As melhores peças de teatro em Lisboa para ver em Março

Em Lisboa, não faltam opções para ir ao teatro, muitas delas com preços bem apetecíveis (olá, dia do espectador). Mas algumas estão tão pouco tempo em cena que é preciso correr, já que nunca se sabe se (e quando) são repostas. Entre companhias históricas e emergentes, encenadores e actores conhecidos e até os que ainda estão a tentar conquistar o seu lugar, encontra-se um generoso conjunto de peças de teatro a não perder em Março. Aqui ficam as nossas sugestões, para que na hora de escolher seja tudo mais fácil. Bom espectáculo! Recomendado: As melhores coisas para fazer em Lisboa esta semana
Siga estes desfiles de Carnaval em Lisboa

Siga estes desfiles de Carnaval em Lisboa

É verdade que o nosso Carnaval fica um pouco aquém das históricas e pujantes celebrações de Ovar, da Madeira ou de Torres Vedras (nossos ricos vizinhos) – e nem vamos falar do que acontece todos os anos em Veneza, em Itália, ou no Rio de Janeiro, no Brasil. Mas em Lisboa, embora algumas tradições tenham ficado pelo caminho, ainda há foliões suficientes, e de todas as idades, que vão sair à rua para celebrar o entrudo. Agora, vista a sua melhor ou pior roupa para assinalar a efeméride e junte-se a estes desfiles de Carnaval em Lisboa. Recomendado: Coisas para fazer no Carnaval em Lisboa
Musas inspiradoras: nove livros para ensinar às crianças o que é o feminismo

Musas inspiradoras: nove livros para ensinar às crianças o que é o feminismo

Não são princesas ou rainhas (bem, algumas também eram), mas heroínas da vida real que, com talento e determinação, fizeram a diferença na sua época e muitas vezes para lá dela. Da escritora portuguesa Natália Correia, activista pelos direitos da mulher e contra o fascismo, até à paquistanesa Malala Yousafzai, a pessoa mais nova a receber o prémio Nobel da Paz, sem esquecer muitas outras raparigas rebeldes, como a pintora mexicana Frida Kahlo ou a astronauta russa Valentina Tereshkova, os papéis principais não estão reservados apenas aos rapazes. Basta ler estes livros feministas para crianças, mas uma delícia também para os mais crescidos, para perceber como o mundo está cheio de musas inspiradoras. Inspire-se com elas e celebre as mulheres e o feminismo. Recomendado: Livros com histórias de mulheres reais que tem de ler
Coisas para fazer no Carnaval em Lisboa

Coisas para fazer no Carnaval em Lisboa

A vida são dois dias, o Carnaval são três. Já todos sabemos. Mas o que nem todos sabem é o que fazer ou onde ir para aproveitar esta quadra. É aí que nós entramos. Nesta lista com as melhores coisas para fazer este Carnaval em Lisboa, vai encontrar desde os clássicos desfiles em que as máscaras são mais do que obrigatórias aos programas de comida, de karaoke ou até de música clássica. Quer seja disfarçado ou de cara lavada, quer seja no meio da pista de dança ou sentado à mesa, há muito Carnaval para celebrar.   Recomendado: Já sabe o que vai fazer aos miúdos no Carnaval?
Politiquê? Meia dúzia de livros sobre democracia para crianças

Politiquê? Meia dúzia de livros sobre democracia para crianças

Falar de política com crianças (e adultos) não tem de ser complicado nem aborrecido. Pelo contrário: pode começar em casa, à mesa ou na hora do conto, antes de ir dormir. Sugerimos seis livros que explicam, por miúdos, o que são direitos, deveres, eleições, liberdade, igualdade e participação. Todos ajudam a perceber porque é importante ouvir o outro, discordar com respeito e cuidar do bem comum. São leituras para crianças curiosas e adultos atentos, pensadas para ler em família, conversar depois e lembrar que a democracia não é abstracta: aprende-se, pratica-se e constrói-se todos os dias. Recomendado: Livrarias infantis em Lisboa para crianças curiosas
The best things to do in Lisbon in 2026

The best things to do in Lisbon in 2026

Such is the Portuguese capital’s draw, that we’d be willing to bet you’ve either visited Lisbon in recent years, or you’ve got it right at the top of your travel wishlist. After all, the food is spectacular, the nightlife is electric, and the views across the city from its many viewpoints are breathtaking. Happily, there’s still places to discover that are a little further off the tourist trail, from hidden flea markets to fishing boat tours. How do we know? Because our team of local editors are out and about in this city, day in, day out, searching for the best Lisbon has to offer.  How many days should I spend in Lisbon? You could zip through the city’s main attractions in just 48 hours, but Lisbon is best enjoyed at a more leisurely pace, allowing you to stop and smell the jacarandas that bloom in spring, or linger with a glass of wine long after you’ve watched the sunset from one of the rooftop bars. For this, we’d recommend a three night, four day stay. Looking for a longer holiday? It would be near criminal to visit Lisbon in summer without a day trip to the nearby beaches. Visiting in autumn? How about combining your visit to Lisbon with a trip to Porto (less than three hours away via high-speed rail), a city whose many parks look particularly spectacular when the leaves begin to change. 📍 RECOMMENDED: Ultimate guide to what to do in Lisbon Lisbon’s best things to do at a glance 💎 Our can’t-miss activity: Pastel de natas at Manteigaria 💸 Best free activity: Miradou

Listings and reviews (9)

Gold Glove

Gold Glove

Neste estúdio em Alvalde, que conta com um ringue profissional que segue as medidas oficiais, os treinadores são federados e os personal trainers certificados. Além de aulas de boxe e kickboxe, as modalidades da casa, há aulas de recuperação e mobilidade e aulas de força e condicionamento, tudo de segunda a sábado, em vários horários. O livre trânsito custa entre 49€ e 55€, e a aula experimental é completamente gratuita. 
Menina Júlia

Menina Júlia

Na noite de São João, numa propriedade rural sueca no séc. XIX a aristocrata Júlia envolve-se em um perigoso jogo de sedução com o criado de seu pai, João, e noivo da cozinheira Cristina numa noite que trará reviravoltas trágicas para as suas vidas. A partir do difícil e conflituoso relacionamento afectivo entre o casal, emergem também outras questões como a diferença de classe social, jogos de poder, a condição da mulher, o poder patriarcal, a luta com o sexo oposto, a moral, a honra, a religiosidade, a insensatez e a fragilidade humana. Em cena no Teatro da Trindade, até 25 de Janeiro, de quarta-feira a domingo às 19.00.
Utopia 111

Utopia 111

A nova livraria da cidade abriu no Bairro Alto, pela mão de Júlia Oliveira e Luís Gonçalo. Chama-se Utopia 111, encontra-se mesmo em frente à famosa sauna gay Trombeta Bath, e vai ter programação cultural, como conversas e pequenos concertos. A ideia é que seja um espaço de encontro, que faça também parte da vida nocturna, e que convide a estar, mais do que a passar. O nome é, por um lado, um desejo – o de criar uma espécie de paraíso cultural – e, por outro, uma homenagem – ao Armazém 111, o negócio alfarrabista dos pais de Júlia. Os livros – todos em segunda-mão, a maior parte em muito bom estado – estão em destaque, claro, e há-os para todos os gostos, em várias línguas, sobretudo português, inglês e francês. Mas também se encontram posters, postais, CDs, DVDs e algum estacionário.
Cinema Under The Stars

Cinema Under The Stars

Depois do sucesso das últimas edições, o Pátio do Hyatt Regency Lisboa volta a transformar-se numa sala de cinema ao ar livre, numa iniciativa baptizada de Cinema Under the Stars. A parceria é feita com o Cine Society e será exibido o filme Dirty Dancing (1987), um clássico do cinema romântico que acompanha o despertar de “Baby”, uma jovem de 17 anos que vai passar as férias de verão com a família num resort de luxo nos anos 60 e acaba apaixonada pelo carismático professor de dança. Realizado por Emile Ardolino, conta com Patrick Swayze e Jennifer Grey nos papéis principais. A sessão começa às 20.00, mas o pátio está aberto a partir das 19.00 para quem quiser petiscar e aproveitar o pôr-do-sol com vista para o Tejo.  
The Poets & Dragons Society

The Poets & Dragons Society

Dinis e Elisabete Machado fundaram a editora em 2018 e inauguraram a primeira livraria um ano depois, na Costa da Caparica. Agora, a The Poets & Dragons Society também está de portas abertas em Lisboa, na Rua Ferreira Borges, em Campo de Ourique. O foco está, desde o início, na literatura para a infância, em português e em inglês, mas também há uma secção para leitores mais crescidos, dos adolescentes aos adultos, com oferta variada. Paralelamente, há programação cultural: lançamentos, horas do conto e oficinas sobretudo. Rua Ferreira Borges, 128. Qua-Sex 12.00-18.00, Sáb-Dom 10.00-13.00/ 14.00-18.00
Open Conventos

Open Conventos

O que têm em comum a Assembleia da República e o Museu Nacional de Arte Antiga? São ambos antigos espaços conventuais e ambos vão abrir portas à boleia do Open Conventos. Mas não são os únicos. A programação inclui actividades em 36 conventos de Lisboa. A ideia é dar a conhecer os locais, as suas narrativas, quem os construiu e quem os habitou, ao mesmo tempo que se promove uma reflexão em torno deste património e se fomenta o pensamento sobre a cidade e os diferentes modos de organização social e comunitária. Open Conventos. 23 Mai, Qui 15.00 e 19.00 (Igreja e Museu de São Roque), 17.00 (Brotéria) e 20.30 (Convento de São Pedro de Alcântara). 24-25 Mai, Sex-Sáb 10.00-18.00 (visitas livres em vários espaços). Participação grátis nos itinerários e visitas guiadas, mediante inscrição (culturasantacasa@scml.pt)
Feira Medieval de Benfica

Feira Medieval de Benfica

Costuma acontecer no Verão, em Julho, mas este ano chega mais cedo. A Feira Medieval de Benfica arranca no Dia do Trabalhador, 1 de Maio, e prolonga-se até domingo, 5, no Parque Silva Porto, mais conhecido como Mata de Benfica. Aos visitantes, pede-se que entrem no espírito da Idade Média – vestindo-se à época, por exemplo. Com entrada gratuita, a programação inclui o habitual mercado, com tavernas e bancas de artesanato, bem como jogos tradicionais, animação de rua e bailias do oriente e da corte. Parque Silva Porto (Benfica). 1-5 Mai. Qua 12.00-22.00, Qui e Sex 17.00-22.00, Sáb 12.00-00.00 e Dom 12.00-22.00. Entrada livre
Desassossego by Maria Food Hub

Desassossego by Maria Food Hub

O Maria Food Hub nasceu nos Anjos, em 2021, como montra do bairro inteiro. Agora, encontramo-la também em Campo de Ourique, na Casa Fernando Pessoa, onde nasceu Desassossego by Maria Food Hub. O nome é um aceno ao Livro do Desassossego, de Bernardo Soares, um dos heterónimos de Pessoa, e calha bem que o único heterónimo feminino do poeta seja Maria José. A coincidência é só isso, mas Miguel Leal e a sua equipa aproveitaram o acaso para “fazer uma brincadeira”: no logótipo do novo restaurante, Maria, de copo de vinho na mão, surge mascarada com um chapéu, uns óculos e até um bigodinho. Já à mesa, a cozinha é, como no irmão mais velho, de inspiração internacional, com opções para todas as dietas e horas do dia, entre opções de pequeno-almoço, como granola caseira, iogurte grego, fruta e mel ou torrada de queijo curado e marmelada; e pratos “mais substanciais” para brunch, almoço e jantar.  O bestseller é a shakshuka verde, com batata-doce, espinafres, bimi (os chamados “brócolos-bebé”, que são um cruzamento de brócolos com couve kailan), pimentos assados e dois ovos escalfados com molho de abóbora, coco e amendoim.
Espaço Ulmeiro

Espaço Ulmeiro

Estávamos em 1969 quando José Antunes Ribeiro fundou a Ulmeiro, no 13A da Avenida do Uruguai, em Benfica. No tempo da ditadura, a livraria-distribuidora foi um dos locais preferidos para quem andava em busca de ideias alternativas e livros proibidos. A audácia resultou em algumas visitas indesejadas, mas o proprietário, um livreiro-editor-poeta, manteve-se sempre resistente. Quarenta e sete anos depois, em 2016, quando José anunciou o fecho do espaço, ninguém quis acreditar – nem o próprio, que reinventou a roda e conseguiu manter as portas abertas mais três anos, antes de se mudar para a Fábrica Braço de Prata. Agora, graças a uma parceria com a Junta de Freguesia de Benfica, o Espaço Ulmeiro – Associação Cultural está novamente de portas abertas. Entre a morada original e a nova, no número 19B, encontra-se o “Passeio Ulmeiro”, que inclui nomes como o de Agostinho da Silva e António Lobo Antunes.

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No novo espaço de festas para bebés e crianças em Telheiras, apetece ficar até depois da hora de ir embora

No novo espaço de festas para bebés e crianças em Telheiras, apetece ficar até depois da hora de ir embora

Bárbara Lopes era assistente de bordo e estava convencida que essa seria a sua profissão para a vida. Depois de ser mãe, decidiu recuperar um sonho antigo: abrir um espaço para bebés e crianças “onde os pais também tenham vontade de ficar, até quando já são horas de ir embora”. Chamou-lhe FraDi, em homenagem aos filhos Francisco e Diogo. A grande atracção é o muito requisitado insuflável, mas também há uma piscina de bolas para bebés e muitos brinquedos em madeira. “Quando chegou a altura de começar a procurar espaços para fazer as festas de aniversário dos meus filhos, só encontrava sítios com ambientes muito frios, daqueles em que dá vontade de largar os miúdos e ir embora. Havia as diversões que eles gostam, que é na verdade só o que lhes interessa, mas para os pais não era muito confortável”, recorda Bárbara. “Em Outubro do ano passado, fomos a mais uma festa do género e pensámos ‘não, tem de haver uma maneira melhor, vamos abrir nós’.” Rita Chantre Nessa altura, Bárbara encontrou uma formação de dois dias para aprender como abrir o seu espaço de festas. Diz que foi logo muito intenso, mas ficou tão entusiasmada que não resistiu e começou a procurar lojas. Foi assim que encontrou esta, no número 3A da Rua Virgílio Martinho, em Telheiras. Apesar de não ter um espaço exterior, tem grandes janelas a toda a volta. “Eu queria que fosse em Lisboa, porque a maior parte dos espaços que existem são nos arredores, e também que tivesse muita luz”, partilha. Quem está de fora, não
Há uma livraria (e algo de estranho e belo) a nascer na galeria Rialto6

Há uma livraria (e algo de estranho e belo) a nascer na galeria Rialto6

Numa outra vida, Maria João Santos e Armando Cabral viveram em frente à Tate, em Londres. São ambos engenheiros, mas sempre tiveram “olho” para o belo e adoram passar horas infinitas a ver arte. Uma vez, já em Lisboa, cruzaram-se com Cristina Guerra, entretanto amiga íntima, e daí até começarem a coleccionar foi um instante. Em 2019, abriram as portas da Rialto6, onde têm convidado artistas, nacionais e internacionais, a expor individualmente o seu trabalho. Agora, transformam a sala de exposições do piso -1 numa livraria, tão ambiciosa e idiossincrática quanto a própria galeria. A comandar as hostes, está a filha, Teresa Cabral, que antecipa uma selecção “estranha”, no melhor sentido da palavra, de maravilhamento. Filipa Sousa, doutorada em Filosofia, é a especialista na casa nos livros de arte. A entrada faz-se pelo 6A da Rua Conde Redondo, um rés-do-chão. Quando a porta se abre, ouvimos o som de um sino de vento, uma peça vinda da loja de Cristina Siopa. Estamos mesmo por cima da livraria, que conseguimos ver através do vidro debaixo dos nossos pés. A decorar esta antecâmara, através da qual temos acesso ao subterrâneo, destaca-se “Toda su Segunda Vida” (1990), uma pintura e serigrafia sobre dois panos de entretela de Eugenio Dittborn. Trata-se daquilo a que o chileno chamou de “pinturas aeropostais”: obras maioritariamente sobre papel, material plastificado ou vídeos, que depois são enviadas para o destino dobradas, ou embaladas, dentro de envelopes, juntamente com um sob
Morreu António Lobo Antunes. Governo recorda “legado brilhante”

Morreu António Lobo Antunes. Governo recorda “legado brilhante”

António Lobo Antunes morreu esta quinta-feira, 5 de Março, aos 83 anos. Considerado uma das vozes literárias mais importantes da história recente de Portugal, o médico psiquiatra e escritor construiu ao longo de mais de quatro décadas uma obra singular, marcada pela memória da guerra colonial e uma exploração profunda da condição humana. Em Abril, haverá novo livro. “É com profundo pesar que lamentamos a morte de António Lobo Antunes, escritor maior de Portugal, intérprete sensível e incomparável da condição humana, um dos nossos autores mais reconhecidos das últimas décadas”, escreveu a ministra da Cultura, Margarida Balseiro Lopes, na rede social X (antigo Twitter). O primeiro-ministro, Luís Montenegro, também já se manifestou: “O seu legado é uma crónica da humanidade e da originalidade do olhar português e por isso continuará a inquietar-nos e a inspirar-nos.” Nascido em Lisboa em 1942, formou-se em Medicina e foi mobilizado como médico militar para Angola, durante a Guerra Colonial, experiência que marcou de forma decisiva a sua escrita. Estreou-se na literatura em 1979, com Memória de Elefante, publicado no mesmo ano em que saiu Os Cus de Judas, romance que o afirmou como uma das vozes mais importantes da ficção portuguesa. Autor de mais de três dezenas de romances, traduzido em várias línguas e Prémio Camões em 2007, Lobo Antunes – que escrevia à mão, antes de passar os textos a limpo em folhas A4, e dizia que a memória era o motor das suas histórias – foi durante déca
Depois do Porto, os tesouros da fotografia analógica ganham espaço em Lisboa

Depois do Porto, os tesouros da fotografia analógica ganham espaço em Lisboa

A paixão, primeiro pelo vídeo, depois pela fotografia, foi um acaso, e dura há quase 40 anos. Um mês depois de inaugurar uma loja-museu no Porto, onde tem expostas cerca de 700 câmaras analógicas, Rui Teixeira trouxe a Vintage Cameras para Lisboa. Na Baixa, o espaço tem feito sucesso e inundado as redes sociais. A atracção principal é uma cabine fotográfica, onde podemos entrar e recuar aos anos 20 para eternizar momentos através de retratos a preto e branco. Mas o verdadeiro tesouro é a montra de máquinas fotográficas, umas à venda, outras tão raras que só pode mesmo admirá-las. “A minha mulher adorava ter filmes caseiros do nosso filho mais velho e eu tinha um amigo videógrafo que, no Inverno, me emprestava a câmara. Um dia, ficou doente e pediu-me para desenrascar um casamento – eu era a única pessoa que sabia manusear a câmara. Fiz um curso intensivo de uma semana e, a partir daí, comecei a gravar casamentos”, recorda Rui Teixeira, que na altura trabalhava como fotocompositor. “Foi, aliás, num casamento – por causa de um pôr-do-sol maravilhoso e de um fotógrafo que me estragou o momento – que decidi começar a fotografar e a investir em formação. Depois até criei uma empresa de família e desenvolvi um interesse pelo coleccionismo de máquinas fotográficas [analógicas].” Rita ChantreRui Teixeira e o filho Nuno Teixeira, na Photomatic do Vintage Cameras As primeiras câmaras que comprou foram umas Kodak Petit, produzidas em diferentes cores. Seguiram-se as Penti, câmeras ale
Parallel Society junta contracultura, música e tecnologia cívica em Marvila

Parallel Society junta contracultura, música e tecnologia cívica em Marvila

A Parallel Society, uma convergência transcultural independente e sem fins lucrativos, chegou a Portugal. Depois de encontros em Zanzibar e Banguecoque, é em Lisboa que se vão reunir especialistas em tecnologia, artistas e activistas interessados em imaginar um futuro capaz de responder a novos desafios culturais e sociais. A programação – que ocupa o Armazém 16, em Marvila, nos dias 6 e 7 de Março – inclui um dia mais dedicado à investigação colaborativa, experimentação e troca de conhecimento, além de uma agenda cultural focada na cena musical underground. “A Parallel Society trata de construir alternativas práticas para como a cultura opera. Da 'não-conferência' ao programa ao vivo, estamos a reunir artistas underground, projectos de open call e vozes locais para testar novos modelos de colaboração e produção”, diz Louisa Haining, directora de curadoria, citada em comunicado. “Esta edição reflecte o nosso compromisso com a experimentação, autoria partilhada e criação de oportunidades tangíveis para artistas que trabalham fora dos sistemas convencionais.” No primeiro dia, 6 de Março, entre as 09.00 e as 20.00, haverá a chamada “não-conferência”: estão previstos workshops, círculos de discussão, laboratórios de protocolo, hackspaces, sprints de co-design e sessões práticas focadas na descentralização, privacidade, cultura de código aberto, autonomia comunitária e gestão de ferramentas. O destaque da organização vai para o lançamento da Logos Testnet v0.1, um espaço para dese
Neste programa de Verão, os miúdos vestem a bata branca

Neste programa de Verão, os miúdos vestem a bata branca

Chama-se Summer Medical School, acontece há quatro anos e põe crianças e jovens dos seis aos 18 anos a aprenderem mais sobre profissões nas áreas da medicina, biociências e saúde. A próxima edição está marcada para Julho e há vários programas de cinco dias, pensados para diferentes faixas etárias. As inscrições já estão abertas. Desde o seu lançamento em 2022 que a iniciativa já envolveu 374 miúdos. Regressa agora com uma oferta alargada e novos conteúdos. A ideia é promover literacia, comportamentos e estilos de vida saudáveis através de experiências que combinam ciência e prática, como workshops, desafios experimentais, simulações clínicas e dinâmicas orientadas por profissionais. “Mais do que um curso de Verão, trata-se de uma experiência imersiva no universo médico, vivida numa escola de referência, reconhecida pela sua abordagem inovadora e disruptiva no ensino”, lê-se em comunicado de imprensa, que destaca como “cada área oferece experiências desenhadas para inspirar, desafiar e capacitar cada criança e jovem como agente de saúde”. Dos seis aos dez anos, por exemplo, há dois programas à escolha: um focado na exploração do corpo humano, nutrição, actividade física e saúde mental (29 de Junho a 3 de Julho; 6 a 10 de Julho; 13 a 17 de Julho; 20 a 24 de Julho); e outro que aborda o cérebro com experiências científicas em torno da cognição, sono, memória, atenção e tomada de decisão (6 a 10 de Julho e 13 a 17 de Julho). Já para jovens dos 11 aos 14 anos, há um programa para
No Festival Periferias, a arte e a natureza andam de mãos dadas

No Festival Periferias, a arte e a natureza andam de mãos dadas

O Festival Periferias regressa a Sintra em Março. Entre os dias 5 e 15, a programação estende-se a vários espaços culturais e públicos do concelho, como a Casa de Teatro de Sintra, o Museu das Artes de Sintra ou o Pavilhão Multiusos de Belas. A programação, subordinada ao tema “EcoGeografias”, cruza vários formatos artísticos e propõe reflectir sobre a relação entre arte e natureza. “Este ano, pensámos a programação para todas as idades, com especial atenção para um público mais jovem, mantendo um diálogo com a comunidade educativa do nosso território”, lê-se em comunicado do evento, cuja curadoria é assinada pelos co-directores artísticos da associação cultural Chão de Oliva, Paula Pedregal, Susana C. Gaspar e Nuno Correia Pinto. O festival tem início a 5 de Março, pelas 17.00, com a inauguração da exposição “Uma Borboleta nos Escombros”, no Mu.Sa – Museu de Artes de Sintra, com a presença do presidente da Câmara Municipal, Marco Almeida. A mostra aborda a tragédia que levou à perda de parte do espólio de Chão de Oliva em 2025, ao mesmo tempo que estabelece um paralelismo com os incêndios florestais que, todos os anos, ameaçam a biodiversidade no nosso país e no planeta. A programação completa já está disponível para consulta online, mas entre os destaques inclui-se, por exemplo, o espectáculo musical Missão Ambiental Ultrafadista, de Miguel Mendes, a 5 de Março, às 21.30, na Sociedade União Sintrense; e a animação de rua O Guarda-Pedais, pela d’Orfeu, de Águeda, que percorr
No Seixal, o Dia da Mulher dura todo o mês de Março

No Seixal, o Dia da Mulher dura todo o mês de Março

O Dia Internacional da Mulher, que se assinala todos os anos a 8 de Março, vai ser celebrado no Seixal com uma série de iniciativas ao longo do mês. O programa, que nos convida a reflectir sobre a condição feminina nas sociedades actuais, integra projectos de diferentes expressões artísticas – teatro, cinema, dança e performance –, e decorre em vários espaços e equipamentos de todo o concelho. “Nesta data, o Município do Seixal reafirma o seu compromisso em trabalhar em prol de uma sociedade onde todas as mulheres tenham as mesmas oportunidades de realizar o seu potencial e ajudar a construir um futuro mais justo, igualitário e inclusivo”, lê-se em comunicado sobre a iniciativa, que arrancou no último fim-de-semana de Fevereiro, com o espectáculo Potnia Theron, que voltará a estar em cena já entre os dias 4 e 7 de Março, às 21.30, no Fórum Cultural do Seixal. O bilhete custa 10€. Entre os destaques da agenda, conta-se desde logo o Festival Mulheres em Marcha – Arte, Activismo e Pensamento, que se realiza entre 7 e 20 de Março, com entrada gratuita no Fórum Cultural do Seixal e na Biblioteca Municipal. A apresentação do projecto está marcada para dia 7, às 18.00, na Galeria Municipal de Correios, e a programação inclui performances, oficinas e uma conversa sobre política. Sweat, Sweat, Sweat (Um conjunto de pequenos afrontamentos), de Sónia Baptista, é um dos espectáculos programados. Estreado em 2023, no Alkantara Festival, regressa agora a palco. Mas há mais propostas. Está
Zoo em flor com Exposição de Orquídeas e outras plantas de Primavera

Zoo em flor com Exposição de Orquídeas e outras plantas de Primavera

O Parque das Palhotas, no Jardim Zoológico de Lisboa, vai acolher uma exposição de orquídeas entre os dias 10 e 12 de Abril. O evento é organizado pelo Clube dos Orquidófilos de Portugal e pensado sobretudo para amantes de plantas e jardinagem. A abertura está marcada para sexta-feira, dia 10, pelas 15.00, mas a programação paralela – que inclui desde palestras a workshops práticos de cultivo – só acontece no sábado e no domingo, 11 e 12 de Abril, respectivamente. Como é habitual, este evento contará com a presença de vendedores de orquídeas nacionais e estrangeiros, vendas de bromélias, tillandsias, plantas suculentas e artesanato ligado às plantas. A entrada tem um custo de 3,50€ para todas as pessoas com mais de 16 anos, mas é possível comprar um bilhete para os três dias a 5€. Jardim Zoológico de Lisboa. 10-12 Abr, Sex 15.00-19.00, Sáb 10.00-19.00 e Dom 10.00-18.00. 3,50€-5€ (grátis para menores de 16) à entrada 🗞️ Mais notícias: fique a par das novidades com a Time Out 📲 Siga-nos nas redes sociais: Whatsapp, Instagram, Facebook e LinkedIn
Festival Internacional de Comédia reforça cartaz com podcasts ao vivo

Festival Internacional de Comédia reforça cartaz com podcasts ao vivo

Depois de uma primeira edição esgotada – com mais de dez mil pessoas prontas para rir a bandeiras despregadas –, o Worten Mock Fest regressa ao Cinema São Jorge entre 28 e 30 de Agosto e reforça o cartaz com novos espectáculos de artistas nacionais em formato de podcast ao vivo. Os bilhetes já estão à venda. Os novos nomes foram anunciados esta quinta-feira, 26 de Fevereiro: Cubinho (António Azevedo Coutinho, Bolinha Nunes, Ricardo Maria e Vítor Sá), Assim Vamos Ter De Falar De Outra Maneira (Miguel Góis, José Diogo Quintela e Ricardo Araújo Pereira), Os Primos (Iuri Pina e Rui Costa), Palácio da Ajuda (Guilherme Ludovice, Luana do Bem e Tiago Almeida) e Fuso (Mariana Cabral, mais conhecida por Bumba na Fofinha). “A primeira edição mostrou que havia espaço, e vontade, para um festival de comédia. Provou que a comédia pode ocupar um espaço maior, mais plural e mais ambicioso”, afirma o director da produtora KILT, Ricardo Soares, citado em comunicado. “Nesta segunda edição, assumimos o desafio de crescer com intenção, consolidar o festival, reforçar a sua identidade, afirmá-lo como referência nacional e ampliar a sua presença internacional.” Os artistas portugueses juntam-se aos também já confirmados Chris D’Elia, figura de destaque do stand-up norte-americano, conhecido pelos especiais lançados na Netflix e pelo podcast Congratulations; Michelle Wolf, que consolidou uma carreira entre a HBO e a Netflix; e Sam Morril, presença regular nos principais late-night dos EUA, com espe
Ana Garcia Martins regressa aos palcos com novo espectáculo de stand-up

Ana Garcia Martins regressa aos palcos com novo espectáculo de stand-up

Ana Garcia Martins, mais conhecida como A Pipoca Mais Doce, está de regresso aos palcos com um novo solo de stand-up comedy. Seis anos depois da sua primeira digressão, a comediante e criadora de conteúdos prepara-se para apresentar Insuficiente, um espectáculo sobre a Síndrome do Impostor. A estreia está marcada para 17 de Abril, em Viseu, mas a tour inclui datas no Porto e em Lisboa. Aponte na agenda: 24 e 26 de Abril, respectivamente. Os bilhetes já estão à venda. “Entre a autocrítica constante e o medo persistente de ser 'descoberta' como fraude, Ana Garcia Martins transforma as inseguranças mais íntimas num espectáculo de humor afiado, honesto e absolutamente identificável”, lê-se em comunicado. “Com o seu olhar irónico e inteligência mordaz, Ana Garcia Martins convida o público a rir da pressão de ser perfeito, da comparação constante e da eterna sensação de insuficiência.” A digressão tem passagens confirmadas em Viseu, Porto, Lisboa, Funchal, Braga, Ponta Delgada, Santarém e Coimbra. Na capital portuguesa, o espectáculo acontece a 26 de Abril, às 21.00, no Coliseu de Lisboa. Os bilhetes – já à venda na BOL e nos locais habituais – custam entre 15€ e 35€. Coliseu de Lisboa: 26 de Abril, Dom 21.00. 15€-35€ 🎭 Mais cultura: arte, livros, música, teatro e dança em Lisboa 📲 Siga-nos nas redes sociais: Whatsapp, Instagram, Facebook e LinkedIn
Concertos, gelados, filmes e brunch ao fim-de-semana – nesta casa, cabe tudo e mais alguma coisa

Concertos, gelados, filmes e brunch ao fim-de-semana – nesta casa, cabe tudo e mais alguma coisa

Erin Lenczycki estava em viagem com a mãe quando conheceu Frederico Severo, em 2018. O encontro inesperado deu lugar a um namoro à distância que durou dois anos – ela em Nova Iorque, ele em Lisboa –, até decidirem juntar os trapinhos. Pelo meio, descobriram-se mestres gelateiros e criaram Kitty Oliveira, um gelado de azeite virgem com uma pitada de sal. Foi o início da aventura que os levaria a abrir as portas da Casa da Mully, um espaço em Alvalade, pensado para juntar pessoas à volta da comida, da arte, da música, do cinema, dos videojogos e de muitas outras coisas boas e bonitas. RITA CHANTREFrederico Severo e Erin Lenczycki “Começámos a vender gelados em Outubro de 2024. Criámos uma lista com duas dezenas de sabores que nem sabíamos se conseguíamos fazer e a cada mês experimentávamos cinco”, recorda Fred, antes de revelar que a ideia foi da mulher. “Estava obcecada, queria tentar receitas impossíveis, que só se conseguem fazer com uma máquina industrial, e ela tinha uma daquelas que se compra com dez paus no Continente”, conta, entre risos. Mas a fotógrafa e designer norte-americana manteve-se firme: “Organizámos uma festa com amigos, eram 30 pessoas e 14 litros de gelado, e o convite dizia ‘será que devo desistir do meu 9 às 5 e ir fazer qualquer coisa de que goste?’.” Um mês depois, o universo respondeu: despediram-na, e ainda bem, porque foi o empurrão de que precisava. Na altura, Fred – que estava a terminar o seu doutoramento em neurociência – também andava a pensa