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Sebastião Almeida

Sebastião Almeida

Articles (158)

Portefólio: A Memória Instantânea de Joanna Correia

Portefólio: A Memória Instantânea de Joanna Correia

Como se lida com a memória e quais os mecanismos que adoptamos para trazer o passado ao presente? Para Joanna Correia, essa tem sido uma pergunta para a qual tem encontrado resposta de forma natural. A série fotográfica Fiz de Mim O Que Não Soube é um livro de memórias da sua vida e talvez a resposta ao receio de não ser capaz de relembrar o que fica para trás. O diário, que há três anos ganha forma física através de retratos instantâneos de amigos, começou por ser algo não reflectido. Tratava-se apenas de um impulso de fotografar. Olhando para trás, a fotógrafa de 30 anos entende agora que essa necessidade adveio de uma característica que lhe é muito vincada – a saudade que sente das coisas. “O momento está a acontecer e, para além de estar feliz ou não, sinto ao longo do dia saudade do que estava a acontecer nesse momento”, tenta explicar. Este projecto acabou por se transformar num livro de memórias e numa “forma de colmatar essa saudade que não há forma de parar”. Os “rabiscos” que acompanham as imagens “são um complemento”. Que tornam a fotografia mais complexa, ou “que até fazem com que deixe de ser uma fotografia”, aponta. Essas anotações, desenhos ou dedicatórias, acredita a fotógrafa, ao serem feitos por quem está retratado nas imagens, quase lhes imprimem “um cunho pessoal”, como se de um objecto delas se tratasse. Na sua fotografia, reconhece Joanna Correia, a técnica merece pouca atenção. “Uso muito a estética visual, a casualidade.” O percurso ligado à publicidad

As melhores oficinas e lojas de bicicletas em Lisboa

As melhores oficinas e lojas de bicicletas em Lisboa

A invenção da roda (ali no quarto milénio a.C.) veio revolucionar a história da humanidade. E o nascimento da bicicleta, que aconteceu há coisa de 2500 anos, não lhe fica muito atrás. Lisboa está cada vez mais ciclável e se quer aderir ao movimento que tem invadido a cidade, convém ir preparado, quer em segurança, quer em estilo. É fácil comprar uma bicicleta em Lisboa, mas mais complicado é descobrir aquele sítio especial que nos faz sonhar com pedaladas urbanas colina acima, colina abaixo, com um capacete personalizado ou uma bicicleta capaz de captar a atenção do ser mais descrente em veículos de duas rodas. Por isso, tome nota destas oficinas e lojas de bicicletas em Lisboa. Recomendado: Nove canções para ouvir enquanto pedala

Treze séries portuguesas de fazer inveja aos estrangeiros

Treze séries portuguesas de fazer inveja aos estrangeiros

Longe vão os tempos em que a ficção na televisão nacional se resumia às telenovelas. Nos últimos anos, a produção de séries cresceu e provou que o formato pode funcionar. A RTP tem sido a grande impulsionadora, investindo, promovendo co-produções internacionais e aliando-se até às maiores plataformas de streaming. O ano de 2021 ficou, aliás, marcado pela estreia de Glória, o primeiro “original” português da Netflix, que entretanto adquiriu os direitos de Até Que a Vida Nos Separe, para a estrear em todo o mundo. A HBO e a Amazon também estão em campo, mas não temos estado à espera dos estrangeiros. Por vezes, basta uma boa ideia para nos colar à televisão, como em Último a Sair ou Odisseia. Ou uma equipa inatacável de criativos e intérpretes, como em Sara. Noutras, é a nostalgia que nos deixa pelo beicinho, seja a vintage Duarte e Companhia ou as ficções de época Conta-me Como Foi e 1986. E o jovem serviço de streaming da SIC, a OPTO, também já nos captou a atenção. Há muitas e boas séries portuguesas para ver. Estas 13 não deve deixar escapar. Recomendado: As melhores séries do momento

Treze séries portuguesas de fazer inveja aos estrangeiros

Treze séries portuguesas de fazer inveja aos estrangeiros

Longe vão os tempos em que a ficção na televisão nacional se resumia às telenovelas. Nos últimos anos, a produção de séries cresceu e provou que o formato pode funcionar. A RTP tem sido a grande impulsionadora, investindo, promovendo co-produções internacionais e aliando-se até às maiores plataformas de streaming. O ano de 2021 ficou, aliás, marcado pela estreia de Glória, o primeiro “original” português da Netflix, que entretanto adquiriu os direitos de Até Que a Vida Nos Separe, para a estrear em todo o mundo. A HBO e a Amazon também estão em campo, mas não temos estado à espera dos estrangeiros. Por vezes, basta uma boa ideia para nos colar à televisão, como em Último a Sair ou Odisseia. Ou uma equipa inatacável de criativos e intérpretes, como em Sara. Noutras, é a nostalgia que nos deixa pelo beicinho, seja a vintage Duarte e Companhia ou as ficções de época Conta-me Como Foi e 1986. E o jovem serviço de streaming da SIC, a OPTO, também já nos captou a atenção. Há muitas e boas séries portuguesas para ver. Estas 13 não deve deixar escapar. Recomendado: 25 filmes portugueses obrigatórios

Seis garrafeiras em Lisboa para encher o copo

Seis garrafeiras em Lisboa para encher o copo

Ah, o prazer de ouvir a rolha a saltar da garrafa, aquele ecoar que se prolonga no ouvido e  que é sinónimo de vinho a escorregar pela goela. Ah, o gosto que dá perder minutos, horas, em frente a prateleiras com garrafas empilhadas. Ir a uma garrafeira pode ser quase terapêutico. É um exercício de paciência, também. O aconselhamento é fundamental e é para isso que serve quem partilha da paixão pelo vinho e ganha a vida a guiar os outros na escolha da garrafa certa. O ritual é sagrado para quem aprecia a bebida, mas, por vezes, apenas uma necessidade para aquele jantar com amigos ou para oferecer uma lembrança. Assim sendo, dizemos-lhe onde encontra algumas das garrafeiras em Lisboa mais completas e diversas, onde pode ir beber um copo e, se gostar muito, levar uma(s) garrafa(s) para casa. Recomendado: Entrega de vinho ao domicílio

Para suar do bigode: o maravilhoso mundo dos picantes artesanais

Para suar do bigode: o maravilhoso mundo dos picantes artesanais

O encarnado das pimentas que Glediston Titon separa de forma mecânica dos talos verdes prende o olhar. O gesto repete-se centenas de vezes, numa cadência elevada, ao mesmo tempo que observa por cima do ombro se a água que deixou ao lume já está a ferver. É nela que irá aquecer a mistura de malaguetas de Cayena e piripíri que mais à frente se transformará num molho cremoso e alaranjado. A sua cozinha, pequena mas apetrechada, nas Olaias, é o palco onde o cozinheiro de 40 anos produz os molhos e geleias picantes Deusa. O que começou por ser uma brincadeira transformou-se numa ocupação quase a tempo inteiro. Prova disso é a quantidade de frascos alinhados pelas prateleiras da casa, prontos a chegarem às mãos dos ávidos consumidores e entusiastas de picante que acorrem, todos os sábados, ao Mercado de Produtores da Comida Independente, na Praça de São Paulo, à procura da sua dose de capsaicina – a substância presente nas sementes das pimentas que provoca uma sensação de ardor na boca, como se queimasse. “Fazia molhos para mim e para amigos, mas em 2018 comecei a pensar em algo mais sério – como engarrafar, no packaging”, diz Titon. A mensagem foi passando de boca em boca, até que um dos seus picantes chegou às mãos de um jornalista gastronómico que, um ano depois de o provar pela primeira vez, lançou um apelo no Instagram para saber quem era a pessoa por trás daquele líquido ardente, mas repleto de sabores complexos. “Isso deu-me gás para continuar”, conta o cozinheiro. Da produç

Três picantes para aquecer o prato

Três picantes para aquecer o prato

Seja para apimentar um prato ou para oferecer ao amigo foodie que gosta de estar a par de todas as novidades gastronómicas, um bom picante pode sempre fazer a diferença (e um brilharete). Há um mundo de picantes artesanais por descobrir e que vale a pena conhecer. Fomos atrás das suas histórias, como tudo começou, quem os faz e como são feitos. Agora dizemos-lhe onde comprar os picantes da Deusa Picante, do Senhor Rito e da Mondega Gourmet. São três picantes para aquecer o prato e o que mais quiser.  Recomendado: Oito livros de cozinha para se tornar o mestre da culinária

Como comer picante como um indiano

Como comer picante como um indiano

Ricardo Dias Felner, jornalista gastronómico e antigo director da Time Out, é um ávido conhecedor e consumidor de picantes e malaguetas. O autor de O Homem Que Comia Tudo, uma colectânea de textos em jeito de aventuras gastronómicas pelo mundo, editada pela Quetzal em 2020, e que mantém um site com o mesmo nome, já organizou mesmo alguns cursos dedicados ao vasto mundo das malaguetas. Quando olha para o panorama nacional, sente que a tradição portuguesa com picante é, de certa forma, “básica”. “Usamos um tipo de malagueta [piripíri] que tem uma potência razoável, mas há todo um outro mundo que não conhecemos em Portugal.” Nas várias edições do Super Club Malagueta, o jornalista tentou precisamente mostrar o leque de possibilidades de utilização de malaguetas, além de outras especiarias e molhos picantes, recorrendo à culinária de países como a China ou a Índia. Ainda que reconheça o grande potencial culinário das malaguetas e dos molhos, defende que um molho picante deve picar. Afinal, é para isso mesmo que serve. Mas há que ir aos treinos. É ele quem deixa estas dicas preciosas, qual livro de instruções para todos aqueles que não se importam (e até têm um certo prazer) com as gotículas de suor na testa quando comem pratos picantes que testam os seus níveis de resistência. Recomendado: O maravilhoso mundo dos picantes artesanais

O Universo Televisivo da Marvel: 17 séries para ver em streaming

O Universo Televisivo da Marvel: 17 séries para ver em streaming

Os Agentes S.H.I.E.L.D. foi a primeira série a encolher o Universo Cinematográfico da Marvel (UCM) para o pequeno ecrã, em 2013. Nos anos que se seguiram, a Marvel Television produziu uma dúzia de programas em parceria com canais como a ABC e a Freeform e serviços de streaming como a Hulu e a Netflix. Até que a Disney lançou a sua própria plataforma de streaming e decidiu concentrar lá todas as futuras séries do UCM, e deixá-las a cargo dos Marvel Studios, até então apenas responsáveis pelos filmes. WandaVision foi a primeira a estrear-se, seguida de outras sequelas televisivas, como O Falcão e o Soldado do Inverno ou Loki, e já há mais uma dezena de projectos a caminho do Disney+, que hoje é a casa de quase todas as séries da Marvel. Mas há excepções. Recomendado: Os melhores e os piores filmes da Marvel

Dez clássicos da literatura portuguesa esquecidos em casa que deveria ler

Dez clássicos da literatura portuguesa esquecidos em casa que deveria ler

Nestes dias frios, faça um exercício (sendo honesto). Olhe para as prateleiras e estantes de casa. Olhe bem. E contabilize os livros que comprou mas nunca leu; os que disse que leria nas próximas férias ou nos dias vagos que nunca chegaram. Agora, não há desculpas. Aproxime-se desse monte de livros em que nunca tocou ou que deixou a meio e escolha um. Esta é altura para pôr a leitura em dia. E nem vá mais longe, fique-se pelos escritores nacionais, muitas vezes desvalorizados ou caídos em esquecimento. As obras que se seguem, descansam muitas vezes nas prateleiras, sem saber que as temos. Se não as encontrar, pode sempre encomendá-las. Valem a pena.  Recomendado: Estante Time Out: As melhores sugestões de livros

15 campos para jogar padel em Lisboa

15 campos para jogar padel em Lisboa

É, possivelmente, uma das modalidades desportivas criadas há menos tempo e com maior popularidade. Há quem diga que surgiu nos anos 1960, no México, e que foi depois importada para a Europa. Há também quem diga que a sua prática, ainda que não nos moldes actuais, remonta ao século XIX, quando marinheiros ingleses tentavam jogar ténis nos conveses dos navios. Ou que o desporto, como o conhecemos, terá sido pensado por um americano nos anos 1920. A verdade é que em Portugal o desporto massificou-se e, se até há uns anos não se ouvia falar da modalidade, agora não passa despercebida a ninguém tamanha é a quantidade de campos espalhados pela cidade. Na capital, o número de novos jogadores é avassalador. Os campos disponíveis escasseiam e é preciso uma ginástica de horários para conseguir marcar jogos. A facilitar-nos a vida, há uma aplicação que mostra os campos disponíveis, o AirCourts. Mas nós fazemos a nossa parte e dizemos-lhe quais os melhores campos de padel em Lisboa. Cobertos, semi-cobertos ou ao ar livre – é só escolher. Recomendado: Descubra os melhores campos de padel em Cascais

Quem tem medo das cozinhas fantasma?

Quem tem medo das cozinhas fantasma?

O tilintar dos talheres dos clientes na sala não se ouve ao longe. Foi substituído pelo barulho de exaustores. Os pedidos chegam através de múltiplos tablets dispostos em bancadas, e não de empregados apressados que entram e saem de bloco na mão. Os estafetas, com as suas mochilas quadrangulares, verdes ou amarelas, fazem vez para que lhes sejam entregues os sacos com a comida que irão levar à casa de desconhecidos. São assim as cozinhas e os restaurantes virtuais, que já eram uma realidade em vários países da Europa e nos Estados Unidos, e que a pandemia veio potenciar em Portugal. Alguns referem-se a estes espaços como dark kitchens ou cozinhas-fantasma, mas, no fundo, são apenas restaurantes sem rosto. Em Lisboa, são cada vez mais. E há até quem considere que o cruzamento dos conceitos de restaurantes digitais e tradicionais é o ponto de partida para uma transformação no sector. À medida que a hora de almoço se aproxima, os estafetas começam a acumular-se por baixo das arcadas de um prédio em Telheiras, onde está instalada uma das três dark kitchens que o Grupo Sea Me abriu na área metropolitana de Lisboa. Quem ali passa não faz ideia que é daquela pequena porta azul que saem os conhecidos pregos e hambúrgueres do Prego da Peixaria ou os baos da A-BAO-T. Na cozinha, dois cozinheiros dão conta do recado, um na confecção e outro na montagem; na recepção, está mais um funcionário, que trata do registo dos pedidos e de os encaminhar aos estafetas. Ao contrário do Grupo Sea Me,

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Festival Ano 0 dá a conhecer as vanguardas artísticas do país em Setembro

Festival Ano 0 dá a conhecer as vanguardas artísticas do país em Setembro

A 3 e 4 de Setembro, a segunda edição do Ano 0, um festival comunitário organizado pela Rádio Quântica, está de volta para “celebrar o melhor das novas propostas vanguardistas nacionais por partes de artistas emergentes e de comunidades marginalizadas”. Depois da primeira edição, que se realizou em 2019, a Galeria Zé dos Bois, no Bairro Alto, e a Adão, no Barreiro, são os espaços que receberão o festival. Este ano o festival regressa “expandido e reforçado, com música, moda, performance, workshops, activismo e conversas – tudo num misto presencial e online, dependendo das restrições em vigor à data”, detalha uma nota da organização. O primeiro dia do evento realiza-se na ZDB, em Lisboa, e terá música a cargo de Nigiri Ice, Puta da Silva, Alesa Herero ou King Kami. As performances ficarão a cargo de Luan Okun e CRU. A conversa será garantida por Casa T e o workshop para os mais novos será direccionado para a arte do DJing com Phoebe. Na outra margem, as actuações de Tristany, Nídia, Cookie Jane ou DJ Caring são alguns dos nomes no cartaz. Kahumbi actua numa performance e Nossa Fonte dá o mote para a conversa. O workshop para miúdos será sobre produção musical e fica a cargo de Violet. Os bilhetes estão à venda no site do evento com o custo de 16€ para os dois dias e de 9€ apenas para uma das datas. + Time Out Lisboa está de volta às edições em papel com revista premium + Time Out reforça equipa de críticos gastronómicos

Nesta pizzaria prova-se que a fast food pode ser gourmet

Nesta pizzaria prova-se que a fast food pode ser gourmet

Quando em 2020, em plena pandemia, Paolo Maglia, italiano sediado em Madrid, decidiu criar uma pizzaria focada no mercado das entregas e take away, o objectivo passava por mostrar que é possível comer “pizzas de alta qualidade sem prejudicar o produto”, explica Tiago Pereira, um dos sócios e o responsável pelo novo restaurante da Totale Pizzeria Pop, recém-aberto na Praça José Fontana, em Lisboa, em frente ao Liceu Camões. Antes de chegar a Portugal, esta pizzaria ganhou força na capital espanhola e em Ibiza e está decidida a partir à conquista da Europa. No dia em que visitamos o novo restaurante, Tiago Pereira explica-nos que a Totale funciona com o melhor de dois mundos: “o sistema operativo das grandes cadeias e ingredientes de alta qualidade, podendo escolher-se o tipo de massa”. O responsável da marca em Portugal refere-se à Totale com uma pizzaria fast food gourmet, isto é, falamos aqui de pizzas artesanais com quantidades mínimas de gorduras adicionadas. As massas são elaboradas com farinhas seleccionadas, passando por um período de fermentação mínimo de 72 horas, que ocorre na fábrica de Bolonha, em Itália. DRA pizza Thriller As quatro variedades de massa, cada uma associada a uma cor, adequam-se a diferentes estados de espírito, ocasiões ou mesmo dietas alimentares. A massa Original é produzida à base de farinha integral com seis cereais e água do mar dessalinizada; a Sem Glúten recorre a farinha deglutinada, feita num forno especial; a Pinsa, uma massa romana, al

Agravamento das medidas leva RCA Club a fechar até ao final de Agosto

Agravamento das medidas leva RCA Club a fechar até ao final de Agosto

O RCA Club, no bairro de Alvalade, estará encerrada até ao final de Julho, devendo manter-se assim também na maior parte do mês de Agosto. Através de um comunicado publicado no Facebook, a direcção da sala de espectáculos lisboeta justifica a decisão de fechar portas temporariamente com as medidas decretadas pelo Governo, anunciando que só deverá conseguir retomar a sua actividade normal no início de Setembro. Em causa está particularmente a obrigatoriedade de apresentação do Certificado Digital Covid à entrada de espaços de restauração, hotelaria e eventos culturais, ou da realização de testes rápidos no próprio local. “O RCA CLUB dedicou-se a reflectir sobre todas as medidas decretadas até ao passado dia 9 de Julho, sendo que algumas afectaram e afectam de forma vital a viabilidade da nossa actividade comercial/cultural/de entretenimento. A restrição de lotação, redução de horário nocturno, condicionamento na venda de bebidas alcoólicas, distanciamento, lugares sentados, álcool-gel e outras medidas obrigatórias obrigaram a um investimento de algum capital, para que, ainda com o apoio do Circuito.Lisboa, pudéssemos reabrir num cenário de desconfinamento, tão esperado desde há mais de um ano”, começa por explicar o comunicado divulgado esta segunda-feira. Com as novas medidas de contenção da pandemia em vigor em todo o território nacional, o RCA considera que se o seu funcionamento nos passados meses não foi fácil, “agora muito menos”. “O funcionamento do bar é factor crucial

Lionel Richie confirmado no EDPCoolJazz'22

Lionel Richie confirmado no EDPCoolJazz'22

Depois de a edição de 2020 ter sido adiada por duas vezes “na sequência da pandemia e respectivas condicionantes legais e de saúde pública”, a organização do EDP CoolJazz anunciou esta terça-feira um novo nome de peso para o alinhamento da 17.ª edição do festival que se realiza em Julho de 2022, em Cascais. O norte-americano Lionel Richie, uma das lendas da soul, sobe ao palco do Hipódromo Manuel Possolo, a 24 de Julho. Lionel Richie, 72 anos, estará nessa altura a celebrar os 40 anos sobre o seu primeiro disco a solo, homónimo, cujo alinhamento incluía "Truly", a canção que pode ser ouvida no vídeo abaixo. O cantor, que antes de se lançar em nome próprio nos 80s tocou mais de uma década nos Commodores, virá a Cascais no âmbito da Hello Tour, com um concerto “onde o público embarcará numa viagem única pelo seu repertório”. John Legend (2 de Julho de 2022), Yann Tiersen (21 de Julho de 2022) e Jorge Ben Jor (30 de Julho) são os outros artistas com actuação confirmada no Hipódromo Manuel Possolo. De acordo com a organização, serão anunciados mais nomes em breve. Os bilhetes adquiridos para as edições de 2020 e 2021, ambas adiadas devido à pandemia, são válidos para a edição de 2022, não sendo necessária a sua troca. Ainda assim, os portadores de bilhete poderão solicitar a devolução do seu valor no prazo de 14 dias úteis a contar da data prevista para a realização do evento em 2021. O EDPCoolJazz realiza-se desde 2004 no Parque Marechal Carmona e no Hipódromo Manuel Possolo,

Na reabertura do Bahr, Nuno Mendes cozinha com base na memória

Na reabertura do Bahr, Nuno Mendes cozinha com base na memória

Desde que reabriu em 2019, após umas longas obras de ampliação e de renovação que duravam há dois anos, o Bairro Alto Hotel, em Lisboa, tem andado – como todos nós – ao sabor da pandemia. Nuno Mendes, um dos mais criativos chefs portugueses, com uma carreira estabelecida em Londres, abraçou à altura o desafio de elaborar a carta para o Bahr, deixando a cozinha a cargo do chef executivo Bruno Rocha. Depois de meses de avanços e de recuos, o hotel e todos os seus espaços de restauração reabriram finalmente este mês. Subimos ao terraço, no quinto piso, que tem uma das vistas mais generosas da cidade, para provar os novos pratos que se juntam a uma ementa que mantém clássicos incontornáveis como a tosta de percebes, a lula com puré de grelos e feijão verde ou o arroz de carabineiro. DRTamboril tosta de figado e caldo de acafrao e funcho - Bahr Antes de passarmos à comida, voltemos às vistas: o Tejo, que se confunde no horizonte com o azul límpido do céu, é o cenário com que nos deparamos num final de tarde que se arrasta lentamente até quase meio da refeição e não poderíamos pedir melhor. Já à mesa, o primeiro snack servido pelos anfitriões é um charuto de Bulhão Pato de algas (6€). A alga, explica Nuno Mendes, é frita em alho e azeite e tem um iodado semelhante à amêijoa, permitindo captar a essência da receita original, em vez de recorrer ao óbvio bivalve. Bruno Rocha, brinca Nuno Mendes, é um lisboeta transformado em algarvio. Prova dessa afinidade é outro dos novos snacks,

No novo Matiz prova-se a paleta gastronómica de Portugal

No novo Matiz prova-se a paleta gastronómica de Portugal

Quem se recordar do interior do antigo AdLib, em plena Avenida da Liberdade, pouco dele encontrará quando visitar o Matiz, o novo restaurante do hotel Sofitel que continua a ser chefiado por Daniel Schlaipfer. Se antes a cozinha aqui apresentada misturava influências de diversas gastronomias, o mesmo não se pode dizer agora. O chef alemão, que antes passou pela Fortaleza do Guincho ou o Farol Design Hotel, quis estreitar laços com Portugal, país que bem conhece e que escolheu como casa há 20 anos. Para isso, elaborou uma nova carta que é o reflexo de um compromisso de privilegiar os produtos nacionais – de preferência de origem biológica. A decoração do novo restaurante é o primeiro indicador de que a atenção está voltada para o imaginário do nosso país: o chão mimetiza a calçada portuguesa; as cerâmicas que povoam a sala são Vistalegre, remetendo para a herança portuguesa na Ásia. Mas é sobretudo à mesa que se visita um receituário nacional em que a técnica é aprimorada. Ainda que nas entradas se denotem algumas influências estrangeiras, como por exemplo no polvo bebé acompanhado por um puré de batata-doce e por um rendilhado de massa envolto em tomate seco (10€), ou nas uvas de foie gras, um bombom de foie gras envolto numa gelatina de Porto e tostas de pão de frutos secos (14€). O mesmo se passa com o ravioli de lagosta (12€) submerso numa bisque de frutos do mar, mexilhão e berbigão, que combina o melhor do que a costa portuguesa tem para oferecer e que é outra das opções

Dino D’Santiago foi o grande vencedor dos prémios Play

Dino D’Santiago foi o grande vencedor dos prémios Play

Dino D’Santiago foi o grande vencedor dos prémios Play, que foram entregues esta quinta-feira à noite no Coliseu dos Recreios, em Lisboa. O artista arrecadou os galardões de Melhor Artista Masculino, Melhor Álbum, com Kriola, e o prémio da crítica. Ao subir ao palco, o músico e activista português (nascido no Algarve, com ascendência cabo-verdiana) dedicou o prémio de Melhor Álbum a Bruno Candé, actor assassinado em Julho de 2020, em Moscavide, vítima de ódio racial. Os portuenses Clã, formados em 1992, foram considerados o Melhor Grupo. Capicua, a Melhor Artista Feminina. E Cláudia Pascoal, que se estreou nos discos no ano passado, com !, recebeu o prémio de Artista Revelação. "Louco", de Piruka, foi escolhida como a Canção do Ano, enquanto "Assobia para o lado", de Carlão, foi distinguida como melhor videoclip (realizado por Fernando Mamede). Nas restantes categorias, Do Coração valeu a Sara Correia a distinção de Melhor Álbum de Fado; Dianho, de André Fernandes venceu na categoria de Melhor Álbum de Jazz; e Duarte Lobo: Masses, Responsories & Motets, dos Cupertinos, levou para casa o de Melhor Álbum de Música Clássica/Erudita. O Prémio Carreira acabou por não ser entregue por o artista em questão ter decidido não comparecer na gala, revelou a organização. Os Play – Prémios da Música, que se realizaram pela terceira vez, são promovidos pela Audiogest e pela Gestão dos Direitos dos Artistas, com o apoio da RTP e da Vodafone. + Leia grátis a Time Out Portugal desta semana +

No brunch da Musa da Bica, o pão é quem manda

No brunch da Musa da Bica, o pão é quem manda

Este sábado, das 11.00 às 15.00, a Musa da Bica, em Lisboa, serve um brunch em que o pão é o ingrediente principal. Em parceria com a padaria Gleba, Leonor Godinho, responsável pela cozinha da cervejeira, vai servir o Brunch Combo, um pequeno-almoço alargado “para os acostumados a ir à padaria ao sábado de manhã”. O cardápio é extenso e deixa água na boca. Cogumelos panados e molho tártaro, gnocchi com manteiga queimada, tosta de pastrami ou uma rabanada de brioche com caramelo de stout são alguns dos pratos previstos para a refeição mais importante do dia. Todos eles serão confeccionados com produtos Gleba e “tudo acompanha lindamente com uma Bread Combo”, uma cerveja da casa criada com o excedente de pão da padaria de Diogo Amorim, que ganha agora uma segunda receita. Recomenda-se a reserva, que poderá ser feita através do e-mail (musadabica@cervejamusa.com). + Leia grátis a Time Out Portugal desta semana + Os melhores sítios para beber cerveja artesanal em Lisboa

Três companhias reflectem sobre o que é o teatro em ‘A Nossa Cidade’

Três companhias reflectem sobre o que é o teatro em ‘A Nossa Cidade’

O que acontece quando três companhias – Auéééu-Teatro, Os Possessos e Teatro da Cidade – se juntam para dar vida a um texto? “O espectáculo não segue uma linha e baseia-se no confronto das visões de teatro das diferentes companhias”, sugere Guilherme Gomes (Teatro da Cidade). Falamos de A Nossa Cidade – peça que se estreia esta quinta-feira no TBA, em Lisboa, quase dois anos depois do previsto, culpa da pandemia. O texto é de Thorton Wilder, escrito em 1938, sobre a vida na cidadezinha inventada de Grover’s Corners, em New Hampshire, no final do século XIX. Mas já lá vamos. Queremos primeiro saber como se organiza o trabalho artístico numa criação colectiva. Com horizontalidade, defende Joana Manaças (Auééé-Teatro). “O olhar sobre uma cena tem múltiplas perspectivas, todas elas válidas”, acrescenta Isabel Costa (Os Possessos). Acima de tudo, concordam estes três criadores, o projecto “é sobre fazer teatro” e sobre as relações interpessoais nas dimensões do palco e da vida real. E Grover’s Corners é a esquina em que se encontram. Isabel, que serve como directora de cena, guia-nos por esta pequena cidade americana de horizonte montanhoso, que se cobre de neve nos meses frios. Dá-nos conta de onde vive cada família, do comércio, dos serviços. Ficamos a conhecer o médico Gibbs e a sua família; o senhor Webb, editor do jornal local, e a respectiva família. A personagem à qual chamamos de directora de cena “dispõe do tempo, da acção, do espaço”, nota Joana. Fala com o público e faz

Seis anos, seis cervejas novas para provar na Dois Corvos

Seis anos, seis cervejas novas para provar na Dois Corvos

Em 2015, nascia em Marvila uma das cervejeiras que viria a mudar o panorama da cerveja artesanal em Portugal. Seis anos depois, a 15 de Julho, a Dois Corvos celebra mais um aniversário e assinala-o com o lançamento de seis cervejas de edição limitada e com dois eventos gastronómicos no seu taproom de Marvila. “Six years, six beers” é o nome do pack de seis cervejas feitas a partir de “receitas com inspirações diferenciadas e que desafiam os estilos mais clássicos”. O pack, que custa 15€ e que já pode ser reservado através da loja online da cervejeira, inclui uma portuguese rice lager, produzida com arroz carolino, uma imperial stout com fava tonka, envelhecida em barricas de rum da Madeira, uma sour com manga, uma american stout e duas IPAs. O taproom recebe na próxima quinta-feira, dia 15, na sua cozinha, The Food Temple, um dos restaurantes veganos pioneiros de Lisboa, enquanto a artista Lena Huracán, que tocou com Vaiapraia e Clementine, passa discos até às 22.00. No dia seguinte, é a vez de o BBB Taste, um restaurante de sandes tradicionais, ocupar a cozinha da Dois Corvos. A música fica a cargo de ABDO, numa viagem entre o disco, o funk e músicas do mundo. + Leia grátis a Time Out Portugal desta semana + Onde beber cerveja artesanal em Lisboa

New Kids On The Block vão tomar conta da Kitchenette em Julho

New Kids On The Block vão tomar conta da Kitchenette em Julho

Depois de em Junho a Kitchenette ter recebido uma série de pop-ups em que participaram projectos como Aquela Kombucha, o Shogun, de Pedro Abril, ou Las Gringas, dos antigos proprietários da taqueria Pistola y Corazón, já há programação para o mês de Julho. A residência deste mês na loja da Rua Correia Teles, em Campo de Ourique, está entregue ao colectivo de cozinheiros New Kids On The Block, constituído por Leonor Godinho (Musa da Bica), José Paulo Rocha (O Velho Eurico), Bernardo Agrela (A Praça e Povo), Pedro Abril (Shogun), Pedro Monteiro (Fábrica da Musa) e Tiago Lima Cruz (Shogun). O colectivo irá assumir o comando da pequena cozinha do espaço dedicado a pop-ups todas as quartas e quintas-feiras do mês, entre as 17.00 e as 22.00. Os menus costumam ser revelados na página de Instagram da Kitchenette todas as semanas. Apesar das limitações impostas pela pandemia, há uma esplanada com mesas e é possível encomendar ao domicílio ou levantar para comer em casa. + Os chefs da nova gastronomia lisboeta + Os novos restaurantes que tem de conhecer em Lisboa

5 e Meio, onde a cerveja é feita à medida

5 e Meio, onde a cerveja é feita à medida

Antes de a primeira cerveja do dia ser derramada no copo de qualquer cliente, a rotina é sempre a mesma: o primeiro a chegar tem de abrir a linha e provar todas as cervejas, explica Teófilo Oliveira, 38 anos, fundador e um dos cervejeiros da 5 e Meio, uma marca de cerveja artesanal nascida em 2013, que ganhou agora um taproom na vila da Ericeira. Não o fazendo, diz, corre-se o risco de servir produtos com um sabor alterado e isto do mundo das cervejas “é um sector de pormenor, por isso temos de estar atentos a todos os detalhes”, acrescenta por sua vez Luís Pereira, cervejeiro que se juntou ao projecto em 2019, enquanto prova uma strong ale de estilo belga acabada de tirar de uma das oito torneiras instaladas. Como na maioria das histórias que envolvem cervejeiros, tudo começou fruto de uma brincadeira. Há oito anos, quando Teófilo trabalhava numa empresa de consultoria, surgiu a ideia de, entre amigos, fazer algo divertido no Verão. “Fazer algo mais manual, que sentisse que fosse mais físico”, conta. “Por algum motivo, apareceu-nos uma publicidade de uma loja de cerveja artesanal. Então o que fizemos? Comprámos um kit e fizemos cerveja.” Daí até terem nas mãos o resultado da primeira experiência, pouco tardou. “Não correu nada bem, mas tinha um cheiro de cerveja", recorda Teófilo. E esse foi feito que bastasse para continuar. “Fizemos a medição do teor alcoólico e dava-nos cinco graus e meio. Medimos mal, claro. 5 e meio, olha, muito giro. Discutimos com amigos e acabou por