Global icon-chevron-right Portugal icon-chevron-right Paragens obrigatórias entre Montemor-o-Novo e Faro

Paragens obrigatórias entre Montemor-o-Novo e Faro

A etapa final da EN2 não tem nada que saber: é sempre em frente, por aí abaixo, aproveitando o festim de rectas que o Alentejo nos dá. Mas modere o entusiasmo – chegando à serra do Caldeirão vai-lhe ser servido um buffet de curvas e contracurvas

Castelo de Montemor-o-Novo
DR Castelo de Montemor-o-Novo
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Antes de se fazer à estrada, impõe-se uma volta demorada pelo centro histórico de Montemor-o-Novo, uma passagem pelas ruínas do castelo, uma vista de olhos ao Santuário da Nossa Senhora da Visitação e ao Chafariz da Vila. Mas grande parte da riqueza de Montemor está nos seus monumentos megalíticos: há antas e menires capazes de fazer Obelix salivar. Os Menires da Pedra Longa e a Anta-Capela de Nossa Senhora do Livramento merecem uma visita. Beba uma bica antes de se agarrar ao volante porque terá pela frente uma série de rectas soporíferas.

Paragens obrigatórias entre Montemor-o-Novo e Faro

L'And Vineyards
DR
Hotéis

Onde ficar: L’and and Vineyards

O luxo encontra-se com a beleza natural num refúgio em Montemor-o-Novo que já dispensa apresentação. São 25 as suítes do L’AND Vineyards, esse reduto exclusivo onde pode seguir a variante mais associada à descoberta do mundo vinícola, os benefícios do spa ou um registo romântico. Tanto pode provar vinhos, como andar de balão ou fazer pilates – apenas não recomendamos que faça tudo de uma assentada. As linhas modernas predominam e o restaurante tem assinatura do chef José Tapadejo. Dos cerca de 7 mil hectares resultam castas como a Alicante Bouschet, Touriga Nacional e Touriga Franca. Já que aqui está: A Gruta do Escoural não fica longe mas tem de visitar os monumentos que pontuam os três montes de Montemor-o-Novo: o Castelo de Montemor-o-Novo, a Igreja da Nossa Senhora da Visitação e a Igreja da Nossa Senhora da Conceição.

Restaurantes

Manuel Azinheirinha

Pequeno restaurante de comida típica alentejana de onde vai sair a precisar desesperadamente de uma sesta. Recomendamos a sopa de cação ou as bochechas de porco preto, mas qualquer coisa que apontar no menu vai deixá-lo muito satisfeito.

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Castro Verde
DR

Pela estrada fora

Pegue uma garrafa de medronho na Lojinha da Serra

Em Barranco do Velho, em plena EN2, está esta pequena loja que vende medronho Mourinha, feito ali mesmo, com métodos tradicionais e frutos colhidos na Serra do Caldeirão.

Desfrute das três rectas mais compridas da EN2...

12 km, a recta mais comprida da EN2. Liga Monte dos Poços a Castro Verde

8 km, a segunda recta mais comprida. Liga Ferreira do Alentejo a Ervidel

5,5 km, a terceira recta mais comprida. Liga Casa Branca às Alcáçovas

... E das 366 curvas da Serra do Caldeirão. É uma boa altura para dar graças à febre das obras públicas e ao entusiasmo desmedido pelo alcatrão que nos deu tanta auto-estrada. Ao chegar à serra que separa o Baixo Alentejo do Algarve, temos a sensação de que estamos quase a chegar ao nosso destino – já cheiramos o mar, os bolinhos de amêndoa. Mas as curvas esticam o espaço e o tempo, fazendo desta a parte mais penosa da EN2.

Sabia que...

Em 2003 o troço entre Almodôvar e São Brás de Alportel foi classificado como Estrada Património. Isso significa que a estrada, os marcos quilométricos, as paragens de autocarro e outra parafernália rodoviária estão bem preservados e em tudo semelhantes aquilo que eram há mais de 60 anos. Ao longo destas seis dezenas de quilómetros vai encontrar casas de cantoneiros bem preservadas e placas sinaléticas em cimento, com letras pretas sobre um fundo branco.

Siga caminho

Estrada Nacional 2
© Joao Silva
Coisas para fazer, Caminhadas e passeios

Paragens obrigatórias entre Chaves e Vila Real

Um périplo-postalinho por Chaves tem de incluir uma passagem pela Ponte de Trajano, construída pela sétima legião (de romanos, não a banda de “Por quem não esqueci”) e que resiste até aos dias de hoje como testemunho da extrema competência desse império na área das obras públicas. A ponte atravessa um Tâmega airoso, domesticado, que parte a cidade ao meio. Na margem Norte, o centro histórico, a Sul o Jardim Público. A flora deste pequeno e tranquilo parque parece determinada a estragar o dia a todos aqueles que são alérgicos ao pólen. As outras pessoas todas podem aproveitar para dar um passeio. Já agora, o marco do Km 0 da EN2 fica mesmo ao ao lado.  O centro histórico de Chaves parece o modelo a partir do qual se fizeram todos os centros históricos portugueses: há um castelo no ponto mais alto com a indispensável torre de menagem, um pelourinho, uma igreja matriz (esqueça: a Igreja da Misericórdia é mais bonita) e os Paços do Concelho. O que há de mais particular na cidade, para além de um intrigante número de croissanterias, são as suas casas coloridas, com varandas de madeira empoleiradas para a rua. É essencial passear pela Rua Direita e artérias adjacentes para sentir o coração da cidade velha pulsar. A estrada nacional enquanto ponto de atracção turístico é pouco ou nada explorado na cidade. No posto de turismo não havia qualquer mapa, guia ou roteiro, mas não faltavam folhetos para explicar aos estrangeiros como pagar as SCUT.

Casal de Loivos
© DR
Coisas para fazer

Paragens obrigatórias entre Vila Real e Viseu

Eis-nos chegados à capital de Trás-os-Montes e Alto Douro, cidade que o nosso GPS insiste em confundir com Vila Real de Santo António, uns quilometrozinhos mais a Sul. Foi deste sítio à beira do rio Corgo que saiu Diogo Cão, o navegador pioneiro a estabelecer relações com o reino do Congo, em mais um momento enternecedor de geografia. A Casa Diogo Cão (Rua Irmã Virtudes, 4) fica no centro de Vila Real. É uma casa típica da segunda metade do século XV que foi resistindo à passagem do tempo, dando-nos, hoje, uma oportunidade rara para perceber como eram as casas típicas daquele tempo. E não, não há nenhum veterinário em Vila Real com o mesmo nome. Diogo Cão pode ter descoberto a foz do rio Zaire, sim senhor, não está mau, mas não descobriu o que acontece ao juntar amêndoas, ovos e açúcar numa massa em forma de crista de galo como fez a Casa Lapão (Rua da Misericórdia, 64). Esta pastelaria especializada em doçaria conventual arranjou a sua própria maneira de dar novos mundos ao mundo – criando ou divulgando especialidades únicas como as já citadas cristas de galo, os toucinhos do céu, os pitos de Sta. Luzia (é massa quebrada com abóbora e canela, não sejam porcos) e os antoninhos (uns pastéis de doces de ovos e gila). É um lugar essencial para todas aquelas pessoas que querem ver o sangue nas suas veias cristalizar. Se comprou umas calças muito largas e não quer gastar dinheiro num cinto, também pode passar aqui uma tarde a provar estas especialidades. Mas o ex-líbris de Vila Re

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A Sé de Viseu
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Coisas para fazer

Paragens obrigatórias entre Viseu e a Sertã

Diz-se de Viseu que é a cidade do país com mais rotundas. O mito é tal que há quem acrescente que os moradores da zona têm de trocar os pneus do carro com regularidade, porque estes ficam gastos de tanto curvar à esquerda. Se não se entusiasma com a ideia de contornar dezenas de circunferências no meio do alcatrão, não desespere. A cidade tem outros pontos de interesse. A começar pelo Museu Grão Vasco, no centro histórico de Viseu, um dos museus mais antigos do país, que alberga uma impressionante colecção de arte sacra composta sobretudo por obras do pintor quinhentista Vasco Fernandes – o tal Grão Vasco. Se não é fã de arte sacra, fique a saber que há também peças de porcelana, mobiliário, escultura, joalharia e numismática para ver. Faça aquele jogo de fingir que está no Ikea a comprar móveis para a casa e comente assim os hostiários e os aparadores: “Isto deve dar uma grande chatice para limpar”. A Sé Catedral fica mesmo em frente ao museu, pelo que o pacote Viseu Turismo Religioso pode ser cumprido rapidamente. Se sobrar tempo, dê um passeio pelo centro histórico – a cidade está a investir bem em esplanadas – e vá até à Casa do Miradouro ver como eram os grandes investimentos do imobiliário no século XVI.

Ribeira da Sertã
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Coisas para fazer

Paragens obrigatórias entre a Sertã e Montemor-o-Novo

A Estrada Nacional embrenha-se pela Sertã adentro. Perdemos-lhe o rumo, andamos às voltas, mas se existe um bom sítio para andar perdido esta vila é um deles. Tem um castelo, uma igreja matriz, uma ponte filipina, uma praça com um coreto e uma ribeira, elementos que facilitam a vida a qualquer pessoa a precisar de indicações. Por estar no centro do país, quase a meio da EN2, muito perto do Zêzere e próxima de várias Aldeias de Xisto, a Sertã é uma base perfeita para explorar o interior português. E para descansar depois de fazer muitos quilómetros.

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