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Mariana Valle Lima | Lisboa
Mariana Valle Lima

As melhores coisas para fazer em Lisboa esta semana

Das exposições ao teatro, sem esquecer a noite e a agenda musical, há muito para aproveitar esta semana.

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O que faz em casa é consigo, mas já sabe que o que faz na rua tem tudo a ver connosco. Assim sendo, a tutela prolonga-se pela semana inteira, para que não se fique a lamentar por aí por ter falhado algum evento crucial na agenda da cidade. Temos planos para todos os dias, de exposições peças de teatro, sem esquecer as festas e os concertos. E, se depois de consultar esta lista, ainda lhe sobrarem buracos no calendário, lembre-se que a cidade está cheia de borlas e que é aproveitar antes que acabem. 

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As melhores coisas para fazer em Lisboa esta semana

  • Arte
  • Fotografia
A crise da habitação em Lisboa (Gonçalo Fonseca), animais imaginários em cenários improváveis (Joan Fontcuberta), planos reprodutivos na Alemanha nazi (Marc Schroeder), as mitologias da região ucraniana de Poltava (Viktoria Sorochinski), feridas e imagens idílicas do Líbano (Ian Cheibub), a luta pela igualdade de género por uma influente poeta (Rocío Bueno), o branco na fotografia (José Luís Neto), ficções futuristas (Chloé Azzopardi) ou o questionamento da autoridade do arquivo colonial (Délio Jasse). A lista de temas é extensa e poderia continuar, abarcando a amplitude a que já nos habituou o festival de fotografia Imago. Os lugares do evento são, também eles, uma manta diversa, da Livraria Sá da Costa à loja da Leica, passando pelo Museu Nacional de Arte Contemporânea do Chiado ou pela Sociedade Nacional das Belas Artes (sem nunca esquecer, claro, a própria Galeria IMAGO). O festival integra a rede europeia do Mês Europeu da Fotografia, centrando-se na promoção de artistas contemporâneos e no diálogo entre criadores, especialistas e público. Além das exposições, o programa inclui debates e oficinas, tudo sobre o mote "Repensar a Fotografia: Ecologias da Imagem", para uma reflexão crítica sobre os impactos das novas tecnologias na fotografia artística. A agenda completa pode ser consultada aqui.
  • Arte
  • Fotografia
É uma mostra de larga escala, disposta por vários espaços: os Jardins do Bombarda, os Pavilhões da Mitra, o Mercado de Campo de Ourique, o Mercado da Ribeira e a Casa da Imprensa. Até 10 de Outubro, há para ver a retrospectiva de Céu Guarda; "Algarve 63", de Tim Motion; e "Guerra com Gente Dentro", de André Luís Alves. "Raspberries for Christmas", de Marc Schroeder, fica nos Jardins do Bombarda até dia 11 de Outubro. Expõem-se também "Outras Paisagens", de Manuel Falcão; "Chão Que Não Se Pisa Não Dá Fruto", de João Pedro Almeida; "A Cidade", de Rui Soares Esteves; e "O Mar", de Eduardo Leal, até 31 de Dezembro. Por fim, "Retrospectiva", de Manuel Moura, fica até 27 de Novembro na Casa da Imprensa. A programação completa está aqui.
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  • Coisas para fazer
  • Exposições
Mais de 500 fotografias, documentos e testemunhos foram reunidos numa tentativa de contar a história e a memória da Charneca, na freguesia de Santa Clara. Quem as conta são antigos e actuais moradores, recuando a celebrações religiosas, vida escolar, convívios familiares, movimento associativo e desporto. O resultado está nesta exposição ao ar livre, junto à Igreja de São Bartolomeu da Charneca e organizada pelo Arquivo Municipal de Lisboa, em parceria com a Junta de Freguesia local e com o apoio do Museu Benfica – Cosme Damião. Do programa fazem parte quatro visitas guiadas à exposição (20 de Setembro e 20 de Novembro, às 11.00, e 27 de Setembro e 25 de Outubro, às 14.30) e duas oficinas na Quinta Alegre – Um Teatro em Cada Bairro (Retrato Químico, no dia 27 de Setembro, às 16.00; e A História Também se Vê, a 25 de Outubro, às 15.30, ambas gratuitas mas com necessidade de inscrição através do e-mail umteatroemcadabairro.quintaalegre@cm-lisboa.pt).
  • Arte
  • Arte contemporânea
Inserida na bienal Mostra Espanha 2026, a exposição de Antonio Guerra aborda as transformações do território provocadas pela actividade mineira a partir de três locais: Fabero, Riotinto (Espanha) e Covas do Barroso (Portugal). Com recurso à fotografia, escultura e instalação, Umbral Mineral tem como ponto de partida a relação entre extracção, paisagem e imagem, atendendo às ligações entre os estratos geológicos, sociais e ambientais. Estão aqui espaços de fricção, nos quais a possibilidade de regeneração é um gesto crítico, em que podemos aprender a reler e reimaginar.  
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  • Miúdos
  • Exposições
As férias grandes já lá vão, mas a exposição de modelos construídos com peças de LEGO Expopeças soma e segue até 10 de Janeiro de 2027. Na Cordoaria Nacional há mais de 120 maquetes em exposição, feitas com qualquer coisa como 15 milhões de peças LEGO. Entre as obras estão super-heróis, monumentos famosos e personagens de desenhos animados e filmes de Hollywood, além de modelos gigantescos de um avião, um navio, um dragão e um dinossauro. Há ainda uma Fun Zone para brincadeiras (e construções) livres e uma ala para fãs de selfies, com cenários para fotografias muito divertidas. ⭐️ Qual é a maior atracção da exposição da LEGO? É o Boeing 747, o maior avião do mundo construído com peças LEGO, composto por mais de um milhão de peças. Criado à escala 1:7, tem cerca de 11 metros de comprimento, 10 de largura e três de altura. Os visitantes podem observar o interior e ver cenas históricas protagonizadas por alguns dos mais importantes presidentes dos Estados Unidos.  📏 Há outras peças gigantes?  Há, pois. O Rei dos Mares é o modelo mais complexo e detalhado desta edição. A construção deste navio foi inspirada num luxuoso cruzeiro com um nome semelhante e noutros navios transatlânticos. O modelo tem 7 metros de comprimento, foi construído com 700 mil peças LEGO e inclui mais de 11 mil janelas. Ao longo de seis meses, sete construtores trabalharam nesta peça. Já o Grande Dragão Vermelho é uma figura inspirada num dragão medieval. O modelo mede quase quatro metros de altura, as...
  • Coisas para fazer
  • Exposições
No mês de Novembro assinalam-se os 90 anos da morte de Fernando Pessoa. Para marcar a efeméride, a Casa Fernando Pessoa inaugura “A Arca Eterna: Fernando Pessoa e a Posteridade”. Com curadoria de Antonio Sáez Delgado, a exposição – patente de 27 de Novembro a 6 de Dezembro de 2026 – propõe uma viagem pela forma como o escritor se projecta para além da sua própria existência. Cada visitante poderá tocar, escolher e levar consigo reproduções de documentos pessoanos, participando na continuidade desse legado. A inauguração é dia 27, das 18.30 às 19.30. No dia 30 – data que coincide com a da morte do poeta, em 1935, aos 47 anos –, há entrada livre e visitas orientadas gratuitas. Nos restantes dias, o bilhete para o museu custa entre 2,50€ e 6€.
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  • Arte
  • Pintura
Uma exposição exclusivamente dedicada a Arpad Szenes e à sua obra singular. Casado com Maria Helena Vieira da Silva, o pintor húngaro é descrito como um "experimentalista, permanentemente apaixonado pelos outros e pelas coisas do mundo". Depois de uma exposição inteiramente dedicada a Szenes em 2007, o Museu Arpad Szenes Vieira da Silva volta a reunir o espólio artístico, com peças de pequena e média escala, desenho, gravura, pintura e obras inéditas.
  • Arte
Frida Orupabo expõe pela primeira vez em Portugal a título individual. Em "Cloud of Confusion", a artista norueguesa revisita um conjunto de imagens que tem vindo a reunir na sua conta de Instagram – "material composto por tensões entre intimidade e violência". A exposição dialoga com a arquitectura do próprio museu, ao desenhar um percurso linear de oito momentos.
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  • Arte
  • Joalharia
Em parceria com a PIN – Associação Portuguesa de Joalharia Contemporânea, o MUDE volta a receber a exposição principal da Bienal de Joalharia de Lisboa. Em "Coexistências – A Joalharia e a Beleza do Mundo" surgem "questões ecológicas que interpelam o design do século XXI". As respostas chegam sob a forma de obras do território da joalharia contemporêna, assinadas por artistas e designers e que tocam em aspectos do presente, como a inteligência artificial, e reflectem influências dos mundos que os rodeiam – seja mineral, vegetal, animal ou digital.
  • Arte
Pedro Cabrita Reis é um dos mais internacionalizados artistas portugueses e foi o nome escolhido pelo MAAT para ocupar a Galeria Oval, ainda em contexto das comemorações dos dez anos do museu. Com curadoria de João Pinharanda, a exposição apresenta quase 200 obras, quase todas inéditas. A pintura tem especial destaque, com o artista a voltar-se para a História da Arte e a abordar temas litúrgicos, mas também referências de grandes mestres como Monet, Rodin e El Greco.

Outono em Lisboa

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