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Luís Filipe Rodrigues

Luís Filipe Rodrigues

Editor

Desde que se juntou à equipa da Time Out Lisboa, em 2009, Luís Filipe Rodrigues editou as páginas de Noite, Música e Filmes, e assinou artigos em todas as restantes. Estudou cinema, fez rádio, leva o dia a ouvir música e ainda passa um discos de vez em quando.

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Articles (341)

Hélio Morais e outros concertos a não perder em Lisboa esta semana

Hélio Morais e outros concertos a não perder em Lisboa esta semana

Todas as semanas, quase todos os dias, há música para ouvir nos bares e salas de espectáculos da cidade, da pop-rock mais orelhuda ao jazz mais livre, de pequenas bandas locais a grandes nomes internacionais, passando por tudo o que se encontra no meio. E porque alguns concertos valem mais a pena do que o resto, ou porque uns são potenciais surpresas enquanto outros são valores mais ou menos seguros, toda a informação ajuda. Siga as nossas dicas e sugestões. Não se vai arrepender. Recomendado: Os concertos a não perder em 2023

Programa das festas para Março em Lisboa

Programa das festas para Março em Lisboa

O que não falta em Lisboa são sítios para dançar até o sol nascer. E o programa das festas para este mês de Março, como em todos os outros, encontra-se bem recheado. Há de tudo um pouco tudo: festas que apelam aos amantes das electrónicas, das músicas latinas e africanas. Ninguém fica de fora. Seja qual for o seu veneno, o importante é sair e viver a noite na cidade. E lembre-se de beber água porque não queremos manhãs (nem tardes; e muito menos noites) difíceis.  Recomendado: As melhores coisas para fazer em Lisboa este mês

Hélio Morais: “Sem falar das coisas não se consegue mudar o que quer que seja”

Hélio Morais: “Sem falar das coisas não se consegue mudar o que quer que seja”

A pandemia de covid-19 tinha-nos presos em casa quando Hélio Morais pediu uma guitarra emprestada e começou a fazer músicas, sentado no sofá, “a tentar chegar ao fim dos dias”. Foi num desses dias – que pareciam não ter, nem chegar ao fim – que o baterista de PAUS e Linda Martini deu por ele a tentar “trazer alguma pacificação para a [sua] mãe”. Ela tinha saído de casa quando ele era muito novo, “por uma questão de sobrevivência”, conta. “Mas ainda acarretava um sentimento de culpa – coisa que nunca lhe atribuí”. O resultado foi “Olhos Salgados”, escrita na perspectiva da mãe e a peça fulcral de Pisaduras, o seu segundo disco, mas o primeiro em nome próprio, que ao longo de pouco mais de meia-hora balança entre África e o Brasil, o Atlântico e o Mediterrâneo, sempre alicerçado na folk. “Quando fiz o Murais, nunca tinha pensado em lançar algo a solo. Estava só a fazer umas coisinhas ao piano. De repente, dei por mim com suficientes canções para fazer um disco”, recorda. Na altura, sentiu que “tinha de mandar aquilo cá para fora. Mas não estava seguro do que tinha”. E houve “algum receio de assumir logo isso como Hélio Morais”. “Porque é um compromisso grande, é o meu nome", diz. Por outro lado, não estava a cantar sobre a sua vida, sobre coisas pelas quais só ele tivesse passado, pelo que foi fácil assumir outro nome, ao mesmo tempo próximo mas distante do seu – Murais, em vez de Morais. Agora o contexto é outro. “Isto é parte da história da minha família mais nuclear, eu e os

Manel Cruz: “Vive a vida e canta a canção, não vivas a canção e cantes a vida”

Manel Cruz: “Vive a vida e canta a canção, não vivas a canção e cantes a vida”

Manel Cruz recebe-nos em casa a coxear, com um hoodie verde e calças de fato de treino. Tem o pé inchado, suspeita que tenha sido mordido por uma centopeia. Um dos filhos também está doente, forçando-nos a atrasar a entrevista uma hora. Está a ter um dia lixado, se bem que nunca pára de ser um anfitrião acolhedor, deixa todos à vontade. Apesar de ser um dos mais acarinhados cantores e compositores portugueses desde a década de 90, quando o conhecemos ao lado dos Ornatos Violeta, é um tipo real, sem cagança e com uma honestidade desarmante. Ao longo de duas horas de conversa, vamos vê-lo a rir-se com o corpo todo, mas também a emocionar-se, quando falamos de Elísio Donas; e a irritar-se, quando o assunto é o STOP, que tentou salvar e onde durante anos ensaiou. Os últimos tempos naquele espaço de ensaios foram tão desgastantes que decidiu sair de lá e montar um pequeno estúdio em casa, no Porto, onde ainda hoje compõe e ensaia as canções que partilha com o país. Nos dias 27 e 28 de Fevereiro, vamos poder ouvi-las na Casa da Música. Estás cheio de planos para os próximos tempos. Lançaste um novo single dos Pluto, deste uns quantos concertos com eles. E nos próximos meses vais andar a tocar sozinho pelo país. Porquê agora?Sabes que esta coisa de tocar sozinho não tem muito tempo. Foi há uns anos que começou mais a sério. Antes disso, tentava sempre criar um nome para os projectos, porque desconsolava-me um bocadinho ser só o Manel Cruz. D

Manel Cruz e outros concertos a não perder no Porto esta semana

Manel Cruz e outros concertos a não perder no Porto esta semana

Todas as semanas, quase todos os dias, há música para ouvir nos bares e salas de espectáculos da cidade, da pop-rock mais orelhuda ao jazz mais livre, de pequenas bandas locais a grandes nomes internacionais, passando por tudo o que se encontra no meio. E porque alguns concertos valem mais a pena do que o resto, ou porque uns são potenciais surpresas enquanto outros são valores mais ou menos seguros, toda a informação ajuda. Siga as nossas dicas e sugestões para a agenda de concertos no Porto. Não se vai arrepender. Recomendado: As melhores peças de teatro para ver esta semana

Depeche Mode, Patti Smith e mais concertos em Lisboa em Março

Depeche Mode, Patti Smith e mais concertos em Lisboa em Março

Os dias ficam maiores, chega a Primavera, muda a hora. Em Março parece que a nossa vida começa a crescer e o cartaz de concertos dá sinais disso mesmo. Eis a nossa lista, seleccionada e em actualização, dos concertos a não perder em Lisboa em Março. Desde apresentações de novos álbuns de artistas portugueses, como PZ, Hélio Morais, O Marta ou Teresinha Landeiro, à celebração dos aniversários de discos cruciais de Bruno Pernadas, Glockenwise e Matt Elliott, passando por mais uma edição do festival Sónar e o primeiro Belém Soundcheck, há muito por onde escolher. Recomendado: Os concertos a não perder em Lisboa esta semana

Jorge Cruz: “Fui encontrando formas de me reapaixonar pela música”

Jorge Cruz: “Fui encontrando formas de me reapaixonar pela música”

Jorge Cruz não sabe precisar o ano, lembra-se apenas que andava em digressão com os Diabo na Cruz e se encontrava “super cansado”. “Estava com o [antigo companheiro de banda, B] Fachada, perto da Serra da Estrela, entre concertos, e descemos para um riacho. Ficámos ali, a fumar um cigarro e a conversar, e eu pergunto-lhe porque é que não existe música que soe a isto”, recorda. “Que soe a este riacho?” No seu novo disco, Transumante, tenta responder a essa pergunta. “Vivo no campo há uns anos, e tenho investigado o que é a vida no interior. Tento traduzir a paisagem [nas canções]; ou encontrar um cruzamento qualquer entre a paisagem, a língua e a música, que vá ao encontro do que sinto às vezes.” Nada disto é totalmente novo. Da última vez que tínhamos falado, em 2018, antes da separação dos Diabo na Cruz, o músico já tinha trocado Lisboa por “uma zona pacífica, de aldeia”, e dizia que não se identificava “com a vida na cidade”. Mas o diagnóstico de tinnitus, um zumbido constante nos ouvidos, acelerou o fim da banda e obrigou-o a repensar a sua relação com a música. “Muita gente vive [com estes zumbidos]. Só que a minha situação não é propriamente um tinnitus de músico, mais gradual”, explica. “Surgiu de uma situação de choque acústico – um miúdo gritou-me com um tubo no ouvido. Portanto, é mais parecido com o que acontece às pessoas que são expostas a explosões, a situações que acontecem de um momento para o outro. E penso que o volume também é muito diferente, [mais alto do

Jorge Cruz: “Não me identifico com a vida na cidade”

Jorge Cruz: “Não me identifico com a vida na cidade”

Os Diabo na Cruz passaram dois anos afastados dos palcos, mas não estiveram parados. Aproveitaram para lançar uma caixa de CDs com uma retrospectiva do seu percurso, no ano passado, um disco ao vivo, já este ano, e por fim um novo álbum, Lebre, que acaba de sair. Falámos com Jorge Cruz antes da sua apresentação, esta quinta-feira, no Coliseu de Lisboa. Estiveram uns anos parados. O que é que se passou?Passámos oito anos na estrada, sempre a dar tudo. Sempre no vermelho. Há quatro anos de diferença entre os dois últimos álbuns, mas dois deles foram de estrada intensa. Depois fizemos uma paragem para descansar e, mais tarde, preparar este disco. Isso levou tempo, porque queria fazer as coisas bem. O que é andaste a ouvir nessa pausa?Música que não tinha tido tempo para ouvir. Quando uma pessoa está sempre em cima da música, fica um bocado farta, já não tem a mesma paixão. Aproveitei para recuperar o amor por ouvir coisas. Eventualmente, tive vontade de estudar a história da música americana do interior. A música dos Apalaches, as recolhas que levam ao Dylan, ao Cash. E o mesmo com a música portuguesa. Tinha 1000 e tal recolhas num DVD. Muita coisa. Ouvi tudo e depois fiz uma compilação das músicas de que gostava mais, e andar a ouvir aquela música toda pôs-me no sítio em que eu pretendia. Não só para compor este álbum, mas também para outras ideias que eu tenho aí. Este disco parece muito focado na ideia de raízes, de pertença. Concordas?Sim. Acaba por ser o conceito unificado

Os concertos a não perder em 2024 em Lisboa, de Taylor Swift a Karol G

Os concertos a não perder em 2024 em Lisboa, de Taylor Swift a Karol G

Há sempre música entre nós, como diz a canção. O que, neste caso, quer dizer que há sempre concertos em Lisboa que vale a pena ver e ouvir. O calendário já está carregado de grandes espectáculos até ao final do ano, e a lista de confirmações não vai parar de crescer. O momento mais aguardado é a estreia nacional de Taylor Swift, que esgotou estou quase instantaneamente a lotação do Estádio da Luz em duas noites consecutivas. Mas há outros concertos a não perder, como o regresso dos históricos Depeche Mode e dos Pearl Jam e o debute da reggaetonera Karol G, a primeira mulher a chegar ao topo da tabela de vendas norte-americana com um álbum integralmente cantado em espanhol. Algumas destas datas já estão esgotadas e outras para lá caminham, por isso sugerimos que não espere muito mais para comprar bilhetes. Depois é só esfregar as mãos e bater palmas. Recomendado: Bangers atrás de bangers: os melhores discos de Taylor Swift

A música que brota da Sulitânia dos Club Makumba é “uma coisa viva”

A música que brota da Sulitânia dos Club Makumba é “uma coisa viva”

Sulitânia Beat está a chegar ao fim quando aterramos em “Quibir”. Durante 25 segundos, ouve-se só uma gravação de campo, os ruídos e o burburinho da cidade. Até que, timidamente, um saxofone se faz notar e respira uma melodia arabesca. Prolonga-se apenas por uns segundos, mesmo antes de o disco parar de rodar. “Quibir” é um breve epílogo, mas é sintomático da forma como os Club Makumba encararam o segundo álbum, editado no início deste mês. Depois de um longo período de gestação e melhoramento, tem apresentação marcada para sexta-feira, 23 de Fevereiro, no Maus Hábitos (Porto). E na quinta-feira, 29, é a vez do B.Leza, em Lisboa, dançar com as novas canções. “O primeiro disco foi mais objectivo, mais urgente”, começa a dizer Tó Trips, guitarrista e fundador deste Club Makumba. “Mais no osso”, sugere o baterista João Doce, que gravou com ele Sumba (2016) e se manteve ao seu lado quando Gonçalos Prazeres e Leonardo se juntaram à banda, em 2019. “Desta vez, houve tempo para ouvir e pensar sobre [a música]”, continua o guitarrista. “Tem um som mais cheio, e mais cheio de coisas, de laivos electrónicos, de guitarras, de drones. Tivemos outra preocupação. Também porque estivemos quase um ano de roda disto, com o [engenheiro e co-produtor] Hugo Valverde.” Falar em “um ano” não é exagero. Quando no final de Fevereiro do ano passado (ou seria o início de Março?) conversámos sobre o seu Popular Jaguar, Tó Trips e o resto da banda estavam a meio de um ciclo de concertos no Musicbox, com

Os melhores festivais deste Verão

Os melhores festivais deste Verão

“Eu fui a um festival, comi tão pouco que fiquei mal”, começavam por cantar as Pega Monstro em “Paredes de Coura”, a evocativa canção que as apresentou aos mais atentos em 2011. “Quem nunca”, pensou quem as ouviu na altura. E mesmo assim continuamos a ir a festivais. Uns porque querem mesmo ver aquela artista ao vivo; outros porque gostam de experimentar coisas novas e ouvir um bocado de tudo, como quem vai a um buffet; muitos apenas pelo ambiente e a sede da festa. Independentemente da razão, a maioria acaba sempre por ir a algum. E, por agora, estes são os melhores argumentos para montar a tenda este Verão. Recomendado: Os melhores concertos em Lisboa esta semana

Manel Cruz: “Do que é que serve teres razão se ficares sozinho?”

Manel Cruz: “Do que é que serve teres razão se ficares sozinho?”

Manel Cruz mal consegue andar quando nos recebe na sua casa, no Porto. Mas o homem não sossega. No final do ano passado, editou o primeiro single em quase 20 anos com os Pluto, a banda que ele e Peixe formaram após a separação dos Ornatos Violeta, e tocou com eles no Plano B (Porto) e Musicbox (Lisboa). Nem duas semanas depois, foi anunciado o regresso dos Ornatos Violeta ao festival MEO Marés Vivas, para assinalar os 25 anos do clássico álbum O Monstro Precisa de Amigos. Por estes dias anda em digressão pelo país, sozinho, a revisitar umas quantas velhas canções e a testar as novas, que vai incluir num álbum a solo a editar ainda este ano. Os próximos grandes concertos estão agendados para 27 e 28 de Fevereiro, na Casa da Música (Porto), e para o dia seguinte, no CCB (Lisboa). Uma coisa de cada vez. Por agora, está concentrado nos concertos a solo. “Esta coisa de tocar sozinho não tem muito tempo. Antes disso, tentava sempre criar um nome para os projectos, porque desconsolava-me um bocadinho ser só o Manel Cruz”, confidencia. “Às vezes convidavam-me para um concerto ou outro, para tocar três ou quatro temas sozinhos e eu fazia uma perninha. Porém, não me sentia totalmente confortável assim. É preciso outro tipo de bagagem para aguentar um concerto todo sozinho. E as minhas canções tinham bué arranjos”, considera. No máximo, aguentava “três ou quatro temas”. Não mais. “Mesmo assim, deu para perceber que as coisas resultavam numa

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POSTMODERNIST GAMES: Dead Club

POSTMODERNIST GAMES: Dead Club

Primeira sessão dos Postmodernist Games da editora Russian Library no Desterro. O programa gira em torno de Glitterbug, derradeira obra completada por Derek Jarman, compilando filmes em Super 8 datados de 1971 a 1986 e capturados em jeito de diário visual. A sua exibição será acompanhada por uma instalação de vídeo de Marisa Tristão e Sebastião Bizarro, DJ sets de João Castro com Isabela Abate, e de Astrea, performances de Bruno Humberto e de Pedro Henrique, e um concerto dos Dead Club. O duo de Violeta Luz e João Silveira acaba de editar o single "I Need It", com uma versão da "Space Oddity" de David Bowie no lado B, e tem um novo EP na calha para o Outono. A sua música é um lânguido exorcismo synth-punk, com tanto de assombrado como de sedutor.

Lisboa Games Week

Lisboa Games Week

Três anos depois da última edição física, o Lisboa Games Week volta a ocupar os pavilhões da FIL, no Parque das Nações, entre 17 e 20 de Novembro. Ao longo destes quatro dias, no maior evento de videojogos do país, vai ser possível experimentar e conhecer novos títulos e plataformas de jogos, desde consolas e simuladores de realidade virtual a computadores e telemóveis; mas também experimentar máquinas de arcada vintage e consolas retro.  Os e-sports voltam a ser um dos principais focos da programação, com várias competições a disputarem-se no recinto. Continua também a haver espaço para o cosplay e a cultura pop, com espectáculos de wrestling, bancas de artistas independentes, merchandising e sessões de autógrafos. Há ainda conferências e uma aposta no serviço educativo, para levar os videojogos ao maior número de pessoas. E o maior número de pessoas à FIL.

Sortidos MIL

Sortidos MIL

Ainda falta mais de meio ano para a próxima edição do MIL. Mas, para assinalar o início das candidaturas de artistas para o festival de 2020, o Musicbox decidiu fazer uma espécie de MIL em ponto pequeno, com artistas emergentes do continente europeu. A primeira a subir ao palco, no sábado, será a harpista portuguesa Carolina Caramujo (na foto), que se encontra a gravar o primeiro álbum a solo, com lançamento previsto para Novembro. Segue-se a cantora e compositora indie catalã Núria Graham, que editou em 2017 o disco Does it Ring a Bell? por El Segell del Primavera. Depois é a vez de GENTS, duo dinamarquês de synthpop romântica e nostalgica, cujo novo álgum Humam Connection, deve sair a 11 de Outubro. O último concerto da noite é o de Kukla, cantora eslovena de turbo-pop. Depois há Dj sets de Dinamarca, que apesar do nome é chileno e vive na Suécia, e do português Progressivu.

Built To Spill

Built To Spill

Os Built to Spill ajudaram a definir e a expandir o som do indie rock americano nos anos 90. Liderados por Douglas G. Martsch, cantor, herói da guitarra, principal compositor e único membro permanente do grupo ao longo das décadas, gravaram temas que se tornaram clássicos da canção eléctrica americana e álbuns que mais parecem monumentos, cuja influência foi quase imediata e se continua a sentir. Discos como There’s Nothing Wrong With Love (1993) um disco de indie-pop de guitarras, áspero, conciso e com o coração na lapela, sem o qual os primeiros (e bons) trabalhos dos Death Cab For Cutie nunca teriam existido. Ou Perfect From Now On (1997), o terceiro álbum e o primeiro com o selo da multinacional Warner, com as suas canções paisagísticas e cordilheiras de guitarras que se confundiam com o mapa americano e nas quais escutávamos pontos de contacto com o que os contemporâneos Modest Mouse estavam a fazer. Ou Keep It Like A Secret (1999), o terceiro clássico consecutivo e combinação quase perfeita entre a abordagem mais directa do disco de 1993 com a epicidade do seu sucessor. É precisamente Keep It Like A Secret que ouviremos esta quarta-feira na Zé dos Bois, Um segredo mal guardado depois dos concertos de Oruã e Shaolin Soccer. Doug Martsch e companhia têm celebrado ao vivo os 20 anos do disco, e um dia antes de actuarem no NOS Primavera Sound trazem a Lisboa os segredos mal guardados que são as suas canções. Não faltará nenhuma. Desde clássicos indie efusivos como “The Plan

Ciclo Maternidade

Ciclo Maternidade

Vários artistas da Maternidade vão desfilar pelo palco do Auditório Municipal António Silva, no Cacém, entre sexta-feira e sábado: Filipe Sambado, Bejaflor, Catarina Branco, Aurora Pinho e Vaiapraia. O convite partiu do teatromosca, mas a promotora teve “carta branca” para fazer o que quisesse, garante o cantor e compositor Filipe Sambado. “Optámos por ter só concertos de bandas associadas à Maternidade porque nunca tocámos no Cacém. Nenhum de nós”, diz Rodrigo Araújo, vulgo Vaiapraia, outro dos mentores da agência. Desde finais de 2014 que a promotora Maternidade dá música a Lisboa e ao resto do país. Além de agenciar cantores como Luís Severo, Filipe Sambado e Vaiapraia, entre outros, teve durante muito tempo
uma mensalidade nas Damas, onde deu
a conhecer inúmeros e bons músicos independentes portugueses (chegou recentemente ao fim), e ao longo dos anos trouxe várias bandas estrangeiras a Portugal, em muitos casos pela primeira vez. No Ciclo Maternidade deste fim-de-semana, os concertos começam às quatro da tarde de sexta-feira, na estação ferroviária do Rossio, onde vai actuar a cantora/ compositora indie Catarina Branco, que editou o primeiro EP, ‘Tá Sol, este ano.
 O cantor e produtor de pop caseirinha e electrónica Bejaflor, que se estreou com um belo disco homónimo no ano passado, é o segundo a tocar, a partir das nove no Auditório Municipal António Silva. A noite termina com Filipe Sambado (na foto). “Naquele belo formato solo, muito comunicativo, de guitarra ao peito

Paião

Paião

João Pedro Coimbra, Nuno Figueiredo, Jorge Benvinda, Marlon e VIA são os Paião. E, como o nome sugere, interpretam canções escritas e cantadas por Carlos Paião, um dos maiores nomes da pop portuguesa da década de 80. Depois de um primeiro concerto, no ano passado, durante o Festival da Canção, e da edição de um CD, chamado apenas Paião, apresentam-se ao vivo no Capitólio.

José Pinhal Post-Mortem Experience/ Catarina Branco/ Sreya/ Japo

José Pinhal Post-Mortem Experience/ Catarina Branco/ Sreya/ Japo

Durante muito tempo, a Noite às Novas foi uma das bonitas noites (passe a redundância) da Zé dos Bois. Uma espécie de baile de debutantes em que artistas mais ou menos desconhecidos se davam a conhecer, e por onde ao longo dos anos passou uma legião de gente boa, de Norberto Lobo a Alek Rein ou a Sallim. Entretanto o nome caiu em desuso ali para os lados da rua da Barroca, apesar de a ZDB ter continuado a revelar novos valores e, ocasionalmente, até a juntá-los todos numa só sessão. É o que vai mais uma vez acontecer na sexta-feira. Porque, apesar de o velho nome não ser usado, a ideia é mais ou menos a mesma. Há a recriação do repertório de José Pinhal, nome mais ou menos desconhecido da música ligeira do Norte de Portugal, pela José Pinhal Post-Mortem Experience, que agrega músicos da Favela Discos e dos Equations, e recria o repertório do cantor com destreza e músculo, mas sem qualquer ironia. Pela primeira vez em Lisboa. Vai ouvir-se também a indie-pop caseirinha de Catarina Branco, que vai apresentar o EP de estreia acompanhada pela sua banda. E as canções pop fora do baralho e difíceis de compartimentar de Sreya, que já ouvimos em Lisboa em mais do que uma ocasião e cujo primeiro disco, Emocional, tem mão de Conan Osiris. Depois dos concertos, há um DJ set de JAPO, vulgo Menino da Mãe, vulgo Bernardo Bertrand, pronto para nos fazer dançar com a sua electrónica.

12 anos do Musicbox

12 anos do Musicbox

12 Anos. O número pode não ser redondo, mas não é por isso que o Musicbox não vai assinalar a data com a pompa do costume. As comemorações arrancam pelas 21.30 de quinta-feira, com a habitual entrega de presentes em forma de música gratuita. Neste caso, concertos de Pedro Mafama, cantor e produtor de uma música portuguesa difícil de delimitar, com tanto fado como hip-hop; do duo Môrus, de Alexandre Moniz e Jorge Barata; e dos Sunflowers (na foto), banda portuense de garage-punk com tensão psicadélica. Segue-se, à meia-noite e meia de quinta para sexta-feira, o ponto alto das festividades, a estreia em território nacional de Ms Nina, nome de proa do perreo espanhol, a trabalhar nos campos do trap e do reggaeton mais liberto e futurista. No país aqui ao lado, anda há uns anos a meter o público a dançar com a sua música sugestiva e abertamente sexualizada, mas positiva, questionando ideias heteronormativas de género e domínio. O regresso aos palcos dos Sensible Soccers, agora com uma nova formação, está marcado para sexta-feira. A banda portuguesa vai mostrar as novas composições a incluir num eventual sucessor de Villa Soledade, álbum de 2016 que sintetiza com mestria a vastidão electrónica, ensinamentos krautrock e a synthpop oitentista. Conhecendo o historial deles, o mais certo é vir aí coisa boa. Depois do concerto dos Sensible Soccers, na sexta-feira, a festa continua com Nuno Lopes, sem dúvida o melhor DJ português que também é um actor conhecido, e Dupplo, que é como que

Kiss/ Megadeth

Kiss/ Megadeth

Os Kiss são mais conhecidos do que a música que fazem. Gene Simmons, Paul Stanley e companhia – Tommy Thayer na guitarra e Eric Singer na bateria completam a actual formação, nos lugares e pinturas faciais dos históricos Ace Frehley e Peter Criss – andam nisto desde 1973 e são lendas do hard rock, todavia são mais as pessoas 
que reconhecem as suas caras maquilhadas, as vestes de cabedal e aquela língua do que as que conseguem trautear um par de canções deles. Parece estranho, mas é apenas o reflexo da maneira como a banda superou as limitações da sua música, de nicho, e se tornou uma instituição da cultura popular do Ocidente. Os autores de “I Was Made for Lovin’ You” (a mais conhecida canção dos Kiss, que nem sempre é tocada ao vivo) partilham o cartaz com os Megadeth, que garantiram ainda na década de 80 o seu lugar no pódio do thrash metal californiano e continuam aí para as curvas. Dystopia, de 2016, é o mais recente disco da banda de Dave Mustaine.

Meatbodies

Meatbodies

O nome de Chad Ubovich confunde-se com os Meatbodies, a banda que lidera e à qual já emprestou o nome. Confunde-se também com algum do melhor garage rock californiano dos últimos anos – antes dos Meatbodies, tocou na banda de Mikal Cronin e continua a acompanhar esse ícone garageiro que é Ty Segall, 
nos Fuzz. Mas concentremo-nos nos Meatbodies, que regressam ao MusicBox no sábado e no dia seguinte fazem das suas no festival Milhões de Festa. Editaram este ano Alice, álbum conceptual cuja lírica 
é indecifrável, mas cuja música não desilude: garage rock distorcido, com psicotrópicos à solta na corrente sanguínea. Tão violento como inspirador. Revigorante.

The Divine Comedy

The Divine Comedy

Entre os muitos que já tentaram fazer da música pop uma amálgama de ideias clássicas com sensibilidades modernas, poucos o conseguiram com a imaginação de Neil Hannon. A música dos seus Divine Comedy é um universo sumptuoso de pop orquestral enlaçada com destreza lírica. Mãos menos hábeis não saberiam conferir tanta elegância aos floreados teatrais que ornamentam a sua música, mas Neil Hannon é uma criatura rara, um compositor tão inteligente quanto galhofeiro. Foreverland, aventura-se no mundo romantizado da mundanidade, serpenteado por cordas e sopros. Louva a extraordinariedade dos quotidianos mais vulgares, pintados com referências históricas, melodias sensoriais, letras laboriosas e um coração pop sempre a palpitar. Com referências que vão desde Catarina, a Grande, à Legião Estrangeira Francesa, mas sem deixar de ser um álbum disfarçadamente autobiográfico sobre aquilo que vem depois do “felizes para sempre”. Mesmo quando escreve de forma mais dissimulada, autodepreciativa ou espirituosa, Neil Hannon só escreve canções de amor. É um romântico incurável, que se há-de fazer?

Huerco S.

Huerco S.

Desde o início da década passada que o produtor americano Brian Leeds edita música electrónica fantasmagórica e ambiental sob diferentes monikers – Huerco S. e Pendant são os mais conhecidos. Regressa à ZDB enquanto Huerco S. para apresentar Plonk, de 2022. Na primeira parte, George Silver apresenta o disco inocente indecente, também deste ano.

News (450)

Glockenwise celebram um ano de ‘Gótico Português’ no Musicbox

Glockenwise celebram um ano de ‘Gótico Português’ no Musicbox

Gótico Português, o quinto álbum dos Glockenwise, apanhou de surpresa quase todos aqueles que o escutaram há um ano. Já sabíamos que parcos grupos em Portugal tocavam e conheciam o rock tão bem como eles; que eram melodistas excepcionais e dotados; que – apesar de terem começado por cantar em inglês – escreviam e cantavam em português como muito poucos. Porém, nada nos tinha preparado para um disco como este, para muitos o melhor de 2023 – neste país e no mundo. Estamos a contar os minutos para voltar a ouvir as suas canções, sexta-feira à noite, no Musicbox. Os bilhetes para o concerto já estão esgotados. “Longe vão os tempos em que não conseguíamos meter 50 pessoas [numa sala]”, ri-se Nuno Rodrigues, cantor, guitarrista e principal compositor da banda de Barcelos, que no último concerto em nome próprio em Lisboa, encheu o principal auditório da Culturgest. “Como, no MIL, a coisa também correu bem e gostaram muito do concerto, o Pedro [Azevedo, o programador do Musicbox e daquele festival] tomou logo a liberdade de nos convidar a pensarmos numa oportunidade de regressar. E porque não agora que o disco está a fazer um ano?” A esta primeira celebração da efeméride vai seguir-se, dentro de três semanas, a 22 de Março, mais um concerto no festival Tremor, nos Açores. E há mais algumas datas na calha. “Sempre gostámos muito de tocar. E ficámos ainda com mais vontade neste disco. Sentimo-nos tão acarinhados que ficámos com imensa vontade de estar em contacto com as pessoas”, conti

Peru é o país convidado do próximo Lisbon Bar Show

Peru é o país convidado do próximo Lisbon Bar Show

Os bartenders portugueses e estrangeiros, entre outros profissionais dos sectores da hospitalidade, restauração e hotelaria, voltam a encontrar-se na Sala Tejo da MEO Arena, entre as 12.00 e as 20.00 dos próximos dias 14 e 15 de Maio, no nono Lisbon Bar Show. Este ano, o Peru é o país convidado. “Esta edição pretende promover as tendências na área de bartending e cocktails com a presença de marcas e profissionais de renome a nível mundial”, comunica o fundador do evento, Alberto Pires. “Traz à capital portuguesa o universo dos cocktails durante dois dias e ao mesmo tempo é o espaço certo para troca de experiências e para conhecer o que de melhor se faz nesta área.” O encontro, que teve cerca de sete mil visitantes no ano passado, vai receber o segundo Congresso Ibérico de Bartenders. Entre as actividades programadas, destaca-se ainda uma Vintage Cocktail Competition e a atribuição dos Prémios Lisbon Bar Show, que distinguem os profissionais do sector. O programa completo só vai ser anunciado a 13 de Março, mas os bilhetes já se encontram à venda. Até 10 de Maio, os passes para os dois dias custam 29€. Depois, o preço sobe para 39€. MEO Arena (Parque das Nações). 14-15 Mai (Ter-Qua). 12.00-20.00. 29€-39€ + La Lisbonera quer “ser mais do que um bar, um ponto de encontro” + A próxima Digital Destiny é uma “rave num parque de trampolins”

No aniversário da Gulden Draak, há bolo, música e cervejas especiais

No aniversário da Gulden Draak, há bolo, música e cervejas especiais

O primeiro bar com a chancela da icónica cerveja belga Gulden Draak, em Lisboa, foi inaugurado a 2 de Março do ano passado. Exactamente um ano depois, neste sábado, celebra o primeiro aniversário, com um DJ set do DJ Levy Gasparian – que também passou música na abertura, em 2023, e há cerca de um mês, no sétimo aniversário do Delirium Café, dos mesmos donos. De portas abertas todos os dias, na Rua Andrade Corvo, em Picoas, a cervejeira e restaurante de Verônica Fernandes e Neko Pedrosa funciona do meio-dia à uma da manhã, durante a semana, e uma hora a mais nas sextas e nos sábados. Em comunicado, a proprietária garante que a “receptividade tem sido incrível, e só nos deixa mais motivados a fazer cada vez mais e melhor”. © Arlei LimaGulden Draak – Casa da Cerveja Neste primeiro aniversário, além da selecção musical de DJ Levy Gasparian, vai haver cerca de uma centena de cervejas importadas e artesanais por onde escolher, incluindo 50 à pressão e algumas que não costumam constar do menu – que inclui também vinhos, cocktails e até cervejas para cães. Para ensopar isto tudo, há uma carta de comida completa e, excepcionalmente, bolo de aniversário. Rua Andrade Corvo, 29A (Picoas). Dom-Qui 12.00-01.00, Sex-Sáb 12.00-02.00 + La Lisbonera quer “ser mais do que um bar, um ponto de encontro” + A próxima Digital Destiny é uma “rave num parque de trampolins”  

La Lisbonera quer “ser mais do que um bar, um ponto de encontro”

La Lisbonera quer “ser mais do que um bar, um ponto de encontro”

A Graça é um bairro singular. Cosmopolita e pejado de turistas, mas ainda com “uma matriz de bairrismo”, nas palavras de André Ferreira. Foi, em parte, por isso que ele e mais dois sócios, amigos há muitos anos e todos ligados ao bairro, decidiram abrir ali La Lisbonera. A ambição, diz, é “ser mais do que um bar, um ponto de encontro para diferentes pessoas”, portuguesas e estrangeiras, “conviverem na Graça”. De portas abertas desde meados de Dezembro, é um sítio descontraído e acolhedor. A área interior é pequena, mas vibrante. Na parede azulona, destaca-se um néon rosa-choque onde se lê “La Lisbonera”, há bancos, assentos e outros apontamentos vermelhos, além de um par de mesas de mármore e uma barra, também marmoreada. O interior não é o principal atributo do espaço, no entanto. Esse, considera André, é mesmo o espaço exterior, a localização – “e a equipa”, sublinha. A esplanada, na Travessa do Monte, mantém a estética e as cores lá de dentro. Nas paredes amareladas do bairro, por baixo dos azulejos onde se lê o nome da rua, está escrito mais uma vez “La Lisbonera” em letras vermelhas. Entre as duas portas do estabelecimento, lê-se “drinks & lifestyle”. © Arlei LimaLa Lisbonera “É o nosso mote”, explica o proprietário. Idealmente, uma pessoa vai a La Lisbonera beber um copo ao fim do dia, come umas tapas, e deixa-se ficar por lá. Ou pelas imediações – é possível pegar num cocktail ou num bom vinho e ir bebê-lo para os miradouros vizinhos. André fala num “botellón sofisti

Sónar instala-se em Lisboa pela terceira vez em Março. E espera “continuar aqui por muito tempo”

Sónar instala-se em Lisboa pela terceira vez em Março. E espera “continuar aqui por muito tempo”

Trinta anos depois da primeira edição, em Barcelona, o Sónar é um dos mais importantes festivais de música electrónica e experimental do mundo. Uma verdadeira “instituição europeia”, de acordo com The New York Times – mas que ao longo das duas últimas décadas se espalhou por todo o mundo, com edições nas Américas, em África e na Ásia, além de vários pontos na Europa. E volta a Portugal entre 22 e 24 de Março, pelo terceiro ano consecutivo, com os olhos postos no futuro. “Inicialmente tínhamos apontado para três anos, para ver se isto fazia sentido [em Lisboa]. Claramente faz”, assume Enric Palau, co-director e um dos fundadores do festival de música e arte digital catalão, que ao longo dos últimos anos tem também delineado os contornos do Sónar em Lisboa, juntamente com a equipa responsável pela edição portuguesa. “Agora não há outro prazo, estamos a trabalhar para o futuro, ano a ano.” “É muito complicado organizar um festival, como sabemos pela nossa experiência de 30 anos em Barcelona”, continua Enric. “Vai ser um trabalho duro, porém entusiasmante. E esperamos estar aqui muito tempo.” Uma intenção partilhada por Patrícia Craveiro Lopes, uma das responsáveis pela edição portuguesa, que este ano volta a concentrar a programação no Parque Eduardo VII. O Sónar Lisboa “é um projecto de longo prazo”, repete. “Já estamos a pensar [o que vamos fazer] para o ano. E para o ano a seguir, e depois ainda.” Esta visão de longo prazo ajuda a perceber as diferenças entre a edição de Lisb

A próxima Digital Destiny é uma “rave num parque de trampolins”

A próxima Digital Destiny é uma “rave num parque de trampolins”

Há mais de uma década que Von Di faz e passa música em vários pontos do país (e não só). E desde 2022 que programa as suas noites Digital Destiny. Mas a última festa que organizou em Lisboa, a 14 de Outubro, foi especial. A chamada Playground Edition realizou-se num parque infantil, e a procura de bilhetes excedeu a lotação do espaço. Por isso, em Abril, repete a experiência num sítio maior. A localização, mais uma vez, é secreta. Quem tiver comprado o bilhete vai receber um e-mail com a morada e todas as informações um par de dias antes da festa. Por agora, Von Di diz apenas que vai ser “na zona de Lisboa”. E num espaço maior. “A última festa estava completamente esgotada. Correu bem, mas meter mais pessoas naquele espaço ia ser uma confusão grande”, explica.  O novo recinto, não só é maior como tem mais condições. “Há trampolins, campo de basquete, de futebol, há uma bola para jogar mata, tem um percurso de obstáculos e uma [piscina] com espuma, para as pessoas se atirarem e fazerem mortais”, revela a DJ. Continua, porém, a haver um bar e uma pista de dança mais tradicional, para quem não aguentar tanta diversão – tal como há seis meses. Digital DestinyKauan Silva O alinhamento de DJs também não destoa do apresentado em Outubro, mas transcende-o. Fvbricia e BANU, residentes do Dengo Club, juntam-se no cartaz a Saint Caboclo – o mentor destas festas “queer & black owned” e um dos convidados da primeira Playground Edition – e à própria Von Di. Há ainda uma confirmação inter

José Afonso: ‘Ao Vivo no Coliseu’ vai ser editado pela primeira vez sem cortes

José Afonso: ‘Ao Vivo no Coliseu’ vai ser editado pela primeira vez sem cortes

José Afonso é, para muitos, o mais importante cantor e compositor português do século XX. Talvez de sempre. Mas, durante vários anos, foi difícil ouvir a sua obra. A editora Movieplay, que detinha os direitos da maior parte dos discos, havia declarado falência, e estes desapareceram das lojas e não podiam ser ouvidos online por vias legais. Até que, em 2021, a Lusitanian Music Publishing começou a reeditar os 11 álbuns que José Afonso gravou para a Orfeu entre 1968 e 1981, através do selo Mais 5. A mesma editora vai agora remasterizar e disponibilizar online as restantes gravações afonsinas. A vontade de trazer para as lojas e plataformas digitais os discos pós-Orfeu de José Afonso já tinha sido expressa por Nuno Saraiva, da Lusitanian Music, e pela família do cantor há uns meses, quando o derradeiro Fados de Coimbra e Outras Canções (1981) foi reeditado e disponibilizado na maior parte das plataformas de streaming (continua a não se encontrar no Youtube Music, por exemplo). E foi oficializada esta sexta-feira, por ocasião do aniversário da morte do cantor, a 23 de Fevereiro de 1987. O primeiro lançamento deste novo ciclo de reedições será Ao Vivo no Coliseu, de 1983. Esta será a primeira edição completa, sem quaisquer cortes, do mítico concerto de José Afonso na sala lisboeta. Ficará disponível durante a Primavera, nas plataformas de streaming e nas lojas, num triplo LP e num duplo CD. Segundo a editora, no próximo ano, serão reeditados os dois últimos álbuns de or

As Cansei de Ser Sexy estão de volta. E em Julho passam por Portugal

As Cansei de Ser Sexy estão de volta. E em Julho passam por Portugal

Uma década depois de se terem separado e 20 anos após o primeiro EP, Em Rotterdam já é uma febre, editado em 2004 pela Trama, as Cansei de Ser Sexy preparam-se para voltar a Portugal. Sobem ao palco do Lisboa ao Vivo a 6 de Julho e no dia seguinte tocam no Hard Club, no Porto. As brasileiras começaram a dar que falar em meados dos anos zero. Assinaram e editaram um álbum pela Sub Pop logo a seguir, em 2006. E as suas canções hedonistas, ainda que nostálgicas, com a electricidade e a electrónica numa dança sensual e num despique feliz, rodaram o mundo. Era uma música de um tempo e de um lugar – ou à margem de um lugar. Antes das grandes empresas de Silicon Valley terem tornado a internet um negócio viciado, quando tudo parecia possível. Incluindo um bando de miúdas e um miúdo do Sul global tornarem-se um fenómeno indie transnacional, sem quase saberem tocar, só por terem a atitude e as referências certas. Títulos como “Let's Make Love and Listen to Death from Above” ou “Meeting Paris Hilton” acusavam o momento em que as canções brotaram dos instrumentos de Adriano Cintra – o fundador, ideólogo e compositor da banda, que hoje não fala com as velhas amigas; nem toca com elas. O inglês com pronúncia carregada da vocalista Lovefoxxx deixava transparecer um carácter marginal e forasteiro. Depois do álbum homónimo, ainda gravaram mais três – Donkey (2008), La Liberación (2011) e Planta (2013) – mas nunca conseguiram sair da sombra daquelas primeiras e virais

Queens of the Stone Age são a primeira confirmação para Vilar de Mouros

Queens of the Stone Age são a primeira confirmação para Vilar de Mouros

A menos de seis meses do arranque de mais uma edição do C.A. Vilar de Mouros, esta quinta-feira, foi finalmente revelado o primeiro nome do cartaz: Queens of the Stone Age. A icónica banda editou o disco In Times New Roman... em Junho de 2023 e passadas três semanas passou pelo NOS Alive. Estará de volta a 21 de Agosto, na primeira noite do histórico festival, que em 2024 dura quatro dias. Nascidos das cinzas dos Kyuss e liderados pelo cantor, compositor e guitarrista Josh Homme desde 1996, os Queens of the Stone Age não tardaram a conseguir o sucesso que o velho grupo merecia, porém nunca teve. Ao longo dos anos, passou mais de uma dezena de músicos pelo elenco, mas há mais de uma década que Troy Van Leeuwen (teclas e guitarras), Dean Fertita (teclas, guitarra e mais o que for preciso), Michael Shuman (baixo e teclas) e Jon Theodore (bateria) acompanham Homme. Resta agora saber quem se vai juntar a eles no cartaz do mais antigo festival de Verão português, entre 21 e 24 de Agosto. Com bilhetes diários a 50€ e passes de quatro dias a 125€, a organização pretende replicar ou superar o sucesso da edição de 2023, que teve a lotação esgotada em dois dias. Vilar de Mouros. 21-24 Ago (Qua-Sáb). 50€-125€ + Serralves celebra 35 anos com “programação mais ambiciosa de sempre” + Lana Del Rey, PJ Harvey, SZA e Pulp actuam no Primavera Sound em 2024

Câmara de Lisboa cede edifício na Praça da Alegria ao Hot Clube

Câmara de Lisboa cede edifício na Praça da Alegria ao Hot Clube

É oficial: o Hot Clube de Portugal vai continuar na Praça da Alegria. E nem vai precisar de sair do prédio onde funcionou até Janeiro de 2023, quando foi interditado pela Câmara Municipal de Lisboa. O anúncio foi feito pelo executivo camarário, que aprovou esta quarta-feira, por unanimidade, a atribuição do direito de superfície do edifício ao histórico clube de jazz, por um prazo de 50 anos. Como contrapartida, a administração compromete-se a reabilitar e recuperar o imóvel. Num comunicado enviado às redacções, a Câmara de Lisboa detalha que "a primeira das duas fases previstas para a reabilitação do imóvel, sito nos números 47 a 49 da Praça da Alegria, iniciar-se-á ainda em 2024, comprometendo-se o Hot Clube a retomar a sua actividade no local já em 2025". "A Câmara Municipal de Lisboa esteve, desde a primeira hora, empenhada no apoio ao Hot Clube e em disponibilizar um espaço que lhe permitisse manter a sua actividade", garante o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas, no mesmo comunicado. Esta solução "permitirá, em articulação com o Parque Mayer, a concretização de um grande pólo cultural nesta zona de Lisboa." + MEO Kalorama vai plantar mil árvores no Parque da Bela Vista + Nem FM nem AM. As rádios comunitárias tocam DIY

Bryan Adams está de regresso em Novembro

Bryan Adams está de regresso em Novembro

Bryan Adams adora Portugal. E há um número considerável de portugueses que o adora de volta e continua a encher as salas onde o baladeiro canadiano toca, mais de 30 anos depois do seu pico de popularidade, nas décadas de 1980 e 90. O Multiusos de Gondomar (a 19 de Novembro) e a lisboeta MEO Arena (no dia seguinte) são os próximos pavilhões que vão acolher os devotos. A digressão que o traz de volta ao país partilha o nome com So Happy It Hurts. Mas só há espaço para três canções do álbum de 2022 no alinhamento ("Kick Ass", "I've Been Looking For You" e a faixa-título) – tantas como as de Cuts Like a Knife (1983) e 18 til I Die (1996) e menos do que as de Reckless, o único disco que o levou ao topo da tabela de vendas norte-americana, em 1984. E não há mal nenhum nisto. É para ouvir canções rock moles que nem manteiga no Verão, como "Summer of '69", "Have You Ever Really Loved a Woman?" ou "(Everything I Do) I Do It for You" que a maioria vai ao encontro do canadiano, e ele não quer que ninguém volte para casa desiludido. Os bilhetes vão ser postos à venda na sexta-feira, 23. Só ainda não se sabem os preços. + Os concertos a não perder em 2024 em Lisboa, de Taylor Swift a Karol G + MEO Kalorama vai plantar mil árvores no Parque da Bela Vista

MEO Kalorama vai plantar mil árvores no Parque da Bela Vista

MEO Kalorama vai plantar mil árvores no Parque da Bela Vista

O MEO Kalorama sempre fez da sustentabilidade (ambiental, mas não só) uma das suas bandeiras. Nas edições anteriores, houve um esforço para reduzir, reutilizar e reciclar os resíduos gerados; minimizar os consumos de água e gasóleo; e integrar a comunidade local, empregando moradores, por exemplo. Agora, o festival dá início a um processo de reflorestação do Parque da Bela Vista. Durante a tarde de sexta-feira, os parceiros e os trabalhadores do MEO Kalorama, juntam-se à população de Chelas e a representantes da Junta de Freguesia de Marvila e da Câmara Municipal de Lisboa, para plantarem as primeiras 80 de um total de 1000 árvores, nas traseiras do palco principal. Em comunicado, a organização afirma que “este processo de reflorestação ficará concluído até ao final do mês e tem como objectivo mitigar as emissões de carbono do festival”. Esta iniciativa resulta de uma parceria com a Quercus, que ajudou a seleccionar as espécies que vão ser plantadas no Parque da Bela Vista, “para garantir uma maior resiliência do ecossistema”. Segundo a organização, foram tidos em conta factores como “a capacidade de absorção de carbono, a adaptabilidade ao clima local e a compatibilidade com a vegetação nativa”. MEO Kalorama regressa ao Parque da Bela Vista em Agosto O último grande festival do Verão europeu dá música ao Parque da Bela Vista nos últimos três dias de Agosto. Ainda não se conhece o cartaz completo, mas já estão confirmados nomes como os LCD Soundsystem ou a adição de